quarta-feira, 8 de julho de 2026

O CRÉU SE LASCOU!

Para combater a remada a torcida brasileira foi atrás do Créu. Fazia um tempão que tinham lembrado do Créu.

 

Apareceu em Ipirá um circo que tinha um elenco poderoso de mulheres lutadoras e a mais famosa era Salomé Garcia, que após mais uma vitória fez um desafio aos moradores da cidade; pelo alto-falante do circo disse: “quero ver se essa cidade tem homem, desafio ao homem desta cidade para lutar comigo neste ringue.”

 

A cidade desabou e ficou em polvorosa. Houve uma reunião do prefeito e vereadores com vários cidadãos importantes da cidade para discutir aquele desafio. Quem será? Um jogava a bola no peito do outro e todos tinham uma desculpa. “Se eu não estivesse com essa gripe miserenta, essa Salomé Garcia ia vê como se esfria um tacho de rapadura quente e ela ia vê que nessa cidade tem cabra macho!”

 

Lá pelas tantas, com uma preocupação crescente surgiu uma voz que aliviou a tensão do ambiente: “no meu haver, quem podia enfrentar essa onça fantasiada de mulher é Créu, filho de Terto.”

 

A sugestão tinha caído do céu. Créu tinha servido o tiro de guerra em Feira de Santana e tinha recebido baixa do exército. Era baixinho, troncudo, forte e enfezado feito um touro. Ia receber uma orientação sobre luta livre do professor Zelito Saint Clair. Créu aceitou o convite e foi marcado o dia da luta.

 

Créu tornou-se a principal personagem da cidade. Não faltavam convites para almoço na casa do prefeito, vereadores e cidadãos da localidade. Recebia carros para passear pela cidade, mesmo sem saber dirigir. E lá ia o Créu treinando, passeando, participando de banquetes e sendo a esperança de uma cidade para resgatar a honra masculina da cidade colocada em dúvida pela principal lutadora do circo.

 

O circo estava lotado. Toda a cidade estava presente. Créu chutava a perna de Salomé, que nem se abalava. Salomé batia no braço de Créu, que resistia firme. Murro na cara, no peito, na barriga, de ambos os lados e não adiantava nada. Ambos permaneciam intactos. Até que, em certo momento, Salomé deu uma voadora e laçou o Créu pelo pescoço e cabeça, girou o corpo e parecendo uma jiboia laçando um bezerro, imobilizou o Créu, que ficou desacordado. O prefeito, o juiz e o delegado deram 24 h para o circo ir embora,

 

Créu ficou em casa, levou quinze dias inconsciente e só recebia a visita do médico, que comparecia para ver se tinha chegado o dia de assinar o óbito. Até os dias atuais, na memória de Créu só ficou uma frase curta: “foi Salomé”. Foram-se os áureos tempos,

 

Hoje, em 2026, com a Copa do Mundo, na hora do aperto, da dificuldade, da briga acirrada, de quem é que o brasileiro se lembra? Quem o brasileiro busca para tirar a seleção brasileira da dificuldade? Do Créu! Nessa hora, todos recorrem ao Créu.

 

Não que o Créu não soubesse jogar bola. Quando menino, de família popular, seu pai Terto, incentivava e treinava Créu nos fundamentos do futebol. Ensinava Créu cabecear atirando um coco verde ou uma manga-mamão em sua direção. Créu jogava bola no calçamento de pedras irregulares, descalço, com bola de meia ou bexiga de porco e aprendeu a ter grande habilidade no controle e manuseio da bola, na rapidez do drible e no jeito de evitar perder o dedão do pé na saliência de uma pedra do calçamento que virava campo para a pelada de todo dia. Créu não teve nenhuma chance para seguir uma carreira de jogador de bola. Naquele tempo era difícil.

 

Nos dias de hoje, o menino Créu entraria numa escola de futebol, usaria um par de chuteiras de marca e teria uma orientação de um especialista: “Você tá doido, cabecear coco verde vai deixar sua cabeça inchada”. E o menino Créu ia aprendendo: “futebol é simples, você recebe um passe e deve tocar de primeira para o seu colega, ao tempo que corre para receber abola novamente lá na frente, o que vale aqui é aprender a dancinha para o gol, mostrar que é feliz para ser bom de bola, sacou garotão!”

 

Assim, o menino Créu foi fazer um teste num time profissional. Pegou a bola driblou o primeiro, o segundo, o terceiro e ouviu um grito: “Para, Para! Dá o passe, seja objetivo!” O menino Créu não passou no teste.

 

Nesta Copa do Mundo de 2026, diante da remada lembraram do Créu. A remada é coisa dos vikings, tem o urro de urso brabo e um tal de Rala (Haaland), prá gente aqui da caatinga é Rala, rala coco, rala pedra, rala bola, em cinco ralação ele faz um gol, contra o Brasil em três raladas ele fez dois gols. Aí chamam o Créu.

 

A Noruega trocando passe, parecendo uma galinha ciscando com sua ninhada; o Brasil admirado e olhando, de forma que ficou parecendo raposa com a barriga cheia. Isso é futebol! Bola do pé de um para o pé do outro e o Brasil paralisado olhando. Isso é o futebol, prazer em conhecê-lo. Isso é futebol na Noruega, na Europa, na Copa e o Brasil, simplesmente, recorrendo a um Créu, driblador, serelepe, bailarino, contorcionista, doido e maluco. Não tem jeito, Créu nem lá foi.

 

E Copa do Mundo nos Estados Unidos, na terra do homem (Trump)temido por Deus e o Diabo, que quer ser dono do mundo e da copa, que pegou o telefone e disse: “dona FIFA não bote os americanos no créu, não! Libere o atacante dos Estados Unidos que foi expulso por um juiz brasileiro, do qual eu já tenho um dossiê e se trata de um terrorista perigoso, ligado a um grupo terrorista lá do Brasil chamado PCC. Se Brugundun (Balogun) não jogar eu acabo a copa e faço uma guerra contra a senhora, dona FIFA.”

 

O Brugudun do Trump jogou e a seleção dos Estados Unidos tomou um créu e saiu da copa. Preocupado com a Guerra do Petróleo, Trump disse que não quer acordo com o Irã e que vai chamá-lo no créu. Tá na hora das empresas petrolíferas americanas venderem petróleo porque o preço vai subir. Aguardem a fala de Trump que vai fazer os preços caírem. Tudo é manipulação em busca do lucro.

 

Créu mora em Ipirá, esquecido, ignorado e sem reconhecimento; de lá para cá, nenhum prefeito dessa terra deu um bom dia ao Créu. O prefeito atual é Tiago da família Oliveira, não tem uma obra em seu mandato que está chegando à metade, no entanto, festeja o restaurante popular como obra municipal, no mínimo tem que falar a verdade, esse é mais um projeto do governo federal na gestão do  presidente Lula. A copa já foi, agora são as Eleições de outubro de 2026. Um Créu para a Copa do Mundo.
 

quinta-feira, 2 de julho de 2026

A AUSÊNCIA DO ANALISTA ZÉ BAAU

A Guerra do Petróleo continua queimando como fogo de monturo. O São João já se foi e a Copa do Mundo de futebol já está indo. Um terremoto abalou, castigou e atravancou a Venezuela. A administração do prefeito Tiago Oliveira continua com dois festejos juninos, uma festa de exposição e nenhuma obra. Depois de tudo isso, só se falará das ELEIÇÕES de 2026.

 

O preço da gasolina não empacou o São João de Ipirá, que foi apreciado por milhares de visitantes. O ponto alto do festejo foi um tradicional forró numa fazenda, que não é recomendável citar o nome, pois não vou fazer propaganda de graça, na qual foi queimada uma grande fogueira; mas sucesso mesmo, foi a realização de um pau de sebo, com um lobo-guará num envelope e mais quatro lobos-guará amarrados com cordão e colocados no topo do pau enfincado no chão, totalizando um prêmio de mil reais para o felizardo que conseguisse chegar na parte superior do pau de sebo.

 

Era tanta gente em busca dessa alcateia de lobo-guará, que se tornou necessário a formação de uma enorme fila. E nada era nada. Ninguém conseguia subir metro e meio naquele pau ensebado com sebo de carneiro capado. O dono da fazenda para animar os participantes resolveu dobrar o prêmio. Nada era nada. O dono da fazenda pirou de vez e botou como prêmio uma mala de dinheiro e um apartamento de luxo em Salvador.

 

O povo endoidou. Era uma tentativa atrás da outra e nada. Ninguém conseguia. Botaram um apelido no pau de sebo, chamando-o de Vorcaro. Nesse momento, apareceu dois malandros de Salvador, um chamado de Netinho, o outro de Jota W (JW) e treparam nesse pau de sebo e foram subindo, descia um pouco e subia mais, parecendo caxinguelê esfomeado em busca de ovos em ninhos de gavião nas alturas das árvores e, lá chegaram, um bafou a mala e o outro o apartamento de luxo. E agora? Os dois lá em cima e o povão cá embaixo. Como descer com esses prêmios, sem o povão nada ver e nada querer?

 

Nesse instante, lembrei-me de Zé Baau, que era jogador, técnico, presidente, dono do Grêmio F.C., que foi o lanterna no primeiro campeonato de futebol realizado em Ipirá, com quatro times, (Independente, Elite, Grêmio do Ginásio e Grêmio de Zé Baau), e ao ficar na lanterninha (último colocado) Zé Baau ficou ‘virado do ziriguidum’ e começou cobrar de seus atletas: “ô seu JW se você não aguenta jogá, peça pra cagá e saia!” E o craque JW sem querer pedir e não pediu, mas Zé Baau botou ele prá fora do time.

 

E Zé Baau com a lanterna na mão, para justificar a performance de seu time e, como era um período de Copa do Mundo, ele disse que o time do Grêmio do Ginásio era a Coreia do Norte, que havia eliminado a Itália na copa de 1966, e que o ‘GdoG’ treinava duas horas da madrugada para ninguém ficar sabedor do seu esquema de jogo. Assim sendo, não tem como não chegar até a Copa de 2026, que não foi abalada pela Guerra do Petróleo, nem pelo terremoto da Venezuela.

 

Ninguém vai ficar sabedor do esquema de jogo dessa Copa de 2026. Copa voltada para o superlucro fora das quatro linhas dos gramados, quando na parte de dentro das arenas foram colocadas dezenas de seleções ‘galinhas mortas’ para dar bicudas numa bola.

 

Num período de guerra, quando Trump, o sujeito que quer ser o dono do mundo e ameaça acabar com a civilização do Irã, que tem seleção na copa e que, jogando contra o Egito, fez o gol da sua classificação no último minuto do jogo. Daí Trump, em bom português, telefonou para a FIFA: “faça a revisão pelo VAR. Não tem nada disso, dona FIFA! Esse jogador-terrorista do Irã, esqueceu de cortar a unha do pé e por isso ele está em impedimento. Entendeste dona FIFA!”

 

A FIFA não retrucou. Ela sabia que a desclassificação do Irã dependia da vitória da Áustria ou da Argélia e só o empate classificaria o Irã. As casas de apostas pagavam 0,5 para empate e 100 vezes mais para a vitória de uma das duas. O Trump vociferou: “EU QUERO UMA LATA DE MARMELADA NESSE JOGO!” Assim foi feito um 3 a 3 emocionante, para o chororô dos iranianos. Isso é fute-bola!

 

Uma copa atravessada por tanto baba, que a principal rede televisiva do país, que comprou jogos, mas não transmite todos os babas da copa. A exclusividade televisiva ficou com uma TV artesanal da Internet, que transmite todos os jogos.

 

Duas grandes redes transmitem os jogos do Brasil e mais alguns jogos dentro do interesse de suas grades. Outras cinco grandes redes de TV não tiveram condições financeiras de adquirir os direitos de transmissão dos jogos da FIFA. Isso é fute-aposta com as casas de apostas no comando! As casas de apostas bancam toda a estrutura futebolística do mundo com seus extraordinários e escorchantes lucros. Todos os programas esportivos e jogos transmitidos pela televisão fazem propaganda das BETS, que não bancam festejos juninos.

 

Os festejos juninos de Ipirá tiveram um custo de:

 

Segundo o levantamento, o valor total das contratações chega a R$ 3.251.000,00. A maior parte dos recursos utilizados é proveniente do próprio município, que responde por R$ 2.893.000,00 (88,99%) do montante. O Governo da Bahia participa com R$ 334.400,00 (10,29%), enquanto o Governo Federal contribui com R$ 23.600,00 (0,72%).

 

No entanto, o município foi premiado com o Certificado de Transparência nos Festejos Juninos 2026 do MP-BA e TCE-BA por detalhar a aplicação dos recursos.

 

O prefeito T.O. é o artilheiro do das festas juninas, com duas festas. A artilharia pesada da copa do mundo vai sair de uma briga de cachorro grande: Lionel Messi, Kylian Mbappé com 6 gols; Harry Kane, Erling Haaland, Vinicius Junior com 4 gols. Essa turma toda, tem quantas obras no município de Ipirá? Nenhuma.

 

Nenhum deles foi vaiado nesta copa. Vaia sonora foi para a FIFA, em todos os jogos, por ter inventado quatro períodos para um jogo de futebol, querendo transformá-lo num fute-basquete-bola no tempo de jogo.

 

Os artilheiros, todos eles estão empatados com o prefeito T.O., que ainda tem pela frente dois anos e meio de mandato, que arrecadará no final de um mandato de quatro anos, mais de um bilhão de reais. Será que esse prefeito T.O. não vai fazer uma obra no valor de 2 milhões, 893 mil reais neste município?