domingo, 19 de novembro de 2023

IPIRÁ ESTÁ SATURADA DE JACU E MACACO

A crise política do sistema jacu e macaco no município de Ipirá parece fogo de monturo, queima por baixo do pano e não tem água que apague.

 

Na macacada está demarcada a disputa pela liderança do grupo. De um lado o líder Antônio Colonnezi e do outro o ex-prefeito Dió e o atual prefeito Dudy. Trata-se do conhecido canto de carroceria aplicado na beira de um precipício. Quem cair não sobreviverá como líder. Deixará a condição de protagonista para a de simples coadjuvante. Trata-se de uma rasteira bem dada.

 

Toda vantagem é de quem está sentado na cadeira do prefeito. Sendo Dudy uma pessoa de pouco traquejo político, naturalmente quem dá e estabelece todas as coordenadas é o grande Dió, o Ninja da Parada. Caso consiga vencer as próximas eleições em 2024, ninguém poderá ter dúvida, será o grande pensador, articulador e chefe da politicagem no município de Ipirá. O maior de todos os tempos. Só na moita!

 

O ex-prefeito Dió começou a vida política no município de Ipirá como um serviçal da jacuzada, pronto e preparado para fazer qualquer trabalho político sujo no interesse da oligarquia Martins (tomar de assalto o PMDB). Esperto que nem crocodilo na hora do bote para comer a galinha, percebeu que na jacuzada não teria vez e seria um simples ajudante de ordem. O que fez? Pulou de galho, saiu do ninho do jacu e entrou na toca do macaco.

 

Bem recebido virou prefeito. Posou de bom moço e esperou o momento certo para dar a estocada. O trabalho é agora Ipirá. O prefeito Dudy tirou do bolso do paletó a candidatura do seu genro para a sua sucessão. Antônio reprovou; Dió aprovou; o ex-deputado Jurandy Oliveira se afastou. O ex-prefeito Dió vai colocar a estrela de campeão da série B na camisa, mesmo sendo torcedor do Bahia. É assim que o crocodilo jantará a galinha.

 

A jacuzada também navega por mares tenebrosos. Não tem muito o que fazer. Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come; esse ditado nunca foi tão bem apropriado. Sem prefeito, sem governador, sem presidente e com Marcelo Brandão insistindo em ser o melhor prefeito que Ipirá já teve, em tudo e contra todos, nada mais promissor do que abrir o guarda-chuva e aceitar na sua sombra os trânsfugas da toca do macaco. Embaralhou e embananou tudo.

 

Aí o sistema jacu e macaco entrou em parafuso e deu pane. O macaco apoia um sobrinho do ex-deputado Jurandy Oliveira; o jacu apoia a esposa do ex-deputado Jurandy Oliveira. Se um dos dois desistirem, ainda tem outro sobrinho (Jota Oliveira) do ex-deputado Jurandy Oliveira engatilhado, pronto e preparado para assumir a vacância. Durma com um barulho desse e não tenha pesadelo com o crocodilo querendo almoçar a galinha do seu poleiro.

 

Observe bem observado: onde foi parar a crise do sistema jacu e macaco? No colo da família Oliveira. De boa; com um presentaço ofertado pelo sogro ou pelo esposo: a prefeitura de Ipirá. Dois candidatos da mesma família (Oliveira) disputando a prefeitura de Ipirá.

 

Não tenham dúvida, Ipirá bebeu a água de Itaberaba. Lá é Mascarenhas e aqui é Oliveira. Lá o povo pensa que a briga é verdadeira; aqui o povo vai pensar que a briga é a vera. Tanto lá, como cá, tanto faz crocodilo ou jacaré, eles gostam de saborear uma galinha, desde quando haja o descuido do povo.

 

Com pena da crise vivida pelo jacu e macaco aparece a Federação Brasil da Esperança, em Ipirá, querendo jogar água e apagar o fogo do monturo. Dessa crise só restará as penas da galinha. Por que não deixar o braseiro virar o fogo incontrolável do inferno?

 

“Não, não, não é isso! Queremos a canja da galinha.” Nada mais difícil de ouvir do que: “não adianta ficar conversando aqui, vamos saber o que eles têm para nós.” Desde quando deveremos ter um desprezo categórico pela conversação intensa entre os nossos pares?

 

A Federação Brasil da Esperança, no município de Ipirá, tem três vereadores (a) na atual legislatura. Qual é o principal objetivo desta federação para o pleito eleitoral municipal de Ipirá em 2024?

 

Manter as três vereanças e ampliá-la. Isso seria uma vitória política, pois representará um passo importante na manutenção da representação popular independente nesta importante Casa do Povo. O trabalho dos vereadores eleitos (pela federação) em sintonia para tirar o poder imperial do prefeito.

 

Outro caminho é apresentado: abiscoitar secretarias e ter participação no governo.

 

Vê lá se: o esquema de administração de jacu e macaco tem abertura para participação coletiva e ampliada? Vê lá se: essas candidaturas do jacu e macaco possuem o desprendimento para abrir a administração e a caixa-preta da prefeitura para o prefeito deixar de ser uma figura imponente, poderosa e vaidosa? Nem aqui, nem mesmo na curva do inferno.

 

Proponham: um conselho de gestão amplo, livre e sem rendimentos para auxiliar a administração no município de Ipirá.

 

Proponham: um programa mínimo de governo para ver se eles aceitam. Os prefeitos jacu e macaco são eleitos dentro de um esquema e interesse altamente pessoal.

 

Proponho: que as secretarias oferecidas sejam ocupadas pelas candidaturas à vereança da federação mais votadas, que não forem eleitas no pleito municipal de 2024.

 

Perdão! Vou retornar para a realidade. A tabuleta colocada na porta principal e da entrada está escrito: não aceitamos propostas.

 

O prefeito de Ipirá é prisioneiro de um esquema que impede o desenvolvimento real e verdadeiro do nosso município. Um esquema do qual o povo não participa, no máximo pensa que escolhe. Está sugestionado. Trata-se de um viés particular que faz do prefeito um semideus na localidade.

 

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

A NOVA CASA DOS ESTUDANTES DE IPIRÁ


Através das narrativas e celebrações ocorreram de maneira clara e bem intencionada a ocultação e o silenciamento do passado, que foi posto de lado, em cadeiras brancas de plástico. Um esquecimento? Não, mas simplesmente a vontade de fingir que o passado não existe.

 

Ipirá, década de 1950. Só existia o curso primário, compactado no prédio da grande (para a época) escola Góes Calmon. Mandar os filhos para fazerem o ginásio (anotem bem, o ginásio) em Salvador era privilégio de duas famílias (só e somente só). Alguns comerciantes mandavam seus filhos estudarem no internato em Jequitibá (Mundo Novo), mas não passava de uma rural de estudantes.

 

E a juventude ipiraense deste período? Estava sujeita e presa ao destino traçado pela migração forçada em busca de ‘calça de veludo ou bunda de fora’. Não havia oportunidades (no plural). Era empurrada para o trabalho na construção civil e no setor de serviços na cidade grande, de preferência Rio de Janeiro e São Paulo. Ninguém pensava em estudar, nem sonhava com isso. Era somente trabalho para a dura sobrevivência. Estudar era um sonho impossível (pense em seus avós e seus pais e faça uma reflexão).

 

Ipirá, década de 1960. Em 1961, um raio abençoado caiu sobre essa terra e surgiu o Ginásio Ipiraense (não sei o porque os políticos não se arvoram de ser o patrono desta criatura) era Cenecista e não era gratuito (uma pequena mensalidade), que muitos não podiam pagar. Ipirá sempre foi uma terra do sufoco para as camadas carentes.

 

E a juventude da época? Continuava à mercê da migração. Para o trabalho que garantiria a sobrevivência na construção civil, corte de cana e setor de serviços nos grandes centros sulistas. Com a possibilidade de fazer o curso ginasial (aqui em Ipirá) ampliou-se as reais necessidades da juventude, mas o passo seguinte estava travado (não havia o curso colegial em Ipirá). Só e somente só, seis famílias tinham condições de mandarem seus filhos para estudarem em Salvador. Algumas outras (contadas nos dedos das mãos) em Feira de Santana. Os tempos continuavam duros, incertos e imprevisíveis para o jovem ipiraense.

 

Ipirá, final da década de 1960 e início da década de 1970. Uma coisa estava clara, a juventude da época tinha a necessidade de dar continuidade aos estudos. Ipirá não tinha o colegial (2º. Grau). Como realizar esse sonho e concretizar essa possibilidade?

 

Neste período, chegou a maior escola que essa terra já teve, o Polivalente (1º. Grau). Vai perder essa condição para essa escola de tempo integral que está por inaugurar. Ipirá, naquele período, continuava carente de uma escola de 2º. Grau e a demanda tinha aumentado substancialmente com a chegada do Polivalente.

 

A juventude continuava condicionada à migração forçada. Neste momento, por necessidade de trabalho para a sobrevivência, mas com um sonho de estudo como uma esperança, mesmo havendo grandes dificuldades para compatibilizar as duas necessidades.

 

Uma coisa é certa, embora não garantida, a juventude ipiraense colocou na sua agenda a necessidade de estudo, não só e somente só o trabalho. O estudo em primeiro lugar, mesmo que acoplado ao trabalho. Salvador, a capital da Bahia, passou a ser visualizada.

 

Em Salvador havia a movimentação prol fundação de residências estudantis na capital. A RUF (Residência Universitária de Feira de Santana) foi a primeira residência e tinha José Pires Caldas como um de seus fundadores. Em contato e através do ipiraense Luciano Cintra essa ideia de residência ganhou corpo e conseguiu atingir mentes e corações. Teve início as conversas e reuniões. A reunião decisiva teve a participação de Luciano Cintra e Carlinhos Oliveira (de Bartolomeu), dois baluartes na luta pela residência estudantil de Ipirá, com o poder municipal (o prefeito na época era Jurandy Oliveira), que se responsabilizou pelo aluguel.

 

O próximo passo: a concretização da residência. Na época, em Ipirá, havia dois grupos de jovens com a intenção de estudar fora, fazer o colegial (2º. Grau), um em Salvador e o outro em Brasília. O de Salvador comprometido com a fundação da AEIPI e da residência, queria que recursos arrecadados pela turma fossem canalizados para a residência. O de Brasília para uma viagem e essa opção foi a vencedora. O grupo de Salvador foi contemplado com a residência, conquistada com muito esforço e muita luta. Neste momento, já havia muitos protagonistas.

 

Rua Joaquim Maurício, 18 – Ladeira da Fonte das Pedras ou Fonte Nova, Nazaré, Salvador, Bahia. Este era o endereço da juventude de Ipirá.

 

Uma comunidade ipiraense para enfrentar o anonimato da cidade grande. O acolhimento dos que chegavam para os ensinamentos básicos (pare no sinal vermelho). Mudamos a geografia humana da ladeira. A casa era um dos grandes clientes do supermercado Unimar (pelo menos na exigência da nota fiscal). Enchíamos a Fonte Nova no xaréu do clássico Guarani x São Cristóvão, para a surpresa do locutor da Rádio Sociedade: “a torcida deixou para entrar agora, no final do jogo. Onde estava essa gente?” Na residência, é claro. A residência serviu de socorro para pessoas que desmaiaram e ficaram tontas num engarrafamento humano provocado por um BAVI. Cuidávamos da própria vida e éramos responsáveis por ela.

 

O trabalho da memória é um passo indispensável. Por mais de meio século a AEIPI foi construindo sua identidade e a Casa do Estudante de Ipirá tem uma identificação apropriada com a juventude ipiraense, sacramentada por muitas gerações, dos mais diversos tempos.

 

É inegável a dimensão social da residência para a juventude ipiraense, consubstanciada no número de famílias (simplesmente duas) na década de 50 que mandavam seus filhos estudarem em Salvador, para mais de dois mil residentes que passaram pela casa durante sua existência, são mais de 1500 famílias ipiraenses contempladas. A Casa do Estudante de Ipirá teve a ousadia de dizer não e romper com uma lógica que predominava em nossa cidade, onde só os filhos das camadas abastadas podiam estudar na capital.

 

A residência tornou-se a base da experiência compartilhada por muitos jovens na busca de um sentido verdadeiro, concreto, com variadas possibilidades para a casa dos estudantes, até mesmo, essa beleza romântica e literária destacada no importante pronunciamento do ex-residente Genecarlos Santiago.

 

Não podemos negar esta semente que brotou por uma necessidade, num devido e apropriado momento. Não devemos silenciar, ocultar e encaminhar para o esquecimento uma trajetória de luta e conquistas. São muitas e diversas interpretações e narrativas.

 

Na solenidade foi um lapso não colocarem a palavra aos ex-presidentes de AEIPI que estavam presentes (não fui presidente da casa) eram representativos.

 

Foi exposta a narrativa de uma nova etapa da Casa dos Estudantes de Ipirá iniciada com a gestão do prefeito Dudy “A NOVA CASA” adquirida com 62% de recursos da prefeitura na gestão Dudy e 32% de emenda parlamentar do deputado Daniel Almeida, fato não mencionado. Necessário dizer que se trata de dinheiro do povo.

 

Evidente que o gestor Dudy resolveu uma pendência que perdurava por décadas. A gestão passada do prefeito Marcelo Brandão fez a sua parte, mantendo a casa no aluguel. A gestão Dudy foi mais além, foi mais eficaz e resolveu o problema de forma categórica e definitiva. Resta aos residentes a devida consciência pelo zelo e manutenção do patrimônio da juventude das camadas populares de Ipirá.

 

Dou uma sugestão. Que os residentes aumentem as regras do Regimento Interno para coibir qualquer tipo de vandalismo que deteriore a casa e até mesmo, que seja feita uma comissão de pais de residentes para acompanhar as condições materiais da residência dos estudantes das camadas populares de nossa terra. Consciência gente!

 

Exmo. Sr. Prefeito Edvonilson Santos, quero dizer que V.Exa., está de parabéns ao adquirir uma casa em condições de oferecer uma vida com dignidade aos estudantes ipiraenses.

 

Quero dizer, também, a V. Exa. prefeito Dudy, que mesmo que façamos um esforço gigantesco para recusar em se conformar com o passado, a velha casa do estudante da ladeira, brocada pelo Metrô de Salvador e os escombros da casa do Tororó deixam uma lição bem simples: TETO com liberdade, independência e autonomia representam a dignidade que todas as pessoas precisam e todos reconhecem. Viva a AEIPI; viva a Casa do Estudante de Ipirá.

sábado, 28 de outubro de 2023

FEDERAÇÃO TENTA ATRAPALHAR A SELEÇÃO DE IPIRÁ


Pare a leitura! Não leia porque esta notícia é fake News. Eu tenho uma coisa importante para falar de federação, um furo de reportagem, mas não se trata de Federação Baiana de Futebol. É sobre a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

 

Vamos começar pela Federação (PT, PCdoB, PV) na cidade de Jacobina, o prefeito é do PCdoB (não conheço e não sei se faz uma boa administração) e tem direito à reeleição. Acontece que uma pré-candidata a prefeita deu uma entrevista no podcasts Interior Baiano. Bem falante, inteligente e bem articulada é uma pré-candidata petista. Dentista por profissão, foi candidata nas Eleições Municipais de 2020 e teve 10% dos votos.

 

Ela acha que ganhará as próximas eleições, não sei se tem por base alguma pesquisa. Ela acha que o prefeito não deve ser o candidato da federação. Mesmo tendo o direito, não tem a exclusividade e ela quer substituí-lo na chapa da Federação. Tece uma série de críticas à administração afirmando que não tem transparência; que tem dívidas com fornecedores e funcionários; que os conselhos não atuam; etc e tal.

 

Simplesmente, ela espera que um determinado Conselho Político estadual assine em prol de sua candidatura pela federação e que o prefeito se quiser ser candidato saia do PCdoB e vá para outro partido. Dá para entender uma armadilha dessa? Se não tiver seu plano aceito, será que ela vai sair do PT para ser candidata por outro partido? Quero ver como vai terminar esse bafafá.

 

O outro caso de Federação (PT, PCdoB e PV) está acontecendo em Ipirá. A Federação caiu nos braços do prefeito Dudy e vai apoiar Thiagão se este for realmente o candidato. Prego batido e ponta virada. Tudo indica que sim. E daí?

 

Para as devidas precauções, envio uma sugestão para a vereadora Luma: caso a vereadora não vote em Thiagão, nem no Dudy, de jeito nenhum, aguarde a janela partidária, peça sua transferência para outro partido (fora da federação) e concorra à reeleição, porque a carta já está marcada.

 

Um conselho para o blogueiro Agildo Barreto: se o blogueiro não vota em Thiagão, Nina e Dudy, não tem outra saída vote no jegue. “Diga logo o número, porque eu não voto de jeito nenhum em nenhum dos três”. O número do jegue é noventa.

 

Você não lembra daquela senhora que sonhou com um jegue carregado de cana-de-açúcar na ladeira da Caboronga e queria jogar no bicho. O sonho foi desvendado por outra senhora: “cana tem nó e jegue tem venta, una nó com venta que dá noventa”.

 

Três vereadores valem mais do que cinco secretarias. Não estou dizendo que a Federação (PT, PCdoB e PV) está querendo secretarias, apenas estou fazendo uma comparação para dizer que secretarias o prefeito eleito dá e tira com uma canetada e o mandato do vereador o prefeito tem que engolir, porque só acaba quando termina.

 

Observe o panavoeiro: eleitor do prefeito jacu não vota em vereador do prefeito macaco; dizendo em outras palavras; eleitor de direita da candidata Nina não vota em vereador da esquerda. Onde os vereadores da esquerda vão conseguir votos? Na direita do prefeito Dudy.

 

E o que é que vai acontecer? Uma inflação de candidatos a vereadores no lado da direita do prefeito Dudy. Serão dezesseis candidatos da esquerda, mais dezesseis candidatos do PSD e se houver outro partido mais dezesseis. Tem vereador da atualidade do PSD que vai sobrar com 1.300 votos. Quem não tiver uma capanga de dinheiro não conseguirá encher a algibeira de votos. Observe que estou pensando em dezenove mil votos para a direita do prefeito Dudy.

 

Na medida que a esquerda define um candidato a prefeito da direita para votar, as candidaturas dos vereadores da Federação serão prejudicadas. Na medida que chegam dezesseis novas candidaturas de vereadores para concorrerem no grupo de direita do prefeito Dudy, os prejudicados serão os vereadores do próprio PSD.

 

Agora, a Federação solicitou a vice na chapa. Lá isso pediu. Aposto que o prefeito Dudy tremeu o corpo inteiro. Vou dizer por que. O prefeito Dudy tem o plano A, Thiagão na cabeça e um vereador do outro lado na vice. Sem dúvida, o prefeito tem um plano B, se Thiagão não emplacar, vem o prefeito Dudy (90% de aprovação) na cabeça e Thiagão na vice. Ganha a eleição, renuncia e Thiagão assume. A macacada já fez isso uma vez. Agora vem a Federação querendo atrapalhar. Qual é a novidade? O PT já é do prefeito Dudy, a novidade será o PCdoB, com 612 votos na última eleição.

 

Alguém está lembrando que o prefeito Dudy não é de direita. É bom lembrar que ele esteve com um pé na cova de ACM Neto. Alguém vai dizer: “mas não foi!” É verdade. Tudo que foi escrito até agora é Fake News.

domingo, 22 de outubro de 2023

COMENDO CAMALEÃO POR JACARÉ

Caro leitor deste blog, você percebeu a frieza que tomou conta da politicagem de Ipirá neste momento?

 

Antecipada por quase dois anos, a campanha eleitoral em Ipirá foi iniciada fora do tempo e de época. Desta forma não tem outro recurso, que não seja o de entrar naquela brincadeira, outrora bastante conhecida como chicotinho queimado, com base no tá quente ou tá frio.

 

Tá frio. Tão frio que o candidato chapa-branca, que se diz pré-candidato Thiago do Vale, fez aniversário em agosto, encheu a BA-052 de outdoor, até o contorno desta estrada, em Feira de Santana, recebeu a fotografia do referido candidato.

 

Podendo esquentar. Estamos no final de outubro e ainda tem outdoor festejando o aniversário do pré-candidato. Tudo isso por falta de outra coisa para ser feita. Pode esquentar? Pode. Não deixa de ser uma campanha eleitoral antecipada, para ser fotografada e testemunhada para uma provável judicialização no tempo devido. Além do mais, o pré-candidato é genro do prefeito, o que significa nepotismo, para a Justiça Eleitoral dar um parecer no momento certo.

 

A chapa tá quente. 84 mil mulheres grávidas darão luz nestes dias e no mês de novembro sob intenso despejo de bombas e diante de destroços. Isso está acontecendo na Faixa de Gaza, onde uma população de dois milhões de pessoas não tem abrigo, alimento (comida), água, mantimentos, energia, gás, remédio, nem corredor humanitário.

 

Tá frio. Para os ‘Senhores da Guerra’ manipulados e serviçais da indústria bélica compreenderem que uma guerra carrega um arsenal poderoso de irracionalidade, atrocidade e estupidez humana. Os EUA estão oferecendo um bilhão de dólares para seus parceiros beligerantes.

 

Tá quente. Um bilhão de dólares resolveria a questão da fome no planeta Terra. Sem dúvida! Mas existe um roteiro. Um bi é dado ou emprestado à países em guerra. Para ajuda humanitária? Claro que não, mas para comprar armamentos junto a indústria bélica. Naturalmente, americana.

 

Tá frio. Um bi segue o percurso. Sai do Tesouro americano (o Estado americano fica devedor junto ao capital financeiro). Vai para Israel, Ucrânia e Taiwan (ou nem vai) e retorna para a indústria bélica americana. Os países em guerra fazem uma bagaceira nos outros e um estrago medonho para si. Tudo isso, com dinheiro emprestado. Vão ter que pagar. Se atolam numa dívida impagável.

 

Tá frio. Depois do estrago e dos escombros vem a reconstrução. Uma oportunidade para o mega parque industrial americano e das grandes potências se abastecerem de lucros estrondosos. Os países da guerra tomarão empréstimos para a reconstrução. Vão ter que pagar. Se lascam com uma dívida impagável. A guerra tem preço. A humanidade chafurda numa guerra. A paz é a única salvação.

 

Tá quente. O município de Ipirá, localizado no semiárido baiano, está adentrando na boca da seca. Perigo à vista! A crise do município tende a crescer. A falência da fábrica de calçados sendo um caminho sem retorno, com um provável calote nos trabalhadores, desde quando, o paliativo criado acaba em novembro e até agora nada de concreto para renovar a esperança. Que a chuvarada não demore.

 

A chapa está quentíssima. Na Praça da Bandeira, diante do aumento da população de alta vulnerabilidade social na nossa cidade, a população de camaleão, que habita na referida praça, está sendo caçada e exterminada, na condição de ensopado, moqueca e churrasco na brasa.

 

Que Deus tenha pena dos camaleões ou serão extintos da nossa convivência, pelo menos na referida praça! Isso tem o peso de uma guerra (para os camaleões). 

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

EM IPIRÁ, CACHORRO MORDE O PRÓPRIO RABO

O governador Jerônimo Rodrigues, o Herói do Sertão, aquele da novela do rádio, foi à cidade de Jacobina e anunciou a chegada da Universidade pública e da Policlínica. Se língua e palavra de governador não brocharem, teremos um casal de gêmeos aparecendo pelas bandas de lá.

 

Aqui, na nossa querida Ipirá, quem anuncia as boas-vindas não é o governador, mas seu Zé, seu Mané, seu Jão e seu Tonho, que na vontade de suas línguas e das suas palavras afirmam que vem uma Policlínica para Ipirá. “Governo do Estado, estou gostando!” Bom slogan, para eles!

 

Não é que esses quatro não mereçam credibilidade, até que estão habilitados para o reconhecimento geral dos munícipes, até por serem quatro contra um, embora tenhamos que colocar as orelhas em pé, pois a vontade dos quatro anunciantes para que as obras de provetas aconteçam é tão grande, que nas bandas de cá, tem trigêmeos na forma,

 

Imagine o famoso três em um! Hospital, Upa e Policlínica no mesmo espaço! A transferência do paciente acontecerá pelo corredor. É mais ligeiro do que o SEDEX dos Correios. E custo zero, só estraga sola de sapato. Isso só não acontecerá se seu Zé, seu Mané, seu Jão, seu Tonho brocharem na língua e na palavra, sendo que, isso nunca aconteceu.

 

Se Ipirá estivesse nas mãos desses quatro apedeutas (seu Zé, seu Mané, seu Jão e seu Tonho) estaria em boas mãos e de boa, pois a banda tocaria valsa para a população dançar na pisadinha.

 

Ipirá continua atravessado na garganta e dentro da nuvem de esquecimento do governo do Estado da Bahia. Apenas uma iluminação da entrada da cidade; um sistema de esgoto que cobra os olhos da cara da população (80% da conta de água para cobrir o investimento em tempo mínimo) e uma escola de tempo integral (essa é boa). Pronto, morreu Maria Preá!

 

Pronto! A coisa fica nesse patamar, enquanto isso, Ipirá fica só de butuca aguardando as obras de provetas e das línguas dos quatro anunciadores que teimam em não chegar.

 

Com 42,72% da população ativa necessitando de auxílio emergencial do governo federal, Ipirá atravessa um momento difícil e uma situação complicada quando adentra na boca da seca sem noção de quantos carros-pipas precisará beber e sem saber qual será a força da mordida na zona rural, ao tempo que, o desemprego toma força e corre solto com o fechamento da fábrica de calçado que faliu. Isso é um grande problema.

 

A política está preocupada com essa problemática? Nem tanto; nem tão pouco! A verdadeira preocupação dos elementos políticos é com uma campanha prematura, antecipada com dois anos de antecedência (coisa de maluco), que causa o maior estrago nos dois grupos principais e também, de rebarba, nos grupos secundários, que querem solucionar a crise dos graúdos pegando uma ponta no processo.

 

Observe e procure entender a movimentação política dentro das entranhas do sistema jacu e macaco, que não responde mais e não atende às novas demandas populares que surgiram na sociedade de Ipirá, por isso essa desgraça (jacu e macaco) tem que desaparecer para o bem de Ipirá.

 

Vou colocar dois pontos da consequência dessa crise política do sistema jacu e macaco. Primeiro: O MÉDICO DEIXOU DE SER A PRINCIPAL FIGURA na engrenagem da politicagem de Ipirá. Pare, pense e duvide sobre isso.

 

Diga que isso é mentira e que isso nunca vai acontecer. É isso mesmo, eu quero que você conteste, pois será a motivação necessária para eu dar uma explicação. Observe bem: quantos médicos tem hoje na UPA e Hospital atendendo pelo SUS? Coloque mais ou menos uma dúzia.

 

Atendendo de graça; 0800; sem você pagar nada e tem mais, não precisa nem você saber o nome do médico. É simplesmente doutor. O paciente ficando são ficará apenas a gratidão sem compromisso de qualquer espécie, pois trata-se de um direito. Quem ganha e quem perde popularidade e prestígio com isso? O médico que é líder político.

 

Com atendimento dia e noite, além do mais gratuito, na condição de um direito da cidadania, a posição do médico vai perdendo aquele papel de relevância e predominância na sociedade por ser único ou poucos. A consulta tem concorrente e não resulta naquela obrigação de pagar um favor devido.

 

Segundo ponto: quantos doentes os vereadores transportam para o serviço de saúde de outras cidades? Esse é o maior indicativo do fracasso da saúde em Ipirá. Não tem live e conversa mole de prefeito que consiga negar essa realidade. Quem saboreia os frutos desse serviço de saúde, o vereador ou o líder? O vereador. Devido a quê? A precariedade da saúde local.

 

Continuando com os vereadores. Atualmente, cada vereador apresenta seu candidato a deputado estadual e federal. Não segue o líder, muito pelo contrário, nas Eleições 2022 teve ex-prefeito que apoiou o deputado apresentado por vereador. Isso tudo foi minguando o poder e o potencial do médico que era o líder natural e incondicional do grupo.

 

O médico Luíz Carlos Martins, líder da jacuzada, ainda tem o reconhecimento de ACM Neto (por enquanto) mais uma derrota como a última vira líder de papel. O médico Antônio Colonnezi não tem o contato direto com os governadores petistas, aí perdeu terreno e se lenhou.

 

Esse esvaziamento da força e do poderio do médico, enorme quando era exclusivo, fez com que a liderança de Antônio Colonnezi ficasse vulnerável e fosse escanteada dentro do próprio grupo. No mesmo caminho vai a liderança de Luíz Carlos Martins, que não foi abalada ainda porque o ex-prefeito Marcelo Brandão não acertou os ponteiros da bomba-relógio.

 

Se você concordou com minha explicação, continue a leitura, pois chegou o momento de uma pergunta que incomoda bastante: quem vai substituir os médicos na liderança política? Empresários ricos.

 

Ipirá segue o mesmo caminho de Itaberaba, que foi abocanhada por uma família de empresário rico. A família Mascarenhas. Aqui, em Ipirá, não precisa ser tão rica como eles lá, mas não tão pobre como o povão daqui.

 

O empresário Dudy, que virou prefeito e desistiu da reeleição. Por gostar e ter muito apreço pelo genro, resolveu presenteá-lo com um belo presente: a Prefeitura de Ipirá. Seu genro é sobrinho do ex-deputado Jurandy Oliveira. Portanto, pertence à família Oliveira.

 

O ex-prefeito Jurandy Oliveira para satisfazer à vontade da esposa resolveu presenteá-la com um belo presente: a Prefeitura de Ipirá. Mais um membro da família Oliveira para ser agraciada. Correndo por fora, mas querendo ser pré-candidato (com todo direito) está outro sobrinho do ex-deputado Jurandy Oliveira, conhecido por Jota Oliveira, também da família Oliveira.

 

Ipirá é Itaberaba toda. Lá é Mascarenhas, aqui é Oliveira. A crise do sistema jacu e macaco vai deslanchar nisso aí. O sistema jacu e macaco fez uma mistureba tão grande e vai apresentar dois candidatos para o povo votar. Os dois candidatos são da família Oliveira. Você tá entendendo? Parece aquela estória do cachorro com rabo de salsicha; roda, roda e nunca alcança o rabo. Botaram o povo de Ipirá na roda.

 

Em 2024, Ipirá ficará nas mãos e controle da família Oliveira, custe o que custar; goste, quem gostar. Botaram a população numa camisa de força e vão enfiar a família Oliveira goela abaixo do povo.

 

Quem foi que disse que a família Oliveira é a melhor opção para assumir os destinos de Ipirá num momento tão difícil por que passa a nossa sociedade?  Quem e quantas pessoas escolheram essas duas pré-candidaturas? Qual a razão dos eleitores ipiraenses serem obrigados a escolher um membro (entre dois) da família Oliveira para votar?

 

Mire-se no exemplo de Itaberaba: a família Mascarenhas domina o poder municipal por quase vinte anos, com uma briguinha mentirosa e ardilosa de família. Num contexto em que família que reza unida permanece unida; são as moedas dos cofres que fazem as desavenças. Em Ipirá, apresente-se quem vai botar a mão no fogo ou, pelo menos, dar a mão à palmatória, de que tudo isso não passará de uma chuva passageira.

 

Eu querendo terminar meu artigo e o leitor perguntando: e o que acontecerá com os dois médicos, o Luíz e o Antônio? Sem prefeitura, sem lenço, sem documento, para continuar como líder de grupo vão ter que desembolsar um ou dois milhões de reais do próprio bolso, daqueles milhões adquiridos com muito trabalho e suor.

 

Se tiverem maturidade e sabedoria buscarão uma posição acima do status de liderança de grupo e passarão a verificar, debater e buscar a solução para os grandes problemas de Ipirá, ao tempo que, jogarão à quatro mãos, uma pá de terra sobre os escombros de uma porcaria chamada jacu e macaco (sistema), que causou tanta desgraça em Ipirá. Os tempos mudam.
 

sábado, 23 de setembro de 2023

FAMÍLIA DE IPIRÁ ACERTA NA MEGA-SENA


O chefão da família passou em frente à Casa Lotérica, localizada na avenida, pensou em fazer aquela fezinha, a fila estava grande, ele desistiu. O surpreendente é que ganhou sem jogar na loteca. Como isso aconteceu? Vou ter que narrar para você entender melhor.

 

Faltando dois anos para as Eleições/2024 eles fizeram o maior furdunço que Ipirá já presenciou. Não me pergunte quem foi que fez porque não sei.

 

Êta furdunço da gota serena! O furdunço pegou fogo, não é moleza e criou o maior reboliço já visto em Ipirá. “Não dá a cabeça” deu! Pulou o pilão e a corda; correu que nem cavalo ‘brabo’; deu a volta no trio, achou pouco, rodou o mundo; está sendo jogo pegado e jogado; não deixa de ser barril dobrado; do jeito que morde na canela e a dor explode no coração; haja paixão recolhida.

 

Você pode dizer que não está entendendo nada. Eu entendo a sua situação. A mesa ficou com as pernas para cima, mas não deixou de ser mesa. Bom seria, se possível fosse, ouvirmos as sábias palavras do grande filósofo e ferreiro popular ipiraense Neco ‘Atrapaiou’, se permitido fosse: “foi e não foi, sendo que não foi, não será, mesmo sendo, não foi o que seria”

 

Não estando nada fora do lugar e com os mesmos atores, não deixa de ter estragado reputações e manchado personalidades. Que corroeu interesses, lá isso aconteceu.

 

Acredite se quiser: fizeram uma desarrumação na toca dos macacos e no ninho dos jacus. O sistema de politicagem de Ipirá (jacu e macaco) vive uma crise política sem precedentes, com alto poder de destruição e implosão.

 

O sistema jacu e macaco rachou e fez fenda. Não tem como ser jacu com os líderes Antônio Colonnezi, Jurandy Oliveira e Luís Carlos Martins juntos no mesmo palanque; não tem como ser macaco com a liderança de Diomário. Seria a verdadeira falta de lucidez.

 

Meu caro leitor desse blog, não permita e não deixe que o sistema corrompa e desintegre o seu raciocínio. Ipirá tem que superar o infame esquema de jacu e macaco, que tanto tem prejudicado essa terra e o momento é esse.

 

Agora a responsabilidade cabe aos líderes e eles têm nome, CPF e residência fixa: no crivo da disputa estão Luiz Carlos Martins, Antônio Colonnezi e Jurandy Oliveira contra Diomário e Dudy. Esse é o jogo. Essa é a nova disposição dos líderes e o novo alinhamento e a nova configuração das velhas forças da politicagem local. Que o sistema jacu e macaco vá para o inferno como tudo que não presta nesse mundo.

 

A denominação jacu e macaco é uma coisa muito generalizada, ninguém é responsável por isso aí. Observe, quando o ex-governador Jacques Wagner disse que em Ipirá ele era macaco, não afirmou nada, fixou-se numa marca abstracionista, sem responsável direto. Se dissesse que estava com o líder Antônio Colonnezi, seu antigo companheiro petroquímico, aí estaria firmando um vínculo de reciprocidade entre os dois níveis de liderança. O sistema jacu e macaco terminou surrupiando e engolindo a liderança de Antônio Colonnezi.

 

O desmantelo está sendo grande. Os líderes se desentenderam, brigaram como os vaidosos brigam e misturaram as trouxas de roupa e os ‘panos de bunda’ de um lado e do outro. Misturaram e bateram no liquidificador para ninguém saber onde está o rabo arrancado do macaco e a asa quebrada do jacu.

 

Resta uma pergunta que não quer calar: quem lucrou com tudo isso? Foi a família Oliveira, que vai abocanhar a prefeitura de Ipirá numa boa. Olhe bem! Vai abocanhar a bolacha inteira, passar manteiga e papar sem fazer cara feia.

 

Depois de tudo o que está acontecendo, com essa desgraceira toda desarrumando os grupos, por incrível que pareça, a Prefeitura de Ipirá vai cair, vai desabar, vai escorregar para o colo da família Oliveira ou seja, sobrou no colo da família Oliveira.

 

A família Oliveira é quem vai sair de boa; lavando a jega e mordendo o rabo da cachorra. Vai receber a prefeitura de mão-beijada, de boa. Isso é que é sorte pai d’égua! Oh, turma cagada de sorte! Isso é ou não é o mesmo que acertar na Mega-Sena?

 

Vou desenrolar o novelo para que você entenda o jogo. Coloque no centro trono o ex-deputado Jurandy Oliveira. Colocou? Pois bem, um pré-candidato (Thiago) é seu sobrinho; a outra pré-candidata (Nina) é sua esposa. A prefeitura vai cair em uma das duas mãos. Ainda tem no banco de reserva, pronto para entrar em campo, outro sobrinho, o Jota Oliveira.

 

Não adianta a população querer morder a isca é a família Oliveira quem vai saborear o fruto mais doce do sertão em 2024, a prefeitura.

 

O povão de Ipirá tá no sufoco com a corda no pescoço e com o cachorro amarrado no pé da mesa. Observe que o município de Ipirá tem no Auxílio Brasil 11.163 – 18,81% beneficiários. No Novo Bolsa Família tem 11.931 – beneficiários 20,11%. No BPC estão 2.255 beneficiários– 3,80%. Resumindo são 25.349 (42,72%) pessoas necessitando dos benefícios do governo federal numa população de 56.873 habitantes.

 

Quem tem que festejar na politicagem de Ipirá?

 

Nesse jogo, o povão já chimbou antes do início da partida começar, tá chopado de qualquer jeito; chova ou faça sol. O povo de Ipirá tá ferrado e enterrado nessa politicagem, tendo que comer e acreditar nesse H e pensar que carne de gia é galinha caipira só pelo gosto. Oh, trem bom!

 

Agora faça uma comparação.

 

A Prefeitura de Ipirá paga R$ 10.183.235,76 (mais de dez milhões de reais) por ano, a uma empresa de Ipirá para contratação de mão-de-obra para serviços. Uma forma de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal e a necessidade do Concurso Público.

 

A composição do quadro de pessoal da administração direta na Prefeitura de Ipirá tem 1.193 funcionários estatutários, 184 comissionados e 169 sem vínculo permanente, formando um total de 1.546 funcionários.

 

Qual é a necessidade de pagar mais de dez milhões de reais, por ano, para contratar mão-de-obra adicional? Para formar o cabide de emprego municipal, com ferrão do grupo da situação, sem concurso, com indicação de candidatos.

 

É essa turma que chupa o tutano deixando o osso para o povo. Como é boa essa prefeitura de Ipirá! Que paga mais de 10 milhões de reais anual a um de seus apadrinhados, mas não faz uma ponte de cimento para substituir essa coisa vergonhosa que é uma ponte de pedaço de madeira velha e podre na passagem do esgoto.

Meu caro leitor do blog seja sincero, quem tem que tocar foguete: é esse pessoal que morde, assopra e chupa cana ao mesmo tempo, acertando na loteria sem jogar e logo na Mega-Sena, sem nenhum risco e com toda certeza ou você que não acerta nem no jogo do bicho, apostando sempre ou de quando em vez, no jacu ou macaco?

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

VEM AÍ, CERBERUS; O CÃO DE TRÊS CABEÇAS

Na mitologia grega, Cérbero é um cão, também conhecido como Cerberus, na maioria das vezes é descrito como tricéfalo (três cabeças) e cauda de serpente. Hades é o deus grego do submundo, do reino dos mortos e na mitologia romana ele é chamado de Plutão, ao seu lado, anda um cão de três cabeças, o Cérbero que guarda a entrada do mundo dos mortos.

 

Plutão, em acordo com Hades, resolveu mandar Cerberus para fazer uma vistoria na cidade de Ipirá e para a população não se assustar Cerberus chegou todo ‘nos trinques’, de terno de casimira engomado, gravata borboleta, sapato lustroso e botou flor de alecrim na lapela.

 

Uma cabeça do tricéfalo olhou para as outras duas e falou: “oxente, eles já estão em campanha eleitoral, um ano e meio antes das eleições!” uma cabeça respondeu: “nem satanás aguenta um repuxo desse!” A outra cabeça para não ficar calada, complementou: “só se for com o dinheiro público.”:


Oh, Ipirá azarento! Não acerta num administrador que preste; é tudo meia-boca. Esse sistema jacu e macaco, já deu o que tinha que dá. São cinquenta anos de existência desse sistema jacu e macaco em nossa terra. Não tem um lugar desenvolvido que esteja baseado nesse troço. É coisa exclusiva de Ipirá e de lugar atrasado. Feira de Santana tem Isso? Claro que não.

 

O que está acontecendo?

 

Dois anos antes; a ansiedade e o fogo de quem está no poder tornou-se uma coisa avassaladora, sem freio e sem comando; mesmo sendo o poder administrativo nesse momento, esse pessoal é tão maluco e impulsivo, que querem que a gestão deles acabe logo, para eles ficarem no mesmo poder que já estão. Observe que coisa mais maluca!

 

Quem foi o gênio que lançou o Novo Macaco?

 

Ao lançarem o ‘Novo Macaco’ provocaram a instabilidade administrativa no próprio governo, uma espécie de “tomara que isso termine logo!” ou ‘saía logo para que não fique nenhum vestígio da calamidade deixada.” Deste modo o grupo macaco rachou bem rachado como lenha de padaria.

 

O prefeito Dudy não tem por mérito o pensamento político, pois bem, gosta tanto do genro que resolveu presenteá-lo com uma prefeitura e, para tal, fez o lançamento para deixá-lo na cara do gol. Deu numa grande lambança. Vê se pode?

 

Um nepotismo do tamanho de um elefante, passando pelas barbas da Justiça, mas com um jeitinho da esperteza brasileira e não tem autoridade divina que diga que isso é pecado. É vai que vai. O prefeito é o dono da caneta, do dinheiro, do mico, do chipanzé e do grupo macaco.

 

Esse grupo tem uma cabeça pensante, que tem por mérito o pensamento político qualificado e analisado com profundidade na oportunidade e na base do pé no pescoço. É o ex-prefeito Dió, esse é ninja.

 

O engenheiro articulador de toda essa engenhosa rede de intriga tem nome, cpf, digital e morada fixa num balneário da capital baiana. Não precisa repetir o nome. Foi quem preparou um xeque-mate, acompanhado de um canto de carroceria e colocando uma peixeira no pescoço, ao tempo que botava uma saia justa no líder do grupo macaco Antônio Colonnezi. Nem uma pessoa sequestrada sofre tanto desse jeito! O líder deu um pinote. O novo líder ficou olhando: “vai com Deus!”

 

O grupo macaco: com uma eleição/24 praticamente na mão; mas os menudos inconsequentes resolveram criar a maior instabilidade dentro do próprio grupo, atingindo em cheio a própria gestão municipal. Vejam só a lógica maluca dessa gente: eles perderam duas lideranças para o outro grupo e estão achando que não perderam nada. Um grupo divide e o outro soma, quem leva vantagem? Nem um jegue sentado num tamborete erra essa conta.

 

Antes, eles diziam: ”quem tem voto em Ipirá é Luiz Carlos e Antônio Colonnezi” Diziam isso de peito estufado e como uma verdade absoluta. Agora, eles replicam: “qual é o voto que Antônio tem?” E acentuam: “ora mais, Antônio está velho e tem que ficar em casa usando o pijama!” E falam isso com a garganta cheia da verdade encontrada.

 

Observe como a metralhadora giratória cospe fogo contra a própria cabeça e a girândola vai em cheio no coração. O rigor argumentativo dessa gente é nenhum, tem todo limite no interesse pessoal de cada um e resvala longe da necessária e verdadeira compreensão dos acontecimentos.

 

O sistema de politicagem é o jacu e macaco. Quem controla a grande maioria dos votos nesse sistema? Não sendo os líderes a tarefas sobra para os vereadores. Os donos e controladores dos votos no município de Ipirá são os vereadores.

 

O líder que controlar o maior número de vereadores e cabos eleitorais será o vencedor das eleições. Esse é o resumo de toda eleição em nosso município. O prefeito eleito sempre tem maioria na Câmara. Observe que o prefeito Dudy foi exceção e passou perrengue na primeira eleição na Câmara de Vereadores, por não ter o controle da maioria e precisou de um vereador da oposição. Aí começou a deliberada dor de cabeça do gestor e do grupo.

 

Existe uma tese que considera o município uma fazenda: os eleitores são o gado; os vereadores são os vaqueiros e os líderes dos dois grupos são os donos dessas duas grandes fazendas (jacu e macaco).

 

Esse sistema (jacu e macaco) foi crescendo em volume e proporções ao ponto de virar  um monstro tenebroso que vai engolir suas próprias lideranças (quem viver verá). O dinheiro passou a ser o principal alimento e impulsor desse monstrengo (sistema jacu e macaco). O líder Antônio Colonnezi é a primeira vítima. O líder Luiz Carlos Martins será a segunda.

 

Não tem líder de grupo ou fazendeiro de curral de voto que suporte o tranco financeiro do vereador ou vaqueiro do curral de voto para manter o eleitor ou gado que vota reunido e em quantidade indispensável. É muito dinheiro e muito cifrão, na boa conclusão, é muito milhão de um jeito que só grande traficante de cocaína tem de sobra.

 

A Casa da Moeda é o limite. De onde vem o dinheiro? O trabalho honesto não tem condições de vomitá-lo. Consulta médica gratuita já não resolve. Aí os médicos ficaram superados e rejeitados. Os líderes Antônio Colonnezi e Luiz Carlos Martins têm prazo de validade curto.

 

Admita-se que: tem como chamar de MACACO um grupo liderado por Diomário? Tem como chamar de JACU um grupo com Antônio Colonnezi na linha de frente com Luiz Carlos Martins? Essa é a grande fenda que se abre no sistema jacu e macaco. A velha forma de bolo virou panela de pressão e o conteúdo ficou incontrolável.

 

Macaco sem Antônio Colonnezi e jacu sem Luiz Carlos seria o novo paradigma da camada oportunista que aflorou, invadiu a velha fazenda e golpeou seus antigos líderes cortando seus pescoços. O líder Antônio Colonnezi foi quem primeiro percebeu isso e tem a convicção de que não será mais o que foi um dia. A fórmula jacu e macaco esgotou-se.

 

Ah, o ex-deputado Jurandy Oliveira!

 

Se Dudy faz o lançamento para o genro (Oliveira) em campo de bola; o ex-deputado Jurandy Oliveira prefere mesa de sinuca e por tabela lança sua esposa para ficar na boca da caçapa. É muito bom governar Ipirá! Só falta o ex-prefeito Jota Oliveira, com o grupo dos 40 atuando dentro da jacuzada fazer o lançamento para si próprio ou seja bater o escanteio e correr para cabecear.

 

Aí também já seria demais. Você que é leitor(a) desse blog já observou como a vida imita a novela. Tudo isso acontecendo seria Ipirá imitando Itaberaba: Mascarenhas lá e Oliveira cá ou melhor, Mascarenhas ganha lá e Oliveira ganha aqui. Ainda tem quem duvide!