O governador Jerônimo Rodrigues estava entusiasmado e tomado
por uma forte emoção, ao afirmar e confirmar: “que coisa linda!”
Não era para ser diferente, o local do PGP em Ipirá estava
apinhado de gente, a lotação estava completa, uma boa oportunidade para um bom
e convincente discurso político. Por que não? Tudo nos conformes.
A grande e grata surpresa do PGP em Ipirá foi a atuação do
prefeito de Ipirá, Tiago Oliveira, que deixou de lado aquela besteira e
frivolidade de “pai véi prá lá” e “pai véi prá cá” num tratamento de linguagem
e atitude vulgar, que demonstra grande intimidade e carinho mútuo, mas pouco
vantajoso, proveitoso e útil para as grandes questões e necessidades da
população de Ipirá.
O prefeito Tiago Oliveira foi, talvez, o único dos presentes,
que tomou um banho de folha, baixou o santo, limpou a área e vestiu a camisa do
PGP por inteiro e com completo louvor, como um dia de escuta, diálogo e
construção, sem segundas intenções, sem pensamento na Eleição (deles) e na
reeleição (sua), de maneira que, de forma republicana, institucional, madura,
respeitosa colocou a cereja no bolo, com uma reivindicação clara, precisa e
firme de políticas públicas com o endereço da juventude, de suas pautas e
demandas relacionadas à formação acadêmica, mas sempre integrada, associada e
carregada de políticas públicas abrangentes ao campo do desenvolvimento social
e econômico local.
“O prefeito de Ipirá, Tiago Oliveira,
fez um pedido público ao governador Jerônimo Rodrigues, aos senadores Jaques
Wagner e Otto Alencar e às demais lideranças presentes para que levem ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva a proposta de implantação de uma Faculdade
Federal Pública com sede em Ipirá.”
Este é um sonho antigo mergulhado num jogo de pôquer, quando
o ex-prefeito Ademildo Almeida jogou as cartas na mesa: “Ipirá não pode ficar
sem universidade”, na presença de um deputado petista, que sem cartas na manga,
soltou a língua: “essa semana, vai acontecer uma reunião na cidade de Lençóis
sobre a Universidade da Chapada, vão lá!” Quando a caravana de Ipirá apareceu
na reunião, o assombro tomou conta do ambiente: “quem é essa gente!?” O
deputado blefou, não tinha jogo.
A reivindicação está posta na mesa do PGP pelo prefeito Tiago
Oliveira, com amplo respaldo na região e comunidade local. É o brado da
juventude. A Universidade da Bacia do Jacuípe é o sonho antigo e de esperança
renovada.
O prefeito Tiago Oliveira jogou a carta na mesa, composta por
um governador, dois senadores, um ministro e vários deputados federais. Que
apresentem suas credenciais e cartas. Não mandem o prefeito T.O. para o
encontro do G7 (15 e 17 de junho) em Evian, na França, para encontrar o
presidente Lula, que não dá certo, pois o presidente norte-americano Trump lá estará
e nada producente será um encontro do presidente Trump com o prefeito T.O.
“Esse iraniano (prefeito T.O) quer visto de jogador de bola
da copa para entrar nos Estados Unidos?” Indaga o presidente, “não, ele é
montador de cavalo!” respondeu o assessor; “então, ele é perigoso, sapeca um
míssil na cabeça dele e cobra o traslado do corpo para a aldeia dele, que nem
universidade tem”
Senhor governador e senhores senadores não blefem, não é jogo
de pôquer. Essa é a principal reivindicação da Bacia do Jacuípe e de Ipirá. Esse
é o maior pedido e solicitação feita pelo prefeito Tiago Oliveira, que até o
momento não tem uma obra no município de Ipirá.
A indiferença, a desatenção e a sonegação pelos poderes
públicos constituídos a essa demanda, será a constatação clara e precisa de que
o prefeito T.O. não tem nenhum respaldo e prestígio político na parte de cima e
que o reconhecimento do seu valor institucional como prefeito, pelos que gostam
e governam com prefeitos, será equivalente a um saco de batata.
Se uma reivindicação dessa não ficar na prateleira de cima e
não for apresentada com toda sua densidade, nem que seja para uma análise mais
detalhada, significa que o PGP é jogo de carta marcada, onde o povo chega junto
e sai com a sacola vazia.
Se não houver atenção para uma proposta dessa magnitude e não
for colocada na balança, não adianta ficar falando em mudança na pauta da
juventude e que os jovens estão apresentando demandas relacionadas a formação
acadêmica, cultura e futuro profissional, enquanto que, a juventude da Bacia do
Jacuípe vai ficar à deriva e excluída da possibilidade de sonhar dentro do seu
território. As coisas não podem acontecer somente da boca prá fora.
Fiquei de ouvidos abertos para o discurso político. Na fala
da turma da “capa preta”, aqueles que possuem alto poder de influência e
observei que nenhum deles se referiu ao PT de Ipirá. Disseram até: que tudo
começou com Diomário Sá; que não largam as mãos dos seus; que valorizam os
lambedores do sal da terra. Seria louvável que acrescentassem o “cresça e
apareça”.
Não pensem que eu não voto nesse time. Voto sim, com uma
exceção. Não votarei para a reeleição do senador Jaques Wagner. Há tempos
atrás, ele disse que: “em Ipirá ele era macaco” e que “se votasse em Ipirá,
votava no macaco”. Simples assim; eu voto em Ipirá, se eu votasse em Camaçari
eu votaria no senador JW; mas eu voto em Ipirá. Assim sendo e ao saber que o
Banco Master nasceu foi na Bahia estou no aguardo da delação do banqueiro
Daniel Vorcaro. Banana para os macacos e, não esquecendo, para os jacus também.






