quinta-feira, 13 de julho de 2023

O LABIRINTO DA JACUZADA

Neste momento, a polarização que se consagra no Brasil é entre esquerda e direita. A liderança popular de Lula por uma banda e a do inelegível (oito anos) Bolsonaro pela outra banda. Nas eleições municipais de 2024, isso será reproduzido.

 

A tática eleitoral do PL no Brasil é lançar candidatos a prefeito em todas as cidades brasileiras (fazer o que os petistas faziam antigamente). A direita bolsonarista em Ipirá está sendo representada pelos apoiadores do ex-ministro João Roma e ensaiam a pré-candidatura de Neto Carigé para prefeito. Não dá para saber se essa movimentação tem café no bule para enfrentar uma campanha política e se vai além da primeira esquina.

 

A direita carlista encafuada na jacuzada vai ter que lançar candidato a prefeito na difícil tarefa de retomar o poder político municipal. Sendo um grupo fechado e dominado por uma família vive o seu momento mais dramático ao caminhar em direção ao crepúsculo final quando fechar as cortinas do palco da politicagem tendo que evitar que o caixão seja fechado com prego batido e ponta virada. Abre o caixão ou morre. Duvidas!

 

A jacuzada dominou o município de Ipirá por mais de meio século. Cometeu erros políticos que minaram o grupo. Ficou de quatro para a ditadura militar e caiu no colo de ACM malvadeza. Perdeu a cabeça pensante de Diomário Sá, que bandeou para o grupo adversário, sendo um prejuízo enorme. Deixaram o ex-prefeito jacu Marcelo Brandão deitar e rolar na prefeitura numa gestão da jacuzada, sem ao menos ter um puxão de orelha. A ditadura passou; Dió virou prefeito e grande chefe da politicagem; e MB atolou o grupo.

 

Num município lulista, em que o petismos estadual nada de braçada; resta uma pergunta: como a jacuzada sairá desse labirinto?

 

Ficando no capricho, no orgulho e na vaidade de um poder de família? Vou ser direto: o grupo não tem nenhum poder de atração neste momento; manter um poder dentro dessa lógica custa os olhos da cara e dentro da família tem duas candidaturas: a do líder Luiz Carlos Martins (candidato natural se ACM Neto fosse governador) e do ex-prefeito Marcelo Brandão. Qual dos dois se habilitará a meter a cara?

 

Até alguns poucos macacos que só possuem titica de galinha na cabeça já perceberam o drama que está por vir e anunciam com a sabedoria e certeza dos que dão mostra de tolice, porque não dizer da própria imbecilidade, da natural estupidez e da particular idiotice: “a jacuzada não dá a cabeça a ninguém, o candidato é da família!” Não conseguem despistar o medo, o temor acoplado à esperteza e ao interesse doentio de macaco. São as circunstâncias que ditam o tipo da dança.

 

Sem candidatura de família, restam as pré-candidaturas de dentro da casa, do ninho da própria jacuzada. À primeira vista, duas pré-candidaturas: a de Joan do Posto São João, que o líder Luiz Carlos tirou do próprio bolso e a do vereador Divanilson Mascarenhas ou outro vereador.

 

A pré-candidatura de Joan do PSJ apresenta-se com a força do grupo: de 13 mil votos na última eleição, sendo que, vai ter que juntar muita farinha para diminuir o cabedal de votos da macacada. A pré-candidatura do vereador Divanilson terá uma força política maior se for capaz de tirar vereadores do grupo macaco.

 

Para a candidatura da família a barra é pesada. Para a candidatura de dentro da casa da jacuzada a dificuldade é imensa. Como facilitar um pouco as coisas, pois a parada é indigesta? Buscando uma candidatura de fora do grupo da jacuzada. Quem se apresenta?

 

A pré-candidatura Nina Gomes. É ligada ao vice-governador da Bahia. Coloca-se como pré-candidata do grupo dos macacos. Não será! Só quando a galinha nascer dentes, porque o grande chefão ex-prefeito Dió e o poderoso prefeito Dudy não querem, não aceitam, não deixam e não vão permitir de jeito nenhum. Isso tá resolvido! Mas o líder Antônio Colonnezi não apoiou Nina? E daí! Êta confusão arretada de boa!

 

Com isso tudo acontecendo e se realmente tudo isso acontecer tem duas pessoas que merecem todas as honras e medalhas, além de levantarem as taças pelo grande serviço prestado: o ex-prefeito Marcelo Brandão por ter arrombado a jacuzada e o prefeito Dudy por ter lascado a macacada.

 

Voltando à pré-candidatura de Nina Gomes. Não acredito que ela saia como terceira via. Duvido muito e não acredito mesmo! Ela deve pleitear a cabeça de chapa do grupo da jacuzada. Com o apoio do ex-deputado JO e do líder Antônio Colonnezi embola o jogo e o labirinto fica indecifrável.

 

Ainda fora de casa, uma pré-candidatura de Neusa Cadore à prefeita de Ipirá. Não tem nada formalizado; a possibilidade é mínima; a cogitação é pequena; apesar da razoabilidade, não existe uma intencionalidade concreta e definida. Está no campo da especulação. Explicando:

 

Neusa Cadore é deputada estadual petista, ligada ao governador. Teria que mudar o domicílio eleitoral para Ipirá, algo bastante interessante, pois é uma representante da região na Assembléia Legislativa estadual, assim sendo, ficaria ligada diretamente ao município de Ipirá como a única representante, desde quando não há mais deputado estadual filho de Ipirá.

 

Com o apoio da jacuzada, uma pré-candidatura de Neusa Cadore à prefeita de Ipirá embolaria a eleição, pois ela chegaria com a Federação Esperança Brasil (PT, PCdoB e PV), que tem três cadeiras na Câmara de Vereadores de Ipirá. Se por um desses acontecimentos da vida, essa candidatura obtivesse o apoio das lideranças Antônio Colonnezi e Jurandir Oliveira o caldeirão eleitoral de 2024 em Ipirá iria explodir botando fervura em tudo quanto é lado.

 

Pense em uma união de Luiz Carlos, Antônio Colonnezi e Jurandy Oliveira contra o prefeito Dudy e o poderoso chefão Dió! O que iria acontecer? Nada! O ex-prefeito Dió iria correndo botar no ouvido do senador, que correria para o governador, que chegou chegando para ouvir: “em Ipirá estão contra o candidato a prefeito do senador e governador!”

 

O governador ia chegar chegando dizendo: “ISSO NÃO!” Desde quando que o candidato indicado por Dió e por Dudy passa a ser uma indicação do governador, nada mais justo seria que o governador ficasse com as duas candidaturas que ele NÃO indicou em Ipirá, mas, sabedores que somos, que o grande interesse do Dió e Dudy é ter apoio exclusivo do governador. Que o tenha, não vamos brigar por isso!

 

A saída do labirinto é o lado oposto da mordida do crocodilo. Na vida é preciso ter força, coragem e fé. O município de Ipirá precisa de muita fé.
 

quinta-feira, 6 de julho de 2023

A JACUZADA TÁ NO MATO SEM CACHORRO

Vamos começar nossa postagem de hoje com uma fábula que fala de duas ilhas e um rio. Ela inicia da seguinte forma: “era uma vez, um lugar bem na curva que vai para o fim do mundo, que tinha um rio e duas ilhas, uma chamava-se Ninho do Jacu e a outra Toca do Macaco.”

 

O leitor atento vai logo dizendo: “vai ficar nisso, jacu prá lá e macaco prá cá? Que coisa mais monótona! Bota pimenta nisso.” É verdade, o leitor tem razão, vou tentar dinamizar mais essa coisa, colocando alguns bichos nessa parada.

 

Um escorpião apareceu, ninguém sabe de onde e como, na ilha Ninho do Jacu, na qual foi muito bem recebido e habitou neste local por muito tempo. Depois de certo tempo, passou a atacar os ninhos dos jacus, na base do ferrão. Logo após, mudou-se para a ilha Toca dos Macacos levando consigo ninhadas de filhotes de jacus.

 

Fez um estrago medonho. A ilha Ninho dos Jacus nunca mais foi a mesma. A jacuzada que era dona, que mandava e desmandava na ilha ficou espatifada e desorientada, tendo perdas significativas de poder. Em 25 anos, perdeu 21 e ainda está atordoada.

 

Na ilha Toca dos Macacos havia um sapo que, certo dia, pensou em visitar a ilha Ninho dos Jacus. Sabendo disso, o escorpião prontificou-se para acompanhá-lo até a outra ilha atravessando o rio. O sapo inchou de ar e pensou: “hum, aí tem coisa!”, mas não se fez de rogado e aceitou que o escorpião fosse nas suas costas. No meio do rio o escorpião murmurou no seu ouvido: “a escolha do pré é agora; não se veta o nome de la Ele; unidade é conosco e não convosco; temos que ajudar o nosso governo e não falar da saúde atual.” Aí sentou a ripa e tome-lhe ferrão. É a natureza! O escorpião não se salvou ao liquidar o sapo. Ambos morreram.

 

O ex-prefeito Dió deu um xeque-mate no líder Antônio Colonnezi. O Dió dizia que era loucura antecipar a campanha eleitoral ano e meio, mas incendiou as primárias dentro da macacada. Lançou um nome, porque o líder Antônio Colonnezi tinha lançado o seu, ao tempo, que criticou o líder por falar do atual governo da macacada. Esticou a corda, vamos ver quem tem mais força.

 

Não duvide, Ipirá vive uma crise de lideranças sem precedentes. Isso tem uma raiz cúbica de difícil solução devido à prática do PT no governo da Bahia. Quando o petismo que governa a Bahia desconhece e não considera a liderança local, dando preferência ao deputado e ao prefeito de plantão, isso tirou o crédito de Antônio Colonnezi como líder e, na medida em que não era e não foi mais prefeito no nosso município, caiu sua cotação na bolsa petista.

 

Sendo a macacada um grupo pulverizado, o Dudy na condição de prefeito veio para a cabeça da pule, naturalmente, com o apoio de algum estrategista que atua com desenvoltura nas alcovas dos bastidores, que é onde tudo se define, com quatro gatos pingados. O povão da macacada é massa de manobra. O prefeito Dudy está com a mão na taça, só falta botar a coroa na cabeça.

 

Do outro lado da moeda está a jacuzada, que não tem tempo mole. Estou procurando um comparativo para enquadrar a jacuzada, que seria mais ou menos o seguinte: no meio da caatinga, sol à pino, um calor insuportável; o catingueiro está à procura urgente de uma sombra e se entocou embaixo de uma árvore frondosa; ao lado, estava um mandacaru. Por que ele não foi para o mandacaru? Tem espinho e não tem sombra. Assim está a jacuzada.

 

O pior troço que o sujeito pode fazer em Ipirá é se encostar na jacuzada: não tem presidente; não tem governador e não tem prefeito municipal. Vai dá o quê?

 

Quando os seis vereadores da jacuzada estiveram na boca da bigorna para perderem os mandatos, o líder da jacuzada não moveu um palito, não deu um picolé. Os vereadores se viraram e salvaram os seus mandatos. O líder da jacuzada não deu nem parabéns. Essas lideranças só olham para o próprio umbigo. Na hora do aperto, convém certa distância, porque tem a despesa do processo, que poderá cair nas suas costas e bolsos. Assim, atua a liderança.

 

A jacuzada fez sua grande aposta na última eleição. Correta por sinal. Apoiou ACM Neto para governador; vitorioso, o líder Luiz Carlos Martins seria o candidato do grupo à prefeitura de Ipirá. Mas, deu no que deu, ACM Neto perdeu uma eleição ganha. O cara tinha 65% a 5%; esnobou prá cima de Zé Ronaldo; colocou a vice que quis; queria ser negão de qualquer jeito através do bronzeamento artificial; sendo ‘um almofadinha do litoral’, que olha com desdém para o interiorano, acabou recebendo o troco. Hoje, ninguém é besta e terminou perdendo. A próxima Eleição para governador vai ter que chupar osso de cachorro doente para ver como a vida é dura.

 

Essa derrota deixou a jacuzada no mato sem cachorro. O líder Luiz Carlos Martins não seria mais candidato. Partir para o enfrentamento de tomada do poder, com a candidatura do ex-prefeito Marcelo Brandão seria malhar em ferro frio. O ex-prefeito sofreu uma derrota aniquilante e humilhante de mais de seis mil votos, isso foi uma mensagem clara do povo de Ipirá. Ficar querendo uma comparação desta gestão com a sua gestão é querer que o povo de Ipirá pense com a cabeça do dedão do pé. Já foi, teve sua chance e não passou no teste, foi reprovado pelo povo de Ipirá. Se meter a cara toma uma rebombada de dez mil votos. Duvidas? Mete a cara!

 

Uma das causas do grupo da jacuzada encontrar-se nessa situação deve-se à administração do ex-prefeito Marcelo Brandão. Em grande dificuldade, o líder Luiz Carlos Martins cogita a pré-candidatura de Joan do Posto São João. Um bom nome; é uma pessoa séria e decente. Mas nesse esquema jacu e macaco que levou Ipirá ao caos, uma candidatura dessa vai entrar de gaiato, numa festa que não é sua. Isso aí é samba atravessado.

 

Onde eu quero chegar? Eu quero que você entenda que Ipirá vive uma crise de liderança. Só tem um jeito de salvaguardar as lideranças de Luiz Carlos Martins e Antônio Colonnezi: se um fosse candidato da jacuzada e o outro da macacada. Isso pode acontecer? Não acontece porque ninguém quer e aceita isso novamente. Estou mentindo? A crise é de liderança e não de grupo. Eles querem que continuem os grupos (jacu e macaco), mas com esses líderes só de fachada, só no nome, sem uma penetração real e efetiva de mando no poder municipal. Isso aconteceu na gestão do ex-prefeito Marcelo Brandão e está acontecendo na gestão do prefeito Dudy.

 

É um novo momento. Não cabe mais aquela política tensionada e cheia de ódio do século passado, quando o macaco não entrava no Clube Caboronga e o jacu não entrava no Clube Ipiraci. Já foi! E ninguém vai conseguir trazer isso de volta. Não se consegue mais líder como antigamente, na base do “um manda e todos obedecem”. Por isso a crise de líderes em Ipirá é uma coisa pulsante. A polarização não é do líder tal contra o outro líder. A polarização é entre grupos (jacu x macaco).

 

Na macacada isso aflorou mais cedo, agora os filhotes querem o pescoço do chefe. Na jacuzada, por ser um grupo mais fechado, que palpita em torno da família Martins isso retardou um pouco, mas vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Luiz Carlos Martins tem muito menos força de liderança do que o pai. Mas, essa é a natureza dos tempos atuais.

 

O grupo jacu mandou em Ipirá por mais de meio século. Na última década ganhou uma eleição e perdeu quatro. O grupo tem um patamar de treze mil votos. O grupo da macacada está na casa dos dezenove mil votos. Evidente, que nada disso é imutável. Mas, quantas eleições a jacuzada perderá para retomar o poder? Quantas aguentará perder? Tem resiliência para perder, até quando? Tudo tem um limite e o tempo é um fator implacável nesta questão.

 

O grupo jacu não tem poder de atração, neste momento. Se permanecer enxuto e fechado na sua bolha não logrará êxito e poderá ter baixas na sua base eleitoral. Sem ter como oxigenar o grupo perderá a próxima Eleição municipal em 2024. Ninguém será escada para alavancar a jacuzada, simplesmente porque ela é aristocrática, tem tradição e navega sem rumo no maremoto da politicagem. Ninguém pegará em alça de caixão!

 

Dentro da sua agonia a jacuzada não tem saída; mas fora, talvez encontre uma brecha. Na química da composição política, se for receptivo para ser um bom recipiente poderá contar com um elemento químico de grande potencial para sua projeção: Ni ou Ne, Pela primeira vez, a jacuzada teria uma mulher na cabeça de chapa. Mudaria o slogan “é ELA e não La ELE.”

 

Dentro da família não tem futuro. Dentro de casa poderá lançar a candidatura do vereador Divanilson na cabeça e o vereador Jaildo na vice e será uma chapa competitiva na batalha política. Isso daria um fôlego à liderança de Luiz Carlos dentro da jacuzada. E para o líder Antonio Colonnezi a sua influência no lançamento de uma chapa com Jaildo na cabeça e Divanilson na vice revigoraria a sua predominância na liderança no grupo da macacada.

 

Reflitam! A polarização política na conjuntura atual do Brasil é entre a esquerda e a direita. Bolsonaro ficou inelegível tomando 5 a 2 no TSE. Esse placar de 5 a 2 remete ao placar do jogo Brasil x Suécia, quando o Brasil ganhou o seu primeiro caneco, graças à elegância de Didi no meio de campo; à capacidade de drible de Garrincha e à genialidade de Pelé. Essas lideranças de Ipirá estão em declínio, só manterão o bastão de líder se tiverem a elegância, a capacidade e a genialidade que os capacitem a dar a volta por cima, num momento muita agonia.

 

A liderança que se colocar acima do limite nefasto de seu grupo (jacu ou macaco); que visualizar uma Ipirá mais aberta e democrática, distanciando-se do ranço do jacu e macaco poderá sobreviver num patamar mais elevado. Dentro do seu grupo, terá que botar a ordem e o respeito do século XX. Uma tarefa quase impossível. Estamos na terceira década do século XXI. Continuaremos essa matéria na próxima postagem.
 

sábado, 1 de julho de 2023

A BRIGA NA MACACADA É SILENCIOSA

Reprisando uma conversa de muito tempo atrás, quando um eminente médico da capital baiana disse a uma pessoa: “para fazer o que um operário de uma petroquímica realiza tem muita gente disponível por aí, mas para praticar o ofício da medicina tem pouquíssimas pessoas. O Brasil precisa de médicos!”

 

Isso foi dito bem antes do ‘Mais Médico’. Estou colocando isso como fermento para uma simples analise da politicagem de um pequeno município do interior da Bahia, a nossa Ipirá, simplesmente, para ter a possibilidade de dizer aos que usam a reflexão como método para fazer o bom questionamento; digo: “para futucar votos pelo município temos muita gente embrenhada na comunidade; para ser uma liderança concreta e respeitada nesse novo tempo temos pouquíssimas pessoas.” As atuais lideranças políticas de Ipirá soltam seu último suspiro.

 

Quem são essas lideranças políticas? Como eu gosto do bom combate, eu dou nome aos bois, como diz o ditado popular: Antônio Colonnezi; Jurandy Oliveira; Luiz Carlos Martins e Diomário Sá. Mesmo assim, não significa o fim do sistema jacu e macaco, que tanto mal causa a essa terra.

 

Para os que acham que vale uma reflexão, que pensem! Vamos aos fatos que demandam a conjuntura que vivenciamos. Mesmo com Bolsonaro inelegível por oito anos, o Brasil saiu das últimas Eleições 2022 bem dividido no campo político: direita x esquerda. Que essa divisão tenha continuidade por mais uma década. Assim sendo, essa divisão tende a chegar a todos os municípios.

 

A base dessa polarização no Brasil, neste momento, na conjuntura atual, está canalizada entre Lula (que não esquece Bolsonaro) e Bolsonaro (que não esquece Lula). Para clarear o jogo; em Ipirá, quem fica com quem?

 

Quem definiu a escolha foi o governo petista da nossa Bahia. O ACM, que já se foi, ficava com os dois grupos locais, colocando-os na mesma capanga. O governador petista da Bahia escolheu o prefeito de plantão, que era da macacada. Desta forma, o sortudo foi a macacada.

 

Quem é essa macacada? Com o apoio lá de cima, o bom da boca era o prefeito de plantão e hoje, o prefeito de plantão é Dudy. É quem comanda a batuta. Carrega no caderninho de anotações a maior vitória já registrada em Ipirá, com mais de seis mil votos. Tem o apoio do senador, do deputado federal, do presidente da ALB, do governador (todos, mais votados em Ipirá!). Aí o poder subiu para a cabeça do homem.

 

Sem muita bagagem política, o prefeito Dudy anunciou aos quatro ventos, que não seria candidato à reeleição (um direito inquestionável seu) e anunciou, por outras bocas, o seu genro como pré-candidato. Simplesmente, achou que o seu direito inquestionável à reeleição, também garantia o privilégio inquestionável da indicação de um pré-candidato para ser seu sucessor, sem ouvir outras lideranças. Assim, ofertava o famoso ‘goela abaixo’ sem cuspe.

 

Os que pensam! Podem pensar com todo direito: “mas isso não é o famoso e combatido ‘governo de família da jacuzada’ sendo implantado dentro da macacada?”

 

Acertou na mosca quem pensou dessa forma, pois é! E isso foi uma coisa pensada e bem elaborada (por quem eu não sei) por um grande estrategista. Lançou essa pré-candidatura um ano antes (uma loucura), mas tinha que ser assim, para atropelar as outras lideranças.

 

Observe a trajetória do plano: não apoiou o filho do deputado Jurandy Oliveira nas últimas Eleições 2022 (isso aconteceu pela primeira vez). Lançou um adesivo em apoio ao NOVO macaco (para se diferenciar dos velhos macacos). Não retrocedeu, um novo adesivo É ELE! A badalação do lá ELE é em tudo que é evento, cavalgada, paredão, palanque junino, inauguração, outdoor, aniversário e ‘os cambal’. Isso TUDO significa o quê? Está mais do que claro “é ELE e não ELA”.

 

É uma engrenagem bem montada. Não sei se as lideranças (Antônio Colonnezi e Jurandy Oliveira) foram convidados para o palanque junino, pelo menos não saíram na foto. Agora, os prepostos da rádio Serra Dourada foram barrados na subida do palanque em um momento. Já fizeram vídeo pedindo desculpas? Não! Está mais do que claro que é para ser do jeito que está acontecendo. Aos nossos, o céu!

 

Qual é o patamar de uma campanha de um ano antes, neste momento? Está posta no caminho da insanidade. Esqueceram a jacuzada (que está morta) e gasolina no fogo-amigo. Colocam o ex-deputado no credenciamento do ‘já era’. Um grande desrespeito. Da liderança de Antônio Colonnezi propagam barbaridades: ‘tá querendo dinheiro!’ ‘já foi! ‘quem tem que mandar na macacada é a turma nova’. Querem atropelar esses dois líderes da macacada de qualquer jeito. Quem age dessa maneira não busca a unidade do grupo e cava um precipício para ver no que vai dar.

 

A ala mais forte liderada pelo prefeito Dudy é o time que ‘nada de braçada’ na sala de licitação e demonstra claramente que o poder tem mel de abelha e cheiro de alecrim. Pensam até, que com dinheiro na mesa a eleição não balança. Essa corrente do prefeito conta com seis vereadores garantidos. Isso tudo deixa, essa turma alvoroçada, achando que está tudo no controle, daí “vamos continuar fazendo besteira, que é nós na parada!”

 

Mais uma besteira: estão dizendo que o vereador Jaildo vai perder o PV em dezembro. Prestem bem atenção! O PV faz parte da ‘Federação Brasil da Esperança’, com o PT e o PCdoB. Em Ipirá, o PV tem que ficar com o vereador Jaildo do Bonfim, por ser um vereador independente dos dois grupos locais. Tem que ficar bem claro, que não aceitamos pau-mandado do prefeito Dudy infiltrado na Federação em Ipirá, Essa falta de respeito e de democracia, querendo passar o trator por cima de tudo e de todos será a pedra no caminho desse grupo que domina o poder municipal em Ipirá. Essa inconseqüência poderá tornar o fôlego desse grupo muito curto.

 

Azeitando a máquina: uma pessoa disse para o pré-candidato da jacuzada: “se você quer ser mesmo pré-candidato a prefeito prepare três milhões de reais para a campanha; você não pode dizer que essa gasolina é sua e que o dinheiro que entra na bomba é seu!” Tem proposta mais cativante para um candidato? Só no inferno!

 

Na real, a liderança de Antônio Colonnezi não tem como suportar um repuxo desse. Vai colocar a cara no sol para o contato direto com o eleitor? Não vai, porque é malhar em ferro frio. Vai fazer o clientelismo com a medicina? Não vai, porque ele tem juízo. Vai gastar milhões para segurar vereadores e cabos-eleitorais? Não vai, porque ele tem juízo. Vai enfrentar o poder financeiro da prefeitura? Não vai, porque não tem como. Na queda de braço com o poder do prefeito Dudy a liderança de Antônio Colonnezi não tem nenhuma chance para sair ‘de boa’. Cede ou vira prego batido e ponta virada.

 

Na conclusão desta parte, a compreensão que deve ficar é que liderança no modelo jacu e macaco, com poder concentrado num só líder, mandando e os outros obedecendo está chegando ao fim. Reflita sobre isso! A nova liderança tem que ter um novo estilo e um espírito de estadista; tem que superar a mesquinharia e o ranço do jacu e macaco, para vivenciar uma nova situação. Tem que ser audacioso, criativo e aberto para superar todos os entraves que solapam as lideranças enraizados nos moldes do jacu e macaco, como se fossem eternos.

 

Quero ver como o líder Antônio Colonnezi vai escapar dessa arapuca. Retornando aquela conversa lá de cima: “para futucar votos pelo município temos muita gente embrenhada na comunidade; para ser uma liderança concreta e respeitada nesse novo tempo temos pouquíssimas pessoas.” Essa matéria continuará nas próximas postagens. 

quarta-feira, 28 de junho de 2023

IPIRÁ FOI FALADA NA CPI MISTA DO 8 DE JANEIRO

O rio corre para o mar. No período junino, o mar da capital avança para os rios do interior. Na quinta-feira 22, pela manhã, a viagem de Salvador à Feira durou sete horas; pela tarde, dez horas. Um engarrafamento cavalar, com dosagem para seduzir a impaciência, arrependimento e arrastão.

 

 

A rodoviária de Salvador estava apinhada de gente. Prestei bem atenção, não teve um viajante que dissesse que seu destino era Ipirá. Aliás, a televisão globalizada da capital não tocou no nosso nome. Agradecemos! Pois o festejo em Ipirá estava abarrotado de gente, não cabia nem mais um chapéu de palha.

 

 

A nossa praça festiva tem meia-dúzia de entrada. Mesmo assim, virou uma lata de sardinha com meia-dúzia de saída. Acalmados pela paz, saltamos mais uma fogueira, sem maiores danos. Nas adjacências, rios de mijo, com uma fedentina miserável, que ficou impregnada nas calçadas das lojas, com uma inhaca intragável.

 

 

Não se exaspere! Esse azedume tem o frescor de uma festa; passará. A lição que fica tem letreiro garrafal. Uma festa desse tamanho e nessas proporções não cabe numa caixa de fósforo. O pensamento voa em direção ao estádio de futebol ou parque de exposição.

 

 

E o pensamento que voa precisa do amparo de uma estratégia, de um planejamento e de uma organização, caso contrário, Ipirá ficará enchendo e apertando o velho recipiente para ver no que vai dar. Como uma bexiga quando recebe ar em demasia; não suportará e explodirá.

 

 

A compreensão deixada pela lição é muito simples: uma prefeitura que gasta mais de cinco milhões de reais para realizar uma festa deste porte, grandiosa, monumental e organizada; pode muito bem gastar menos de um milhão de reais para fazer uma ponte de cimento decente para atender as necessidades humanas de sua comunidade.

 

A administração pública que atende de bom grado aos anseios festivos do povo, deveria de bom grado atender as necessidades básicas da comunidade. O que falta ao poder público municipal? Falta sensibilidade, vontade política e bom-senso para atender as causas populares essenciais, em todas as suas necessidades, de forma equânime e completa. Fazer as pontes e realizar as festas.

 

 

O que realmente preocupa é que Ipirá está falada lá fora. Na reunião da CPI MISTA do dia 8 de Janeiro, precisamente no dia 20 de junho, Ipirá foi citada naquela egrégia comissão parlamentar. Em dado momento, o senador Espiridião Amin fez uma alusão de um projeto político ao senador Otto Alencar e ao passar a palavra ao senador baiano, o presidente da CPI MISTA, o deputado Arthur Maia fez o seguinte comentário:

 

“... quem sabe se o senador Otto não fala daquele projeto político para a nossa Ipirá na Bahia!...”

 

 

O senador Otto Alencar não tocou no assunto. Ficou no ar esse projeto político para Ipirá. Que projeto político é esse? Consta para nós uma análise superficial para o fato.

 

 

Aqui em Ipirá, a pessoa ligada ao senador é o prefeito Dudy. Naturalmente, sendo um projeto político deve ter um trato especial com a permanência do prefeito no poder municipal; dele e do seu agrupamento neste poder.

 

 

Analisando o grupo da macacada. O ex-deputado Jurandy Oliveira está ligado ao vice-governador Geraldinho, naturalmente no plano político, ficará sendo figura secundária. O líder Antônio Colonnezi não tem ligação direta, forte e concisa com as forças políticas que comandam o Estado da Bahia, nesse caso, se tornará uma laranja que brotou num pé de jaca. O ex-prefeito Diomário navega de acordo com o rumo das coisas.

 

 

Não há precisão matemática do que ocorrerá politicamente com o grupo da macacada para as próximas eleições municipais. Quando o freio de arrumação é para ajustar quem vai liderar o grupo, a coisa vira briga de cachorro grande. A consolidação da liderança do prefeito Dudy dentro do grupo da macacada significará um canto de carroceria na liderança de Antônio Colonnezi, que ficará sendo uma figura do andar de baixo no grupo da macacada. Tudo pode acontecer.


sábado, 17 de junho de 2023

DE QUE FORMA A GESTÃO DO PREFEITO DUDY COZINHA A SAÚDE PÚBLICA EM IPIRÁ?

Somos náufragos, velejamos incertezas. O corredor é longo e comprimido, contorna a morte.

 

 

O que está acontecendo com a saúde no município de Ipirá? A UPA está fechada para reforma e seu atendimento está funcionando no Hospital Municipal. Uma reforma predial pode ser considerada normal, desde quando, célere, absolutamente adequada, eficiente e eficaz. Nada mais do que isso.

 

 

O que absolutamente causa espanto nesse acontecimento é justamente quando um vereador levanta a hipótese do não funcionamento da UPA, naquele local reformado e pleiteia a sua continuidade no hospital. Para aí! Tem algo errado nessa parada.

 

 

Observe que o município de Ipirá recebeu esta Unidade de Pronto Atendimento – UPA faz uma década. Uma obra federal, com recursos federais, que se estabeleceu em nosso município, dentro de um arcabouço planejado a contemplar uma assistência de urgência à comunidade. Uma construção pensada e elaborada para essa finalidade. A chegada de um equipamento de saúde com estas características foi saudada com entusiasmo pela população ipiraense.

 

 

O que a população espera? Que seja oferecido um serviço humanizado, decente e de qualidade. Nada mais do que isso.

 

 

O que a população espera do poder municipal? Que mantenha um olhar atento, permanente, apropriado e acomodado sobre esse equipamento e seu funcionamento, de maneira que, haja uma exata correspondência ou conformidade com a sua funcionalidade para o atendimento desejado. É essa representação que a população deseja.

 

 

Suprimir a UPA, fisicamente ou na sua funcionalidade, do seu devido local é um ato imprudente. Aliás, essa maneira simplória da gestão Dudy encarar os atos de responsabilidades municipais municiados com esse desprezo e demérito, amparados por essa forma desinteressada e irresponsável, sem compromisso popular fechado e envolvente para solucionar os problemas dentro de um rigor necessário, faz com que, apareça um estado de coisas deprimente, duvidoso e de descaso com a coisa pública. O fechamento de uma UPA no seu local original é um sacrilégio administrativo.

 

 

Entra em cena um mamógrafo encaixotado. Serve para quê? Jaz num caixote de madeira; imóvel, improdutivo e inútil. Que luxo extravagante! Um mamógrafo sem uso. Usurpado de outras localidades, nas quais teria uma utilidade exponencial. Quantas mulheres ipiraenses sem um exame básico? Indiferença de uma administração municipal mambembe.

 

 

Quanto custa para botar esse mamógrafo para funcionar? 60 mil dólares. Para que você entenda melhor: um contrato de duas horas com um cantor de qualidade duvidosa, que se mantém nas paradas, por ser viúvo de uma cantora famosa, que fazia sucesso pela mídia nacional. Um mamógrafo beneficiaria quantas mulheres?

 

 

Duas ambulâncias do SAMU, enferrujando e pagando aluguel em um pátio qualquer da cidade. São vintes anos sem uso. Uma inauguração estonteante. Sirenes em alto volume, pessoas em filas querendo servir de cobaias para o teste inaugural. Adeus, cocó! Quem te viu e quem te vê! É uma festa quando Ipirá recebe ou compra uma ambulância simplificada. A administração Dudy encontrou o problema e vai repassá-lo para que adiante vá.

 

 

Rápido como um redemoinho em dia ensolarado, a gestão Dudy privatizou a saúde local por mais de quatorze milhões de reais/ano. Falou em privatização, o governo municipal vira uma vaca leiteira para amamentar o empresariado amigo. Se essa cooperativa não colocar na saúde local o pessoal contratado (doze médicos, quinze dentistas, setenta enfermeiros, etc) significa que esse angu-de-caroço tem mais caroço do que angu.

 

 

No início da gestão Dudy, o nome indicado para assumir a Secretaria de Saúde desistiu antes da posse. Quem assumiu não aceitou trocar três por seis e deixou o cargo. Nada se sabe daquilo que deveríamos saber. E vamos nós.

 

 

Dentro dessa saúde meia-boca aparece de forma inusitada, o médico Antônio Colonnezi e pede desculpas à população de Ipirá pela saúde que nos é oferecida. Esse é o retrato fiel do balanço de uma saúde que não agüenta o repuxo, mas a administração do prefeito Dudy faz questão de cozinhá-la em banho-maria.

 

 

Somos náufragos, velejamos incertezas. O corredor é longo e comprimido, contorna a morte. Sintetizando, andamos a passos curtos pelo corredor da morte.