domingo, 15 de maio de 2016

AOS AMIGOS DO PT DE IPIRÁ.

De uma hora para outra, os tempos tornaram-se difíceis e poderão ficar amargos na esfera da política eleitoral, inclusive na local. Como terminará o PT local o ano de 2016? Com UM único vereador e mais nada! Mas, essa era a situação da década de 1990! Qual foi o ganho eleitoral obtido com a aliança com a macacada?

Vocês poderão dizer: manter o que já temos ta de bom tamanho. É mesmo? É verdade? Eu vou mais adiante: vocês tiveram o gestor do município; tiveram secretarias; tem um vereador e vários cargos na administração e de repente sair do pleito eleitoral 2016, SÓ apenas SÓ com UM único vereador, tudo isso dentro da mesma aliança com a macacada, é ter crescimento nada, é crescer como rabo de cavalo.

Não se zanguem comigo, meus caros amigos! Estou apenas fazendo uma análise. Vocês poderão dizer: um só vereador é muita coisa, pior é nada. É verdade! Pior é o nada do nada! E não pensem os senhores que o PT local não corre esse risco não. Porque corre. O chapão da macacada é a arapuca para acabar com o PT local. É uma questão muito simples de matemática misturada com a política do aperto.

Nestas eleições 2016, em Ipirá, quem está num aperto desgraçado é a macacada, a situação da jacuzada está bem mais confortável. A atual Câmara de Vereadores a macacada tem 8 a 7. O grupo que ganhar para prefeito, naturalmente, será vencedor na proporcional. Se a jacuzada ganhar, terá a seu favor 8 a 7, (a macacada perde um), sem muito alarde o vereador Arnor estará disputando esta sétima cadeira.

Vamos apertar o cinto para espremer o gato. Coloque 9 a 6, (a macacada fica com menos dois), a cadeira número seis será uma disputa de sair lasca de fogo entre Arnor e Jaildo (poderá ser outros, evidentemente, e eu estar enganado), mas uma coisa é certa, a linha de corte do último vereador poderá ficar acima de mil votos e o restante, com menos de mil, ser simplesmente enchedor de lingüiça de macaco. O PT local corre esse perigo. Para qualquer pessoa sentir a política do aperto, basta colocar os nomes dos vereadores da macacada e levantar qual deles tem menos de 1100 votos. É suposição? É, mas tem coisa que faz sentido e é verdadeira, vereador de 900 votos não será eleito no chapão da macacada, o PT de Ipirá poderá ser fritado nesse chapão.

Qual foi o ganho político eleitoral que resultou para o PT local esta aliança com a macacada? Só o resultado eleitoral de 2916 dirá, mas eu desafio: eu quero ver o PT local fazer dois vereadores. Não fará, porque o sistema não deixa. Fará no máximo um. Estourando vai manter o que tem, correndo sério risco de ficar fora, ficar zerado, sem prefeito petista, sem vice petista, sem secretaria, sem cargos municipais, até sem a vereança e o sistema pouco se importa com isso. Isso não está longe de acontecer, basta dar um passo errado, basta escorregar na banana, basta cometer um vacilo nestas convenções de junho 16.

A fase PT no Brasil passou. Não é passar de ano, acabou mesmo. O conluio da oposição com situacionistas deram um golpe e tiraram a presidenta petista do poder federal. A ampla maioria do consórcio da República de coalizão parecia um castelo de areia, não suportou um sopro.  O PT não conseguiu 172 votos na Câmara e só conseguiu 22 no Senado. O desmantelo foi grande. O “Fora PT” foi um movimento de massa. Está evidente que a fase petista durou quatorze anos. Qual chance tem o PT de fazer uma aliança em condições de retomar o poder já em 2018? Está muito difícil. O golpe institucional parece que foi assimilado.

2018 – O prefeito macaco eleito em 16 pelo PT em Ipirá estará na dúvida, não sabe se ficará com as forças golpistas que apresentaram um candidato forte e competitivo para o governo do Estado ou se ficará com o governador Rui. Se a banda virar para o outro lado, a conversa descambará ladeira abaixo: “É, Rui não fez nada por Ipirá e eu tenho que me juntar ao governador dos golpistas para fazer alguma coisa por esta terra”

2020 – Eleições Municipais. Macacada com as forças golpistas, ninguém dá murro em ponta de faca. Jacuzada com as forças golpistas, com o discurso de que estes salvaram o Brasil. Quatro gatos pingados do PT local e do Renova tentando levantar uma bandeira de oposição. Se alguém perguntar: “Cadê aquela militância pequena, mas aguerrida, que eles tinham por volta da década de 1990?” alguém poderá responder até com certa razão: “eles foram cuidar de seus patrimônios, política não dá camisa a ninguém!”

2016 - Terminando, meus amigos petistas de Ipirá! O nó da gravata pode apertar o pescoço. Pensem direito! O PT local não elegerá dois vereadores no chapão da macacada, fará um vereador brigando na zona do rebaixamento e poderá sair zerado, sem lenço, sem documento e sem rumo. Observem bem o prefeito licenciado Ademildo, ele pode não ter feito uma boa gestão, mas fez um trabalho excelente ao quebrar a macacada no meio.


Chegou a hora da verdade, as previsões que faço estão no campo das possibilidades, mas uma coisa é certa, tudo isso é um pesadelo para quem faz militância na política por mudança social. Um pesadelo. Um grande abraço, amigos petistas de Ipirá!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

ENTRE A RAMPA E A RIBANCEIRA.

Um movimento de rua com dois milhões de pessoas espremendo-se na Avenida Paulista é forte o suficiente para colocar ribanceira abaixo qualquer governo. Disso não se tem dúvida. A marca preponderante e norteadora foi o ‘Fora Dilma’, ‘Fora Lula’, ‘Fora PT’. Não teve nada como indicativo de ‘Fica Temer’ ou ‘Fica PMDB’. Nada, nem um trapo de faixa.

Nestas circunstâncias, o PMDB, um partido chupa-sangue, que gruda nas tetas do poder para ficar mamando em todo governo e a maioria do Congresso Nacional de forma oportunista e sorrateiramente pongou no movimento das ruas e começaram a articular a derrubada da presidenta Dilma. Era o golpe do Eduardo Cunha.

Era a vontade de Cunha recheado da mais suculenta vingança. Os ingredientes do golpe estavam postos: a maioria do Congresso e a vontade soberana de Cunha. Teria Eduardo Cunha envergadura moral para conduzir um processo dessa natureza? Eu creio que não. Este Cunha, com uma capivara quilométrica, que vai de chantagista a propineiro de 52 milhões de reais, tornou-se um pombo-sujo engravatado disponível para fazer o jogo sujo.

Cunha tinha dezenas de Pedidos de Impeachment, escolheu o de Janá, justamente o que não tocava na Operação Lava Jato, focava em pedaladas e não autorização da Câmara. Cunha estava atolado até o pescoço na Lava Jato, pela solicitação de Janaína o Cunha poderia se salvar lá na frente e a maioria do Congresso já estava de cabeça feita para torrar a presidenta por qualquer pretexto, mesmo deixando fora as graves denúncias da Lava Jato que envolvem meio mundo político.

Chegou a vez de Janaína, ‘a nêga de lá ele’, apresentou-se fagueira e fogosa, não perdeu tempo: “todos os senadores devem levar em conta a delação premiada”, isso não constava na sua peça inquisitorial. Mas a batata de Janá estava assando, o senador Randolfe Rodrigues apresentou um catatau de decretos que apresentavam despesas de bilhões de reais, sem autorização da Câmara, mas não disse quem assinou-os.

Êta, que a sapeca Janá, cheia de saracoteio, não perdeu tempo: “Isso é crime de responsabilidade, eis a prova.” O senador agradeceu e disse que as assinaturas foram do vice Temer. Taí o que Janá não esperava e ciscou prá lá e prá cá, arrancou uma pérola: “Assinatura do vice não vale.” Como assim? Assinatura do vice não vale nada? Ah, Janá, tu deu na pinta! Tu tem lado, tu é Temer. Depois, ficamos sabendo que Janá deu uma mordida no recheio do sanduíche no valor de quarenta e cinco mil reais para fazer a peça para a oposição que queria ganhar no golpe. Janá não tem o que temer, ela é Temer desde pequenininha.

A maior bandeira do golpe sujo era Cunha. Eis o problema e a vergonha escancarada do golpe institucional, que teve em Cunha o seu mentor e executor e que se tornou um entulho após a execução do processo golpista. O que fazer? STF 11 a zero.

Assume a presidência da Câmara o deputado Maranhão querendo ser o contra-golpe do golpe. Num dia, ele mostra as manobras sujas do golpe; no dia seguinte, ela passa a esponja no que tinha dito no dia anterior. Dá prá entender uma barafunda dessa? Eu peço até ajuda a quem conhece esse presidente chamado Maranhão. Esse cidadão gosta de uma canjibrina? Não dá para entender o poder que tem um presidente da Câmara, tem mais poder do que o diabo no inferno. Se o sujeito for chegado a um goró ele faz miséria.

E Picciani? Votou contra o impedimento e na mesma semana estava reivindicando o Ministério dos Esportes no projeto Temer. Essa gente não tem nada a temer é tudo do time de Temer, que parece mais uma quermesse, tem leilão para todo gosto. Para eles tanto faz o consórcio petista ou o balcão de negociata de Temer. Tanto faz!


Presidenta Dilma não desceu a rampa, seu mandato popular e constitucional de quatro anos ainda não acabou, preferiu descer a ribanceira com 54 milhões de votos obtidos nas eleições. Os golpistas abocanharam o poder. É isso que está em jogo: o Poder Político. Agora, será empurrado goela abaixo do povo brasileiro um projeto que não passou pela discussão nem pelo voto popular. Assim acontecem os golpes.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O MACACO TOMOU JEITO

O prefeito Ademildo solicitou afastamento por três meses (até 26 de julho), depois retornará e completará o mandato até 31 de dezembro. Nesse tempo, até o retorno, tem que acontecer as Convenções Partidárias para escolher os candidatos ao pleito municipal. Depois, desse prazo, o prefeito Ademildo retornará, justamente, no período da campanha eleitoral. E o que é que tem a ver? A macacada sabe que tem diferença. São duas situações. Entenda o jogo.


Primeira situação: parágrafo 5 do artigo postado anteriormente: “Uma novidade, nestas eleições 2016, não haverá dinheiro do município de Ipirá para bancar qualquer candidatura. Pela primeira vez teremos os jacus e macacos sem dinheiro público...” com Ademildo prefeito será assim.


Segunda situação: sem Ademildo na prefeitura, com o grupo da macacada chefiando a gestão isso cai por terra, poderá haver uma farra com o dinheiro público na campanha eleitoral. Poderá haver! (isso é motivo suficiente para o baixo clero da macacada tocar foguete até ‘uma zora’). Com a macacada poderá ser assim. Esse é a pegada no jogo de interesses.


Com Ademildo na prefeitura não acontecerá, com dinheiro público, aquela vergonhosa compra de votos e títulos na véspera das eleições. Com a macacada na prefeitura essa ignomínia voltará com força, inclusive com dinheiro público, porque a cúpula (jacu/macaco) já absorveu esse crime eleitoral como um fator decisório do pleito, não percebendo que é coisa criada pela malandragem dos dois grupos para extorquirem os candidatos. Estão entendendo a diferença?


Vamos ao assunto principal. Com o afastamento do prefeito Ademildo, a macacada ficou mais folgada, tomou jeito, e três pré-candidaturas ressuscitaram e poderão ficar vivas por três meses.


A reeleição do prefeito Aníbal, se houver a predisposição de deixar uma vereança garantida para o próximo período legislativo em troca de uma eleição duvidosa para o Executivo.


O pré-candidato Dudy, que vai e vem, deverá tomar suspiro por saber que poderá contar com apoio numa campanha, que no seu ritmo, custará os olhos da cara.


Uma terceira pré-candadatura é a do deputado Jurandy Cyretran Oliveira, que mesmo sem chance nenhuma de vitória, tendo quem ajude a bancar ele prontifica-se, até mesmo, para meter a colher no angu e desandar o mingau criando atrito e confusão na própria macacada.


Exemplificando para você entender melhor. Se o São João 2016 fosse feito pela gestão Ademildo gastaria o mínimo, dentro das condições do município, com atrações de casa e algumas de médio porte, para um público cativo que lota a Praça José Leão em todo São João.


Sendo o São João 2016 uma ação da gestão macaca, em ano eleitoral, sem dúvida, buscará impressionar com grandes atrações e com custos superiores a um milhão de reais, o que deixaria uma propina que representa crime de prevaricação de mais de 10% para o atravessador que contactar as bandas, abrangendo um público cativo que lota a Praça José Leão em todo São João e mais quinhentas pessoas atraídas pela atração maior.


Voltando a questão eleitoral. A macacada isolada e sozinha não tem a menor chance nessas eleições 2016, principalmente devido ao desgaste natural de doze anos de administração. Se não fizer aliança com o PT estará derrotada por antecipação. Mesmo em aliança com o PT, a situação da macacada é indigesta porque a conjuntura é desfavorável.


Salientando que para o pleito eleitoral de 2016 deverá acontecer a aliança do PT e o Renova, a macacada pode tirar o cavalinho da chuva porque já foi, pode dar adeus ao poder municipal sem saber quando o terá de volta e Diomário sabe muito bem disso, agora, a macacada sendo um grupo mais aberto poderá ampliar esse leque de aliança e se aproximar da candidatura Renova e PT para tentar criar uma dificuldade para a candidatura Brandão. E não é coisa fácil.


Aí quem tem paixão por macaco ou jacu vai à loucura. Eu até compreendo aquelas pessoas que por necessidade tem que ser cativo. É a natureza da pessoa. Não nasceu para ser livre e independente. Não tem porque pensar e refletir de forma desassombrada. Está preso aos interesses pessoais, às necessidades da subsistência, às carências do dia-a-dia. Está acorrentado ao sistema. O grupo é tudo; é a salvação e o louvor; é sagrado e perfeito. O indivíduo não é nada; a cidadania não é coisa digna; a consciência é para ser negada.


“Aqui só existe jacu e macaco”. Assim eles dizem. A renunciante Ana Verena, que não nasceu nessa terra, nem aqui foi criada e não tem porque ter paixão por grupo, recebeu do grupo da macacada uma quantidade de votos que a levou ao poder municipal. No entanto, renunciou e não fez pelo grupo da macacada o que o grupo esperava dela.



Sem dúvida, para ela, o grupo da macacada não é nada e nada representa; é uma coisa insignificante; é um trem ordinário; é um estorvo que suga a seiva e cobra um preço imensurável aos seus guias. A individualidade é a plenitude, é liberdade, é propósito de vida burguesa, é emoção em grau elevado. Tomar a frente da macacada foi um caso fortuito e esquecido. Concluo dizendo que o sistema jacu e macaco não é o céu e pode ser o inferno para muita gente e até mesmo para o município de Ipirá, desde quando se torne o seu entrave.

sábado, 23 de abril de 2016

TOMA JEITO, MACACADA!

Ipirá, eleições 2016, a macacada encontra-se numa encruzilhada e, o pior, sem encontrar uma saída. A maior dificuldade resume-se em não ter um pré-candidato competitivo, em condições de enfrentar a jacuzada com possibilidade de vitória.


Quem eles lançarem será para cumprir tabela. Quem se apresentar será para tapar um buraco e carregar um caixão sem alça porque a conjuntura é totalmente desfavorável ao grupo. Quem for o candidato se queimará para o resto da vida porque poderá levar um sapeca de três mil votos no lombo e ficar estigmatizado pelo efeito ‘Vavá Kabila.’ O momento é difícil para a macacada.


As dificuldades da macacada não são deste presente momento, elas despontam da campanha de 2012, extremamente confusa e atrapalhada que resultou numa renúncia que significou um caos. A prefeita eleita Ana Verena renunciou ao poder municipal conquistado no aperto por puro capricho, dentro de um contexto pessoal e de uma vontade subjetiva, quando não deu a menor importância ao grupo, nem a menor satisfação a nenhum eleitor do grupo macaco. Depreciou a macacada. Fez do grupo dos macacos uma coisa insignificante, um cachorro.


Na atualidade, a macacada apresenta-se desarrumada e sem bússola, variando e totalmente perdida. É vereador brigando publicamente com secretária; são lideranças que estão na zona do conforto e não estão nem aí para o que possa acontecer ao grupo; é um conjunto de pessoas vaidosas um querendo ser mais porreta que o outro; é um baixo clero querendo fazer acontecer o que é impossível. E assim a onda vai, complicando cada vez mais a situação. A macacada virou uma verdadeira casa de Noca, sem esteio, sem viga, sem liderança, entregue à própria sorte.


Uma novidade, nestas eleições 2016, não haverá dinheiro do município de Ipirá para bancar qualquer candidatura. Pela primeira vez teremos os jacus e macacos sem dinheiro público para bancar o candidato deles, tendo que tirá-lo do próprio bolso. Esse é o sinal de que não haverá caixa 2, caixa 3, caixa 4...


Esse é o sinal de que não haverá dinheiro público nas mãos de fulano, sicrano e beltrano para fazerem uma famigerada e escandalosa boca de urna, nas vésperas das eleições, quando ocorre uma correria do capeta e fulano assalta sicrano, que assalta beltrano. Uma vergonha. Nisso aí, o grande perdedor é a macacada.


Outra novidade, tem 99% para acontecer uma aliança entre o PT e o Renova. Se isso ocorrer sacramentará a derrota da macacada antes do começo da disputa eleitoral. Uma das causas da vitória da macacada em 2012 foi a aliança com o PT. Extinta essa aliança, a macacada fica vulnerável e ferida no coração. Sem a aliança a derrota da macacada fica iminente.


O grupo da jacuzada é um grupo oligárquico, aristocrático, fechado em torno da família Martins. O grupo da macacada é um grupo fatiado, que vai perdendo esse controle familiar oligárquico, devido às infiltrações e à incompetência das lideranças aristocráticas, nesse sentido, abre-se para a penetração e a condução de setores da pequena-burguesia que estão em fase de acomodação em busca da supremacia dentro do grupo.


Não adianta espernear. A aliança entre o PT e o Renova reforça a idéia de uma terceira força concreta, real e verdadeira no município de Ipirá. Dizer que Ipirá só tem jacu e macaco é cair na mesmice de sempre, ser estreito na análise, na avaliação dos acontecimentos e não enxergar um palmo além do nariz.


Se a macacada não entender a realidade desta conjuntura, que é amplamente negativa para o grupo, será um mero cabo-eleitoral de Brandão, até mesmo lançando um candidato próprio; até mesmo colocando-se como eventual adversário; até mesmo polarizando o pleito nos acordes da paixão do Ba-Vi. E qual será a alternativa nesta conjuntura amplamente desfavorável?


Basta entender que a realidade apresenta uma força real (PT + Renova) determinada a lançar candidatura própria. Isso míngua e elimina qualquer chance de vitoria da macacada. Deixar a jacuzada com o doce na boca por quatro anos e, talvez, décadas, seria um grande vacilo da macacada, pois a retomada não será facilitada.


Eleições 2016, não está fácil para a macacada. Cometer um grande equívoco agora poderá sacrificar 2020. Atuar dentro da realidade, enxergando as novas forças políticas que despontam poderá ser uma tábua da salvação.



Eu diria até que seria interessante para a macacada terceirizar uma derrota e livrar a cara do grupo. Eu diria até mais, seria interessante para a macacada procurar endurecer o pleito de 2016, para Brandão não levá-lo numa boa. Eu diria até mais que demais, seria interessante para a macacada aumentar o poder de competição contra Brandão apoiando e reforçando uma força política concreta e real que se estabelecerá com a aliança do Renova com o PT. Eu digo tudo isso, porque para a macacada sozinha, isolada no pleito de 2016, não tem boca.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O VOTO DO CAPETA

Pense no capeta; pensou em Eduardo Cunha! Não é fácil entender como 54 milhões de votos podem ser usurpados por 367 votos de colarinhos brancos. Só pode ser coisa do capeta! Agora, não é que 367 votos entenderam de impor o novo presidente da República do Brasil. O capeta tá virado do cão! Nem vereador em Ipirá consegue ser eleito com 367 votos e o Capeta resolveu fazer um presidente do Brasil com essa votação de síndico de condomínio.

Não é que o Capeta tinha direito a voto! O próximo deputado: Eduardo Cunha. Sua Excelência, o Capeta, levantou-se e pronunciou “Que Deus tenha misericórdia dessa nação, meu voto é SIM”. Para mim, a terra tremeu. Até o Capeta reconhece que Deus tem que meter o dedo nesse País.

Já estou cheio do nome desse Capeta. Não vou chamá-lo de Cunha e crio uma nova alcunha para esse mecatrefe: Acunha. Será que existe essa palavra? Se não existe vai passar a existir e vem na condição de verbo, o acunhar, com ação direta e mais que perfeita. Veja a frase: ‘Eduardo Acunha o Brasil’. Reforçando teríamos: ‘Eduardo Acunha o povo brasileiro’. Vê lá se o povo brasileiro vai aguentar uma acunhada dessa. Nem Barroso STF agüentou e expressou mais ou menos assim: “Olha a turma (gang) que quer tomar conta do Brasil!” Até o Capeta, na sua plena sinceridade, reconhece, basta lembrar o seu voto pedindo a ação divina.

Olha que beleza! Um País acunhado por Temer, Acunha e Calheiros. ‘Tamo lascado’. Ainda nem passou pelo crivo e julgamento do Senado e Temer já tem comportamento de quem sabe que a missa ta encomendada e ta esbanjando pose de presidente. Êta sujeitinho dissimulado! Criou uma Ponte para o Futuro, só se for do PMDB. Isso tudo ta com pinta de acordo com o Capeta para salvar o que eles mais desejam.

A grande preocupação do Capeta é barrar a Operação Lava Jato, jogar água fria na distinta. Não deixar que saia da Suíça e de Dubai, não permitir que chegue às profundezas do inferno Brasil e, sendo comandada pela tropa coloiada ao Capeta, não haverá perigo. Quem foi para as ruas pelo combate à corrupção, em defesa da operação comandada por Aldo Moro escorregou na maionese do acórdão e esse acórdão é a Ponte para a Salvação de mais de cinco dúzias de deputados e do Capeta de dormirem no Complexo Penitenciário da Papuda em Brasília.

A presidenta do Brasil está sendo julgada e golpeada ‘democraticamente’ por deputados e senadores que juntado as capivaras deles dá mais de três léguas de comprimento. A maioria com o nome dedurado na Operação Lava Jato. Esse golpe significa salvar a própria pele, significa chegar ao poder por uma variante que não necessita do voto popular.

É o golpe via atalho do Capeta. Aí vale tudo, até desrespeitar e rasgar a Constituição. Pela mão do Capeta os investigados da Lava Jato querem assaltar o poder no Brasil. Se houve estelionato eleitoral de Dilma para ganhar as eleições, Temer foi eleito vice com todas e todos possíveis erros que elegeram Dilma. São pessoas distintas, partidos distintos, ações distintas, mas os 54 milhões de votos que elegeram a presidente estão sendo jogados na lata de lixo e reciclados para o vice. Sem hipocrisia, o pau que dá para a presidência, dá para a vice-presidência.                            

A Operação Lava Jato descobriu um mar de lama de corrupção nesse País, isso ninguém pode negar. Eu fico observando o PMDB, PP, PR, PRB querendo tirar uma presidente, como se não tivessem nada, nadica de nada, a ver com essa sujeira. Parece brincadeira. Uma cúpula na linha de frente Temer, Acunha e Calheiros, uma trempe mais suja do que pau de galinheiro, tirando uma de cidadãos acima de qualquer suspeita. Parece que todo mundo é besta.

Partindo de quem parte, tudo isso é uma armação golpista institucional que cheira a perfume barato, mas tem o fortum do Capeta que deixou uma frase impactante: “Que Deus tenha misericórdia dessa nação.”   


sábado, 16 de abril de 2016

GOLPE DA DESGRAÇA!

Seja sincero: você sairia de sua residência, neste domingo, 17 de abril de 2016, caso fosse eleições, para dar um voto a Michel Temer para presidente e a Eduardo Cunha para vice?

Responda com sinceridade: quem foi às ruas nas manifestações do ‘Fora Dilma’ queria deixar a presidência com Temer e a vice com Cunha?

Essas duas perguntinhas simples servem para desanuviar uma compreensão correta deste grave momento político. Os manifestantes foram às ruas contra a corrupção, que tenha ela sido praticada pelo cão, pelo diabo ou qualquer outro semelhante humano. Exigir a saída de Dilma para deixar Temer em seu lugar, com Cunha na boca de espera, seria o mesmo que colocar hienas tomando conta de cordeiros. Neste jogo não tem besta.

O que está acontecendo? O movimento das ruas tinha corpo robusto, mas não possuía cabeça com objetivo atuante no Congresso Nacional. O espaço do desenrolar dos acontecimentos vai ser o institucional. É na Câmara dos Deputados que a farsa foi montada. É nesse monstrengo conservador, onde a idiossincrasia malévola de Eduardo Cunha encontra guarida e empunha a bandeira do golpismo. A elite política ganhava um coordenador para o golpe.

Eduardo Cunha, um pombo-sujo da Operação Lava Jato, que adquiriu o título de sheik da Arábia e medalhão de marajá da Suíça é o comandante supremo de um processo de impedimento de uma presidenta. Agiu de forma sub-reptícia nas sombras de suas paixões mais primitivas e por vingança o chantagista colocou em pauta o que poderia ter engavetado se tivesse havido correspondência em seus achaques. O impeachment entrou na Ordem do Dia. Os ratos, lacraias, raposas, traíras, vermes e abutres do poder saíram da moita, da toca e do porão da política. 

Essa era a oportunidade que os abutres do poder precisavam e espreitavam. O golpe faz parte da cartilha do vale-tudo pelo poder peemedebista que não tem nenhuma chance de chegar à presidência pelo voto. A vontade dos manifestantes de rua ficou apenas no bota-fora, o poder está no alvo e sendo usurpado pelo PMDB de Temer, que saiu do armário e mostrou as garras do oportunismo ao sentir o cheiro do poder, com um projeto que não sepulta a corrupção, mas que tem em algum acórdão para esfriamento como uma fonte do desejo maior que uma reivindicação. Assacaram o golpe.  

Eduardo Cunha faz manobras regimentais para a conspiração de lacaios. Isso não é uma brincadeira sem conseqüências danosas para as camadas trabalhadoras e populares. Não pensem que não acontecerá mudança com a imposição de um projeto conservador e neoliberal. Não duvidem que ocorra a limitação por lei da Policia Federal e do Ministério Público e uma Lava Jato emperrada em benefícios dos milhares de políticos denunciados.


A votação da admissibilidade será neste domingo, com o Senado ficará o julgamento. Não existe fundamento jurídico para o impedimento. As causas apresentadas são as pedaladas fiscais que outros presidentes também praticaram. Contra Dilma não há objeto jurídico. Ganhar no tapetão é tirar o respaldo constitucional de 54 milhões de votos. A Lava jato não pode parar de combater a corrupção nesse País. Veremos até onde ela vai.

sábado, 9 de abril de 2016

PROCURA-SE PRÉ-CANDIDATO

Anote o que estou dizendo: não haverá farra com o dinheiro público nestas eleições municipais 2016, em Ipirá. Com esta e por outras, quem parece está ferrada é a macacada, ta parecendo cachorro querendo morder o próprio rabo em busca de um candidato.

A pré-candidatura de Aníbal Ramos lançada no dia do seu aniversário não esperou pelo outro aniversário para desistir. Ficou enfraquecido com a debandada de dois vereadores e um terceiro preparando o pinote para a jacuzada, desde quando, era uma pré-candidatura com base na Câmara de Vereadores.

A rachadura foi no coração da candidatura. Dizem que Aníbal mereceria uma estátua de cinco metros, na entrada do João Velho, caso insistisse na pré-candidatura de prefeito; para uns, pelo vacilo de deixar uma candidatura de vereador garantida por uma de prefeito sem chance; para outros, pela coragem de tirar a corda do pescoço do macaco para colocá-la no seu próprio pescoço num ato de sacrifício pessoal para salvar um grupo em desespero. Caiu fora do esparro.

Em reunião com o governador, o deputado Jurandy Cyretran Oliveira se enfeitou como pré-candidato à prefeito de Ipirá como forma de encerrar com chave de ouro a sua carreira política. Uma pré-candidatura que não tem capacidade de aglomerar forças políticas em torno de si, aliás, não consegue manter uma unidade em pró de sua candidatura nem na própria família. Sendo um político matreiro, não acredito que tenha a coragem de assumir esse rabo de foguete, pois não escapará de uma derrota escarchapante.

Quem seria o candidato das hostes da macacada neste momento de grande dificuldade? Nada melhor do que as duas lideranças maiores: Antônio Colonnezi e Diomário Sá. Prefeito e vice ou vice-versa. Vocês acham que eles topam? Podem tirar o cachorrinho da chuva, esses dois só vêm na boa. Nessa conjuntura altamente negativa para a macacada, esses dois dão uma de ‘João ensaboado’, que fica mais escorregadio do que ‘quiabo na boca de menino’. Ninguém é besta para carregar esse caixão sem alça.

A fila anda, agora é a vez de ‘Quarquer Um’ que é obrigado a fazer um teste de potencialidade eleitoral no votometro e, pasmem, ficou abaixo do índice Vavá Kabila. A macacada ta no bote do cascavel. Tem a tarefa primordial de evitar que Brandão chegue ao poder municipal.

Diomário sabe que o grupo da macacada sozinho não vencerá essas eleições de 2016. Diomário sabe que a macacada não poderá separar-se do PT por hipótese alguma, se o fizer não vencerá essas eleições de 2016. Diomário sabe que para impedir o avanço e a prosperidade da tendência que se vislumbra neste momento tem que alinhavar uma aliança mais ampla e, para tal, tem que ter uma candidatura capaz de manter uma unidade de ampla complexidade e com poder de competitividade.


A fila parou de andar. A macacada não tem essa candidatura e prefere continuar bancando o cachorro que quer morder o próprio rabo, fazendo com que a fila volte a andar no mesmo círculo fechado. Começa tudo de novo, com a macacada tentando achar um pré-candidato em condições de competir.