domingo, 28 de dezembro de 2025

QUE VENHA O VELHO ANO NOVO BOM TODO


Dezembro 2025. Ipirá sem chuva. Sol escaldante, terra seca, aperto geral e generalizado na zona rural. Mostra e expõe a nossa verdadeira e profunda entranha.

 

Dezembro 2025. Um ano de gestão do prefeito Thiago Oliveira. Não tem uma obra. Não fez sequer uma obra. Nem uma obra em condições de dizer que a coisa é tua, que é coisa da vossa gestão. Afinal de contas: um quarto de um bilhão de reais já se foi! Foram torrados mais de duzentos e cinquenta milhões de reais em 2025. Pouco se vê e nada se encontra.

 

Dezembro 2025 está menos duradouro, reduzindo-se ao desaparecimento no tempo, nada mais propício para uma lavagem de roupa ou prestação de contas, como queiram. Em tempo: uma prestação de contas 2025 da gestão pública do prefeito Thiago Oliveira ao povo de Ipirá. Que mal há nisso?

 

Quem não se lembra? É sempre bom ativar as memórias de toda gente ipiraense: o ex-prefeito Dudy prometeu fazer a prestação de contas de sua gestão em praça pública. Fez disso um cavalo de batalha; negou a própria palavra e não fez valer o fio do bigode. Teve a oportunidade por quatro dezembros e vários meses e não o fez. Deixou de revelar o prometido, preferiu esconder e ocultar, pelo menos, do povo de Ipirá. Que o prefeito T.O. o faça, mesmo não tendo prometido em outdoor.

 

Em outdoor o prefeito Thiago Oliveira desejou um ‘Boas Festas' naturalmente um Feliz Natal, que já se foi e um ‘próspero Ano Novo’ que está chegando. Na frieza do anuncio em papel no cartaz, não dá para saber se é da boca pra fora ou um chute na bola para a torcida. Sinceramente, não dá para perceber!

 

Alinhavando os parágrafos. Um ano de estiagem aguda e seca inclemente. Um prefeito desejando o bom e o melhor para a gente do nosso município pelo outdoor. Mais de duzentos e cinquenta milhões de reais escorrendo pelos dedos das mãos e a seca querendo consumir essa grana.

 

Ipirá, também, navega em água de esgoto. Vivemos na Era do Pix para emendas parlamentares. Estamos entre os dez municípios beneficiados pela emenda Pix, na Bahia. Deu certo na barragem do Amparo. Por que não perenizar, com pequenas barragens, os rios (Peixe, Paulista, Paratigí) e riachos que cortam Ipirá?

 

Que tal Ipirá definir em bom palavreado: “SÓ aceitamos emendas parlamentares para perenizar rios e riachos, com pequenas barragens!”

 

Que tal o prefeito T.O. desejar investir parte dos 3/4 de um bilhão de reais que ainda entrarão na sua gestão de três anos, para perenizar rios e riachos com pequenas barragens no município de Ipirá?


O que mete medo e provoca arrepios e preocupação de verdade até mesmo nos camaleões da praça: é quando os gestores dessa cidade pensam (basta pensar) em reformar a Praça da Bandeira. O jacu fez essa digníssima obra ‘casa de fifó’ achando e acreditando que o “Marco Zero” da cidade é neste local. Oh mentira da desgraça!

Aí o macaco, para não ficar por baixo, pegou o coreto ou pérgula e tacou-lhe as cores do time do Leônico para servir de sede do time do Vila Nova. Os dois times possuem sede-própria. Tudo para a presepada dos macacos, guarnecida por guardas da monarquia aristocrática inglesa. Vivemos um mundo de falso brilhante, porque queres verdade neste artigo? Vale a forma como enxergas a ilusão. Espero que o sertão de Ipirá vire mar, nestes últimos suspiros de dezembro de 2025. Que 2026 seja diferente, um grande abraço.









 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

O SOCIALISMO É A MAIOR DECLARAÇÃO DE AMOR A HUMANIDADE

Este artigo foi escrito por Jackson Alves - Advogado Criminalista

Leia na íntegra.

O SOCIALISMO É A MAIOR DECLARAÇÃO DE AMOR A HUMANIDADE 

No início da raça humana as mortes entre nós eram um acontecimento vulgar, morríamos aos montes como bichos de luz quando das lamparinas apagadas ao amanhecer.

 

Com tecnologias como as descobertas do fogo e da roda – com evidências de controle do fogo pelos humanos há cerca de 1,5 milhão de anos (Homo erectus). Mais adiante, a descoberta da roda – que surgiu bem mais tarde, por volta de 3.500 A.C., marcando uma diferença de milhões de anos no desenvolvimento tecnológico humano – tivemos significativos avanços no nosso desenvolvimento enquanto animais pensantes.

 

Porém – ao longo da evolução humana – o que mais nos transformou foi o momento em que aprendemos a andar em bandos ou grupos com um cuidando do outro de maneira organizada. Assim a humanidade conseguiu – desde os primórdios – se proteger das ameaças dos animais ferozes e das intempéries, ou seja, começamos a viver mais e melhor quando descobrimos o socialismo que não tinha essa nomenclatura naquela época tão longínqua de nossa formação enquanto bicho que pensa, mas já era socialismo!

 

O Socialismo sempre esteve onde duas ou mais pessoas estiveram juntas, o socialismo é a própria comunhão. O Socialismo é humano, coisa do homem que pretende viver mais e melhor. Por ser excepcionalmente humano, busca a realidade humana por detrás do conceito.

 

Sem se observar a realidade humana, qualquer conceito filosófico, religioso, artístico ou político não passa de enquadramento da realidade humana a vontades alheias na busca de satisfazer interesses escusos e personalistas.

 

As religiões distorceram o socialismo, subtraindo suas ideias e personificando o pensamento coletivo em indivíduos. Templos foram erguidos, com líderes, mas o socialismo não pode ser visto através ou de um líder ou um indivíduo, seja ele qual for. O Socialismo não existe a partir de um indivíduo e, sim a partir de todos, é uma construção coletiva!

 

O socialismo é uma condição humana coletiva e de autoproteção da própria raça a qual nos qualificamos a pertencer. Ante o  socialismo humanista éramos bichos de luz que morriam aos montes ao amanhecer com o apagar das lamparinas.

 

Aprender a andar em bandos ou grupos nos tornou seres de consciência, resistência e necessidades de consumos coletivas. Criamos Nações juntos com línguas e costumes que nos une.

 

Muita coisa aconteceu ao longo dos tempos e as grandes mudanças sempre vieram através das revoluções, à maioria delas foram meios de reconciliação, recondução ao caminhar em grupo organizado e com pensamentos de coletividade. A cultura do socialismo humanista, nos mostra o que nos faz fortes é dividir ao invés de concentrar e subtrair.

 

Erick Fromm em um dos seus pensamentos aduz que: “O humanismo surgiu sempre como reação contra uma ameaça à humanidade: na Renascença, contra a ameaça do fanatismo religioso; no Iluminismo, contra o nacionalismo extremo e contra a escravização do homem pela máquina e pelos interesses econômicos. O despertar do humanismo constitui, hoje, uma nova reação contra esta última ameaça numa forma mais intensa – o temor de que o homem venha a tornar-se escravo das coisas e prisioneiro das circunstancias que ele próprio criou – e contra a ameaça inteiramente nova à existência física da humanidade por meio das armas nucleares.”

 

A distorção da sociedade se dá na personificação, centralização das fontes de riqueza e de poder que a tudo corrompe.

 

Muitos dos homens da política demonizam o socialismo assim como demonizam tudo que é bom para o povo, querem o povo dependente de favores e não um povo livre e com direitos e deveres.

 

O homem político é do tamanho de sua generosidade, do tamanho da sua entrega. Os grandes homens que mudaram a história dos povos – para melhor – não foram aqueles que subtraíram e, sim os que mais se doaram a coletividade,

 

Já dizia o grande poeta modernista Oswald de Andrade: “a política é a arte de distribuir”. Quem concentra – poder – não está fazendo política!

 

O Socialismo – de hoje – está aí tão claro e tão acessível quanto a luz do sol.

 

No Brasil com a reorganização da sociedade civil em torno de um texto legal baseado nos princípios humanistas socialistas, ratificado na Carta de Amor ao Povo de 1988, em torno de um ordenamento jurídico inclusivo com criação de leis e mecanismos socializantes, começou-se verdadeiramente a se perceber que a inclusão do indivíduo através da ampla distribuição da saúde, educação, segurança, moradias dignas, acesso a Justiça, é o caminho adequado para a construção de uma sociedade mais inclusiva e justa, na promoção das garantias individuais e coletivas em alinhamento com pensamentos iluministas na busca da dignidade da pessoa humana. O Estado é o equalizador da sociedade!

 

Políticas de reparação social como cotas raciais e de gênero são determinantes na reconstrução do nosso projeto de Nação, isso é Humanismo Socialista. As políticas de reparação social previstas na Constituição de 1988 têm com objetivo trazer os indivíduos historicamente desfavorecidos, marginalizados para a Democracia de maneira inclusiva, promovendo uma distribuição de renda mais equitativa e acesso amplo e irrestrito aos bens sociais.

 

Logo, o socialismo é: UPA, SAMU, Minha Casa Minha Vida, Prouni, Fies, Bolsa Família, Pé de Meia, Creches, Segurança Pública, Política de Cotas Raciais e de Gênero, Sistema Único de Saúde (SUS), Previdência Social, Assistência Social, Emprego com Valorização do Salário, Saneamento Básico... PARA TODOS!

 

O combate à fome e a miséria é humanismo socialista. A fome não é a falta de comida, a fome é a falta de fraternidade. O sociólogo e ativista dos direitos humanos, Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, sustentava que: “A democracia é incompatível com a miséria”.

 

Socialismo é entender que todos têm o direito de viver com dignidade e que a vida é uma luta constante que não se vence sozinho!

Jackson Alves – Advogado Criminalista

@dr.jacksonalves

 

domingo, 7 de dezembro de 2025

O DILEMA DO PREFEITO T.O: NÃO SABE SE VAI, NÃO SABE SE FICA

O tamanho da ingratidão em Ipirá é enorme. Uma persona como Neco ‘Atrapalhado’ não tem um nome de praça ou rua em Ipirá. Não há de veras haverá de faltar: “quem foi esse ilustre cidadão, que ninguém reconhece, nem sabe quem é?” A resposta está na ponta da língua: um trabalhador.

 

Não só um trabalhador, mas um trabalhador gabaritado, do tempo que fábrica de enxada fazia enxada ‘sem bater’ e o Neco ‘Atrapalhado’ fazia a batição com maestria e a terra era puxada, pelo agricultor, para os pés em abundância. Necessário se faz uma observação, a fábrica era da marca ZAP.

 

Um trabalhador ferreiro dos bons, com tenda montada no Tanque de Santana, cuja ‘alabanca’, batida e aprontada no fole por Neco ‘Atrapalhado’ era respeitada em toda região. Vá lá que que seja um pequeno esquecimento, para amenizar uma profunda ingratidão.

 

Por que um governador que teve em Ipirá mais de 70% dos votos neste município não bota os pés nesta praça? Evidente, que estou fazendo uma referência ao Jerônimo Rodrigues, tratando-o como ‘O Herói do Sertão’ em novelas do rádio, que o Neco ‘Atrapalhado’ tanto gostava de assistir ouvindo.

 

Diferentemente do senador Otto Alencar, este sempre está deixando seu rastro em Ipirá. Pisou no famoso ‘Largo dos Malandros’, onde o futebol, ouvido pelo rádio, era a matéria-prima das discussões. O prefeito Thiago Oliveira estava na cola. O ‘Pai Véi’ não estava, mas quem fez falta foi o vice Deteval Brandão.

 

Chegou a hora do pedido. Celular na posição, gravando a postagem para ser divulgada na rede social. O prefeito Thiago Oliveira, com a emoção na flor da pele, fez um pedido de ‘uma reforma’ para a Praça da Bandeira.

 

Eu vi, com esses dois olhos que a terra haverá de comê-los, aquele pedido de uma reforma para a Praça da Bandeira, que o bajulismo descarado mudou de nome, numa prova inconteste, que as administrações de Ipirá estão fazendo ‘zero praça’ na cidade e que as novas praças de nossa terra são novas só no nome.

 

A Praça São José, o famoso Puxa, agora é Praça Delorme Martins. A melhor explicação é o bajulismo vergonhoso que inunda esse município. Mudança só no nome.

 

O prefeito Thiago Oliveira ficou cheio de dedos na hora do pedido. Prefeito T.O.! Faça um pedido escrito, uma carta de reivindicações e bote pocando nessa gente poderosa lá de cima.

 

Se fosse Neco ‘Atrapalhado’, mesmo desajeitado, confuso e fazendo as coisas de maneira atrapalhada, que tivesse o direito de fazer um só e único pedido ao senador, ele solicitaria um Instituto Federal da Bahia (IFBA) para Ipirá, igual ao que o senador levou para Rui Barbosa.

 

Quando Ademildo foi prefeito ele preparou um rosário de pedidos e entregou ao governador Jaques Wagner, que foi sincero e direto na resposta: “prefeito, aprenda a pedir! Não peça muita coisa porque não virá, peça uma só coisa e divulgue à população e vá se preparando para a inauguração. É assim que a banda toca.”

 

O prefeito T.O. choveu no molhado e bateu na mesma tecla que prefeitos passados pela prefeitura de Ipirá quando reivindicou: “a revitalização da Praça da Bandeira.” Entra prefeito, sai prefeito e todos eles mexeram nessa praça, que já está custando seus 4 milhões de reais. E o que tem essa praça para custar, 4 ou 5 milhões de reais?

 

Essa Praça da Bandeira é a marca do Ipirá antigo, do tempo do Camisão. O Ipirá do futuro, (observe o que eu estou colocando em 2025) de 2050 para frente, terá como avenida principal e centro propulsor desse município, uma AVENIDA que irá do Pau Ferro ao povoado de Umburanas, por ter asfalto, energia, água, largura e comprimento.

 

Por que não pensar nessas coisas? Por que não fazer um planejamento nesse sentido? Por que não ‘pensar Já’ em infraestrutura, áreas verdes, paisagismo, obras públicas e civis, em urbanismo para essa área?

 

Não, lá isso não! Vamos pensar, meter o dedo e agir na transformação da Praça da Bandeira, melhorando a acessibilidade para os carros ficarem estacionados, fazendo uma convivência harmônica e perfeita entre carros e gente de forma que ... Lá isso é coisa para se pensar!?

 

O prefeito Thiago Oliveira está completando um ano de administração no município de Ipirá. Ainda, não tem uma obra de seu governo com recursos próprios. O que foi feito até agora, foi feito com recursos de emendas parlamentares impositivas. Se essa moda pega, vereador vai virar prefeito no pedaço! Quero ver o que será feito com o dinheiro público no mandato de quatro anos do gestor T.O., pois Ipirá receberá mais de 1 bilhão de reais nesse período.

 

O prefeito T.O. é bom de festa! Nisso, o sujeito é o bom da boca (Marcelo Brandão também era bom de festa). Mesmo sem querer o prefeito T.O. já deve pensar em mais quatro anos de mandato. Como não pensar, se ele já está projetando o nome do candidato de 2032/!?

 

O secretário de Agricultura Jota Oliveira será a bola de 2032. Observe o espaço, apoio e bola levantada que sua secretaria está recebendo do prefeito T.O. neste primeiro ano de mandato. É a família Oliveira se preparando para uma longa invernada. Da marmelada das Eleições de 2024, para um período de 4 elevado ao cubo (x3). Como sou ruim em matemática, eu não consigo nem imaginar o tempo que a família Oliveira quer ficar sentada na cadeira de prefeito.

 

‘Só não enxerga, quem não quer vê’. Quando César do Sindicato foi secretário da Agricultura, o secretário só recebia bola dividida para ele se lascar. Tudo era regrado. O PT de Ipirá não tem vez no campo político. O povo de Ipirá vota em Lula, nos governadores do PT e os macacos da Nova Política levam a fama. O secretário Darlan da Infra faz mesmo o quê?

 

Nos tempos atuais, de lives e postagens nas redes sociais, se o saudoso Neco ‘Atrapalhado’ vivo estivesse para fazer uso dessa ferramenta, seria o maior sucesso nos celulares, com o seu jeito e maneira desordenada com que se comunicava: “já fui e nem cheguei; tô vindo, sem ter ido; levantei sem ter caído.” Neco ‘Atrapalhado’ era um criativo executor da oralidade da literatura do absurdo.

 

Por que não tem nome de rua em Ipirá para Neco ‘Atrapalhado’; para o gari Genarinho; para o motorista Tiago da Caçamba de Lixo; para o gari ‘seu Filinto; para o ser humano Júlio ‘Doido’ e tantas outras figuras populares? O bajulismo de plantão que o responda.