sexta-feira, 13 de março de 2020

PREFEITO MB GANHOU DE VIRADA 2X1


Essa obra do asfalto no CENTRO de Ipirá tem maracutaia. Como é que pode uma obra ‘só’ ter duas licitações? A do asfalto do CENTRO de Ipirá tem.

A prefeitura de Ipirá iniciou a obra no pedaço que correspondia à obra TAMANHO G do governo do Estado. A Av. César Cabral consta na propaganda do governador do Estado. O prefeito MB não tomou conhecimento, iniciou e continuou, chegando até a Praça da Bandeira. O foguetório representou a conquista do território.

A prefeitura deu continuidade e fez a Praça da Bandeira. Tudo isso era demarcação da obra TAMANHO G do governo do Estado. Está na propaganda do governo do Estado. O que está acontecendo? O que foi que aconteceu? Qual foi o acordo feito entre o governo do Estado e a prefeitura de Ipirá? A população precisa de esclarecimento.

Ipirá virou um pandemônio. Infelizmente, nossa terra está vivenciando uma administração local muito deficiente e o governo do Estado não fez nada por Ipirá. Desta forma, grande parte da população de Ipirá tem toda a razão em está decepcionada com as administrações municipal e estadual naquilo que diz respeito à nossa cidade.

É nesse patamar que o asfalto (coisa normal em cidades menores do que Ipirá) chegou por estas bandas e endoidou e enfeitiçou as pessoas. Mas isso não é à-toa, é coisa arquitetada pelos poderosos e governantes para dominarem o povo. Não duvidem, as idéias têm um poder imenso sobre as pessoas e quando bem aplicadas elas cegam as pessoas diante do poder dos interesses dos governantes e oligarquias. O marketing serve muito para esse papel.

Quando o asfalto chegou neste século XXI (coisa que Ipirá deveria ter tido há 30 anos atrás), o povo endoidou. As oligarquias aproveitaram e tome-lhe dosagem de veneno na medida exata. É assim que se domina uma população. O locutor de uma rádio de Feira de Santana dizia, se referindo ao asfalto: “Ora, fica essa jacuzada de Ipirá querendo fazer filho na mulher dos outros, aí é bom ser pai da criança...”

A madeira cantada dessa maneira tem um efeito devastador na mente das pessoas, que deixam de pensar as coisas com sua própria cabeça e convicção, sendo que, uma obra pública, um asfalto público, que chega com um atraso vergonhoso de mais de trinta anos tem que ser recepcionado e festejado como uma suprema conquista e um presente dos deuses em dosagem dupla, o prefeito local e o governo do Estado. Isso encobre toda deficiência dos dois em relação à nossa terra.

O povo de Ipirá exige o esclarecimento do prefeito Marcelo Brandão, do governador Rui Costa e do deputado Jurandy Oliveira. Ao começar a obra pela Avenida César Cabral a prefeitura simplesmente estuprou a obra TAMANHO G do governo do Estado. Passou por cima. Desrespeitou a licitação pública e cometeu um ato claro de improbidade administrativa. O prefeito Marcelo Brandão tem que dá um esclarecimento.

Ao governo do Estado cabe mostrar o alvará da Prefeitura Municipal de Ipirá para a realização da obra, como falou o vice-governador João Leão no vídeo que ‘Ipirá tem inveja de Itaberaba’ porque Itaberaba tem e Ipirá ainda vai chegar. O alvará é necessário ou não? Se não existe alvará, a prefeitura começa por onde bem entender a sua obra, mas que a Av. César Cabral consta na propaganda tamanho G do governo do Estado, isso aí consta e é fato comprovado. Tem muita coisa nesse asfalto do centro de Ipirá jogado embaixo do tapete, sem esclarecimento. O governo do Estado não pode ficar calado.

Nos dois projetos constam ruas que já estão asfaltadas há três anos. É necessário esclarecimento. E se o prefeito Marcelo Brandão resolver asfaltar todo o centro da cidade (as mesmas ruas do projeto do Estado) tá resolvido, tchau e bença. Que o governo do Estado comece pelas ruas que já estão asfaltadas. É o que está acontecendo. É tudo uma combinação lá de cima. ‘É a comunidade quem ganha,’ diz o prefeito na esperteza que lhe é peculiar. Observem que por trás da materialização do asfalto existem questionamentos que precisam ser esclarecidos.

Em período de eleições aparece coisa que até o diabo duvida. Vamos fazer uma pequena retrospectiva. A caravana do grupo macaco chegou ao Hotel Ph... para a assinatura da Ordem de Serviço do tal asfalto. Não custa nada salientar que esse hotel é de triste recordação para a macacada, por significar o Dia do Fico...

Feito essa ressalva, é bom ressaltar que naquela foto histórica não ficou registrada a presença da grande liderança e pensador máximo dos macacos junto ao governo petista estadual, que não perderia uma oportunidade dessa envergadura para estar presente, estou falando de Diomário Sá e, também, da pré-candidata Nina. O pré-candidato Dudy estava presente e de peito aberto.

A macacada festejava efusivamente a Ordem de Serviço e o prefeito Marcelo Brandão deu início ao asfaltamento começando justamente por onde a propaganda do Estado dizia que ia fazer. O prefeito MB transformou a obra TAMANHO G do Estado em um tamanho (g) genérico. A reação do deputado foi inusitada: “deixa ele fazer a dele, depois nós fazemos a nossa, é uma obra do Estado e da prefeitura também.” Muito estranho essa colocação que consta no vídeo do assessor do deputado.

Vale uma pergunta: cumprir a licitação pública é ou não uma responsabilidade do gestor público em todas as instâncias? Continuando, mais estranho ainda, ficou a posição do prefeito Marcelo Brandão elogiando o esforço do deputado Jurandir Oliveira para conseguir o asfalto e que era uma obra da prefeitura e do Estado. Uma coisa civilizada, naturalmente.

Mas o prefeito MB tem que responder uma pergunta: o senhor desrespeitou ou não a licitação do Estado? Se desrespeitou legalmente, cometeu um crime de improbidade administrativa. Se não desrespeitou, evidentemente, é porque a obra do Estado nem alvará tem, não passa de uma Ordem de Serviço, que começou hoje, três dias após o prefeito dá o pontapé inicial, assim sendo, não haveria necessidade da recepção festiva do Hotel Ph...

Mas, poderia, quem sabe, haver um acordo de cavalheiro entre o deputado, o governo do Estado e o prefeito? Quem botar a mão no fogo poderá queimar. Quando o deputado diz: “deixa ele fazer a parte dele, depois nós faremos a nossa” e o prefeito faz questão de salientar que o governo do Estado é parceiro nessa obra e tem a coragem e a petulância de passar por cima de uma licitação que poderá causar-lhe conseqüências danosas é porque ele sabe que tem a proteção larga do deputado e o deputado sabe que tem o apoio firme e forte do governador.

Na política tem muita coisa nos bastidores. A pré-candidatura de Dudy representa a força do senador Otto. A pré-candidatura de Nina representa a ala do vice-governador João Leão. O deputado não ia trazer uma obra tamanho G para Ipirá para não reforçar a pré-candidata Nina. O governador Rui Costa precisa do voto do deputado na Assembleia e está colado nele. O prefeito Marcelo Brandão melhora sua imagem com o asfalto. Tudo pode acontecer embaixo do nariz do pré-candidato Dudy, até nascer o óbvio, bigode.

Pode fazer o DNA que o deputado é o pai do asfalto e está cobrando a fatura. Não duvidem sair uma chapa com a pré-candidata Nina, coligada com a jacuzada, com apoio do governador e vice. O asfalto faz coisa que até o diabo duvida. Pelo desrespeito à legalidade que estão cometendo as mãos estão dadas. O PT de Ipirá poderá está dando apoio ao candidato do senador contra o candidato do governador (baralho exclusivo de Ipirá) e a grande recepção do Hotel Ph... passará a ser o segundo trauma da macacada, porque passará a ser o Dia do Fico contra a macacada.

O prefeito, o deputado, o governador são devedores de um esclarecimento ao povo de Ipirá. Não poderão se omitir disso, senão estarão dando provisão a muitas especulações, inclusive as minhas. Já estou prevendo: como será a inauguração desse asfalto? Será que a macacada vai deixar o prefeito MB dançar regue, axé, forró e não vão sapecar nenhum arrocha? A população de Ipirá continuará no ritmo da sofrência com a carência imposta por jacu e macaco.      

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