sexta-feira, 6 de março de 2020

É DE ROSCA. (58)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 58 (mês de março 2019)(atraso de um ano) (um por mês)

Sem ter o que fazer, o Matadouro de Ipirá resolveu fazer visitas aos amigos. A primeira casa a ser visitada foi a de seu grande amigo, o prefeito Marcelão. Sendo recebido pela secretária do lar Maria, que abriu o portão e foi dizendo-lhe:

- O prefeito Marcelão não quer falar com ninguém, mas como Vossa Pessoa é amizade das antigas ele vai fazer uma reconsideração e vai trocar umas duas palavras com Vossa Pessoa. Emboramente ele esteja bem guardado no quarto de dormir, depois que apareceu esse tale de Corujão ele tem ficado noite e dia e dia e noite nesse entocamento.

- Sabe lá o que vem pela frente. Corujão soltou mais três áudios - disse o matadouro.

- Êta, que eu não quero nem botá os ouvidos prá escutar o que esse tale Corujão diz! Que Deus do Céu tenha misericórdia e que não nos falte nos momentos de aflição! O que é que esse tale Corujão tá querendo, meu Deus do Céu? Esse tale Corujão tá bem lá por São Paulo, agora fica de lá querendo vir prá cá. Fazer o que por estas bandas? Por que esse tale Corujão pegou essa implicância com o prefeito Marcelão?

- Pelo que ele anda dizendo é por causa das rachadinhas – disse o matadouro.

- Das rachadinha da família do presidente Bolzonaro? – indaga a secretária do lar.

- Não, é das rachadinhas da família do prefeito Marcelão – respondeu o matadouro.

- Esse povo também fica inventando coisa que não deve e adispois só dá nessa confusão toda, isso mim alembra a macacada com a invenção do empresário-laranja na prefeitura, será que não tinha outra cor? Deixa essas coisa pra lá! Que o bom Deus bote sua mão e proteja a todos nós dessa bagaceira que se aproxima. Pode entrar aí no quarto e vá trocar um palavrório com o prefeito Marcelão.

- Dona Maria! Essa gente não inventa nada, apenas copia – complementou o Matadouro de Ipirá, que foi entrando no quarto e dando bom dia ao prefeito Marcelão, que estava embaixo da cama, agarrado a dez espigas gigantes de milho transgênico, para você entender melhor, dez milhões.

- Seu Matadouro de Ipirá! Eu não quero muita conversa e minha palavra é uma só, eu vou inaugurar o Matadouro de Ipirá em abril desse ano e nem que ele não abata um garrote ele vai ser inaugurado, nem que para isso eu tenha que abater Corujão, Canário, galinha, saqué, jacu. Olhe aqui, seu Matadouro de Ipirá! Vá embora daqui, que eu não quero ver sua cara – disse de forma ríspida o prefeito Marcelão.

- Dona Maria, o que está acontecendo com o prefeito Marcelão? Ele está botando us eleitor da jacuzada prá fora. O home é o candidato da jacuzada e não tá nem aí prá jacu; ele escorraçou um bocado de filhote de jacu, ele pisou no pescoço desses filhotes e fica pensando que joga um punhado de milho e a jacuzada vem toda com o rabo entre as pernas, ele tá muito enganado.

- Seu Matadouro de Ipirá! Eu já disse isso a ele, mas ele tem uma cabeça dura e us ouvido tapado, ele pensa que resolve tudo em cima da hora, mas o relógio dele não tem ponteiro.

- Dona Maria! O que eu vou lhe dizer aqui não conte prá ninguém, eu tenho uma impressão que esse prefeito Marcelão é macaco e não gosta de bicho de pena, ele quer acabar com os corujão, com os canário e com os jacus. O melhor cabo eleitoral da macacada é o prefeito Marcelão. Eu vou investigar isso a fundo.

- Investigue mesmo, seu Matadouro de Ipirá! E pode ficar sossegado, porque de minha boca ninguém vai ter o que contar e que Deus do Céu bote a chagas de suas mãos sobre a nossa terra, porque lá isso vai ser preciso.

O Matadouro de Ipirá seguiu sua peregrinação e foi parar na casa do pré-candidato Dydude, que estava sentado numa mala de dinheiro e foi dizendo:

- Isso aqui, é para minha campanha. Nem eu sei quanto tem nessa mala, mas que eu estou com uma disposição monetária para enfrentar essa campanha, isso eu não nego e não abro nem para o trem. Já estou em campanha. Quem estiver com algum problema, pode vir, pode chegar que a gente dá uma solução.

- Ô candidato Dydude! E a solução da vice da macacada já foi apresentada? – indagou o Matadouro de Ipirá.

- Seu matadouro! A solução está na minha mala e a vice eu boto na geladeira. O meu vice é o ex-prefeito Dió. Tem vice melhor do que esse? Não tem. Agora, eu não quero mim meter, nem pensar nesse embrulho. Isso aí, essa decisão eu deixo para o ex-prefeito Dió, que é o pensador do grupo. Tem aí, uma meia dúzia de macaco que não quer ver minha mala na campanha, eu digo pra eles o seguinte: eu não preciso da ajuda deles, eu vou fazer minha campanha com a minha mala, quem vai mandar sou eu e minha mala e não quero palpite deles prá nada, se quiserem assim, que venham, se não quiserem que vão para o ninho da jacuzada.

O Matadouro de Ipirá ficou observando aquela situação e pensou: “dessa vez, esse candidato Dydude não vai fugir dessa parada, nem que ele tenha que jogar fora meia dúzia de mala com bufunfa.” Despediu-se do amigo candidato Dydude e foi para a casa do seu outro amigo o deputado Jura.

- Foi bom você aparecer aqui em minha casa, seu Matadouro de Ipirá! Vossa Pessoa é a única pessoa com quem eu posso trocar confidência nesse momento difícil de minha vida. Meus amigos da macacada são meus verdadeiros inimigos, eles agora, com esse ex-prefeito Dió na linha de frente, estão querendo jogar o governador de Costa contra minha pessoa. Ele que venha, que ele vai ver o que é bom prá tosse! Junta essa comitiva toda de macaco, multiplique por dez, que não vale uma banda de um deputado. O governador de Costa precisa é do deputado Jura e não dessa comitiva de macaco que não vota na Assembléia.

- Mas, deputado Jura! Deixe eu falar também, V. Exa., quer falar sozinho, deixe eu falar duas palavras; parece que V. Exa., virou um pedaço de papel pardo na macacada, nem uma vice indicada por V. Exa., eles aceitam; cuidado, com seu cargo de deputado, que tem gente na macacada, que quer passar a mão nesse cargo.

- Taí macho, uma coisa que eu pago prá ver! Eu tenho meus amigos em nossa terra, eles sabem que podem contar com esse deputado amigo na hora da precisão. A porta da minha casa sempre estará aberta para meus amigos. Os votos que eles tirarem de mim aqui, eu consigo fora daqui. Quanto a isso não tem problema. Agora eu lanço a pré-candidata Dinina e eles rejeitam na truculência, isso eu não aceito. Cadê a pesquisa? Cadê a democracia? Isso aí, não! Isso aí, eu não aceito de jeito nenhum.    

O Matadouro de Ipirá despediu-se do deputado Jura e foi andando para sua casa, com o pensamento na atual situação dessa terra: “o deputado Jura não é menino! Ele sabe que o ex-prefeito Dió quer dá um canto de carroceria nele, quer esvaziar o seu pneu dentro da macacada; sem poder de fogo e sem voz dentro da macacada, o deputado ficará mais fraco do que uma galinha; se hoje, não tem moral para indicar uma vice, imagine um deputado em 2022, aí entra um espertalhão no lugar dele com o apoio do prefeito, do senador e do governador. Olhe, eu não quero nem pensar numa desgraça dessa, depois vão ficar dizendo que sou eu que fico inventando coisa!” O matadouro continuou sua caminhada, mas em sua cabeça martelava uma questão: “dessa vez quem vai dá rabichola e faltar com a palavra nessa nossa querida terra: Corujão, o atual prefeito, a mala, ou o deputado? O bicho vai pegar.”

- Suspense: Veja que situação: a novelinha tá de correria, querendo chegar ao mês de março 20 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa? O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.


domingo, 1 de março de 2020

AS ÁGUAS DE MARÇO


A gestão do prefeito Marcelo Brandão corre contra o tempo. O calendário está apertado. Faltando 10 meses para o fim do mandato, 7 meses para as eleições municipais de 2020, 5 meses para a campanha da reeleição e 3 meses para o impedimento de inaugurar qualquer obra com fins eleitoreiros. É a corrida contra o tempo. São dez meses à espera de um verdadeiro milagre ou de um golpe de sorte.

Uma administração equivocada causa um estrago prejudicial ao município. Uma gestão equivocada e sem transparência provoca uma perda irreparável dentro de seu próprio grupo. É isto que está acontecendo claramente com o prefeito Marcelo Brandão. Qualquer observador mais atento poderá tirar suas próprias conclusões.

Em 2012, o atual prefeito Marcelo Brandão perdeu uma eleição por 49 votos (uma sala de aula); retornou vitorioso em 2016 e representava uma esperança para seus eleitores. Naquele período, o desgaste da macacada era acentuado e o candidato MB venceu uma frente política formada pela macacada, PT e Renova.

O projeto em torno da candidatura MB, naquele período, era robusto, tinha força e energia, ganhou as eleições e fez a maioria na Câmara de Vereadores. A candidatura MB tinha a capacidade de contribuir com a esperança de mudança e tinha respaldo para alavancar e somar votos para as eleições proporcionais junto ao eleitorado.

Foram eleitos 8 vereadores pela jacuzada: Divanilson, Suíta, Eki, Mundinho de Nova Brasília, Mundinho do São Roque, Laelson, André e a vereadora Paula. A menor votação foi de 873 votos. A macacada, que perdeu as eleições, fez 6 vereadores e a menor votação foi 1.200 votos. Quem vence as eleições majoritárias sempre faz a maioria na Câmara de Vereadores, tem sido assim.

Para as Eleições 2020, a conjuntura é outra totalmente diferente. O desgaste do atual prefeito Marcelo Brandão é acentuado e o vereador da jacuzada que tiver alguma dúvida e queira fazer a prova dos oito (vereadores) e nada fora, que indague ao seu próprio eleitor e tire suas conclusões. O prefeito Marcelo Brandão colocou o seu grupo jacu num beco sem saída. A administração do prefeito Marcelo Brandão criou uma situação de corda no pescoço para os oito vereadores do grupo da jacuzada.

O prefeito Marcelo Brandão não está no mesmo patamar de aceitação e popularidade de 2016. Isto está claro e evidente. O prefeito Marcelo Brandão teve um tratamento isonômico para com os oito vereadores da jacuzada? O prefeito Marcelo Brandão olhou e praticou a igualdade com todos os vereadores da jacuzada? Essa pergunta é importante e relevante.

O projeto individual do prefeito Marcelo Brandão não é coletivo e vem causando a deterioração do próprio grupo e está mais fraco do que em 2016. Hoje, o projeto familiar MB causa um prejuízo efetivo, concreto aos eleitores do grupo jacu e, principalmente, aos 8 vereadores da jacuzada, isso será comprovado nas Eleições de outubro 2020.

Se o projeto pessoal do prefeito MB ajudou no passado, hoje os 8 vereadores são prejudicados pela ação administrativa do prefeito Marcelo Brandão que está afundando o grupo e botando o barco na perdição.

Hoje, quem necessita de apoio gigantesco é o prefeito MB, que precisa de uma ajuda extraordinária destes oito vereadores, que terão que vestir a camisa, deixarem o couro e o osso e dar muito sangue para levantar um candidato em queda no precipício.

A lei eleitoral proíbe as coligações para as eleições proporcionais de 2020. O chapão de jacuzada será o ‘chapão de morte’. Na corrida que vai, se perder as eleições, a jacuzada ficará com 6 vereadores do grupo atual. Se a esquerda conseguir dois vereadores, a jacuzada ficará com 5 vereadores.

Quais serão os três vereadores que perderão o mandato? É bem previsível que garantirá sua eleição o vereador que tiver mais de 1.300 votos dentro do chapão dos jacus. Para ter essa quantidade de votos é necessário um gasto elevado de recursos na campanha para vereador.   

Quais serão os três vereadores da jacuzada que perderão o mandato? Juro que não sei, embora que, tenho a certeza que continuarão com os mandatos aqueles que tiveram o apoio, a ajuda e a gratidão do prefeito Marcelo Brandão durante três anos. O que define é justamente o tratamento diferencial e preferencial do prefeito.

A ação personalista e vaidosa do prefeito MB é prejudicial ao conjunto dos vereadores do grupo da jacuzada porque não atrai votos, nem tem simpatia no conjunto da população, refletindo no esvaziamento dos votos no atacado para a jacuzada. Quais são os vereadores que ficarão colados nessa candidatura correndo risco de perder o seu mandato? Quem vai ficar junto de um mandacaru que não dá sombra?

É triste perceber que estes três vereadores em perigo estão presos ao projeto de continuísmo do prefeito Marcelo Brandão que naufraga na Lanterna dos Afogados, abrindo mão do projeto individual de continuar com o mandato de vereador para morrerem abraçados a um prefeito embrulhado num desgaste profundo.

O quadro eleitoral da jacuzada não é nada promissor. A falta de um líder ativo e enérgico para botar ordem na casa é notória. Oito vereadores com a boca cheia de dentes, aberta, escancarada, esperando a morte chegar. Para o prefeito restam dez meses, para o vereador só e somente só, o mês de março. Quem vai tomar uma atitude neste barco à deriva?

A prova cabal que esse governo MB está um caos completo e chegou ao mais baixo nível, ficou patente no bate-boca, via zap zap, do prefeito com Corujão por causa da subtração de dinheiro.

As águas de março costumam ser benevolentes com quem nada com liberdade e sabedoria. Senhores vereadores e pré-candidatos da jacuzada, o perigo está no 1º. de Abril 2020, abram os olhos!  

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

É DE ROSCA. (57)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 57 (mês de fevereiro 2019)(atraso de um ano) (um por mês)

Carnaval de Salvador: 17 milhões de foliões no circuito. O deputado Jura olhou para o Matadouro de Ipirá e fez um breve comentário:

- Seu Matadouro de Ipirá! Eu vou dizer uma coisa prá Vossa Pessoa, se eu tivesse um eleitorado de 17 milhões de votos eu ia tá lá correndo atrás de vice da macacada! Eu lançava a pré-candidata Dinina na cabeça da pule e pagava prá ver a bagaceira.

- Deputado Jura! Eu quero ir prá casa. Eu não sou pipoca prá ficar no sufoco de Salvador, nesse excesso de aglomeração de eleitor de Neto, de Costa e Canário. Eu quero é ir pra terra do macaco e jacu.

- Calma, seu Matadouro de Ipirá! Eu vou te levar prá sua casa, mas antes vamos passar na praia para eu encontrar meus eleitores.

- Deputado Jura! O senhor não descansa um minuto, tá sempre na correria atrás de eleitor e voto; eu por meu lado, eu quero é ir prá casa.

Carnaval de Guarajuba. Uma onda gigante se aproximava da praia e um surfista aproveitava aquela belezura para surfar na crista da onda. O deputado Jura não perdeu tempo e disse:

- Olha lá, na onda gigante, aquele surfista é meu eleitor!

- Aquele lá, surfando na onda gigante é o pré-candidato Dydude.

- É mesmo, vamos lá. Esse Dydude sempre votou em mim prá deputado, lá isso eu reconheço. Agora, que eu sou deputado, eu quero entrar na onda dele com a pré-candidata Dinina e ele tá dizendo que a onda dele é gigante e que não precisa da pré-candidata Dinina. Vê se pode uma idéia dessa? Vê lá se um deputado vai gostar de uma humilhação desse tipo.  

- Oh, deputado Jura! Que grande e boa oportunidade para eu lhe dizer umas duas palavras. Eu estou numa boa na minha onda e a onda é minha e o senador que é bem mais do que um deputado já disse que a onda é minha e o filho do senador, o Ottinho, já disse que sou eu quem vai escolher a vice e minha chapa é Dy na cabeça e Di na vice – falou o pré-candidato Dydude.

- O senador está certo e sabe o que diz. Eu concordo plenamente com essa chapa e apoio a sua candidatura e vamos vencer e dá uma cacetada nessa jacuzada. Essa chapa Dy + Di não perde prá ninguém da jacuzada. Já estou na campanha, vamos votar em Dydude na cabeça e Dinina na vice.

- Alto lá! Não atrapalhe minha onda. Minha chapa é Dydude, que sou eu, na cabeça e a vice será Di com um ó, meu Deus! V. Exa., deputado Jura não quer entender que meu Di tem um O com acento na vice.  Tá claro, Dydude na cabeça e Dió na vice e essa pré-candidata Dinina, pega ela aí macacada prá botar na geladeira, não, num freezer.

- Calma aí, macacada! O que é isso? Eu estou aqui para pregar a paz no carnaval, eu não boto veneno, nem crio intriga, eu só quero ver vocês no bloco Largadinho – disse o Matadouro de Ipirá apaziguando.

- Vamos embora Matadouro de Ipirá. Isso não vai ficar de graça. Esse senador não tem mais prestígio do que eu em minha terra, ele pode mandar em Rui Barbosa, aqui em minha terra, deputado Jura tem serviço prestado e voto. Vamos passar no Conde, seu Matadouro de Ipirá.

Carnaval no Conde. Na beira da praia, esperando uma onda, quando foi avistado pelo Matadouro de Ipirá, que gritou sem aflição:

- Deputado Jura, olha quem está ali na beira da praia, o prefeito Marcelão!      

- É verdade! Esse aí nunca votou em mim prá deputado. Como vai prefeito Marcelão? Só de boa aí esperando uma marolinha para molhar os pés, não é prefeito Marcelão?

- É isso deputado! Eu quero comprar uma prancha de dez milhões de reais para pegar uma onda gigante, ai eu vou pra cima, vou botar pra correr até o surfista Medina. Deputado Jura! Eu vou fazer uma obra em nossa terra, que a eleição vai ficar uma moleza.

- Prefeito Marcelão! Aqui no Conde não tem onda gigante e por enquanto V. Exa., está surfando numa marolinha, mas vamos fazer um acerto se essa obra não sair a cabeça fica com a pré-candidata Dinina e V.Exa vai de marolinha na vice.  

- Deputado Jura! Vou telefonar e fazer uma conexão com o Conexão da FM: “Alô Conexão, preste bem atenção povo da minha terra! A macacada em doze anos na prefeitura fez a orla de Ipirá e eu, como representante da jacuzada, vou levar uma praia para beira da orla. Com a realização dessa obra eu vou ser um candidato imbatível se a minha vice for a pré-candidata Dinina.”

O deputado Jura acrescentou “Você está certo.” Ao mesmo tempo, uma voz entrou no ar: “BOM DIA! Aqui é Corujão, estou chegando aí no Carnaval e quero receber meu dinheiro!” Êta que o prefeito Marcelão emburacou dentro de casa e ninguém viu mais o prefeito.

- Vamos seu Matadouro de Ipirá, vamos para o carnaval de Ipirá – disse o deputado Jura.

Carnaval em Ipirá. O deputado Jura passou pela avenida principal, que estava sem o prometido asfalto. Todo o comércio fechado. A cidade vazia e parada por três dias de carnaval. Quando o deputado Jura chegou à Praça da Bandeira, o Matadouro de Ipirá apontou:

- Olha ali, deputado Jura! É o bloco do professor Zé Miraldo que tá brocando na cidade.

O Bloco do professor ocupava a praça com um paredão, que estava em frente ao bar de Zé Antônio e o povo ocupava o espaço até em frente ao Banco do Brasil. Tinha uma pequena multidão. O deputado Jura olhou e observou: “Essa terra já pega um carnaval para desentupir o carnaval da capital. Se a pré-candidata Dinina for prefeita dessa terra, isso vai acontecer.”  

Suspense: Veja que situação: a novelinha tá de correria, querendo chegar ao mês de março 20 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa? O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

É DE ROSCA. (56)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 56 (mês de janeiro 2019)(atraso de um ano e 1 meses) (um por mês)

O Matadouro de Ipirá estava tranqüilo, quando apareceu uma Hilux em sua porta e ele ouviu o convite:
- Seu Matadouro de Ipirá! Entre aqui e vamos para uma reunião ali no gabinete.

O Matadouro de Ipirá não pensou duas vezes e emburacou no carro. Quando o carro estava no povoado do Pau Ferro, o Matadouro indagou:
- Nós estamos no Pau Ferro, já passamos da prefeitura e do gabinete do prefeito Marcelão.

- Isso é um sequestro e fique calado senão vai ser pior para você.

Agora, leitor e seguidor dessa novelinha, pense num pripocó na cidade, quando esse sequestro tornou-se um conhecimento público, dizia alguém: “a polícia divulgou a placa da Hilux, é DUD 55 PR” outros diziam: “o sequestrador é um empresário de Irecê” e a maior pergunta: “quem vai pagar o resgate?” Alguém respondia com a maior certeza: “é o prefeito Marcelão” uma nova pergunta: “e onde está o prefeito Marcelão, que ninguém vê?” A resposta vinha em seguida: “o prefeito Marcelão está entocado embaixo da cama, com medo de um corujão!”

Levaram o matadouro para o cativeiro. Um local sofisticado e luxuoso na capital baiana. Logo na entrada, o matadouro observou uma placa “Manda quem pode, obedece quem tem juízo.” Era o gabinete do deputado Jura, que veio receber a comitiva:

- Que grande surpresa! O que é que traz ao meu gabinete uma comitiva tão representativa da macacada da minha terra? Depois que eu consegui o asfalto, eu tenho o reconhecimento de minha força junto ao governador, até do matadouro.

- Deputado Jura! Estamos aqui para uma partida de sinuca – disse uma liderança.

Logo no início da partida, armaram uma sinuca de bico que deixou o deputado Jura sem lenço e sem documento, quando ele ouviu: “diga agora, deputado Jura! Quem é seu candidato a prefeito?” O deputado Jura sapateou, passou o lenço no rosto para a retirada do suor e foi dizendo:

- Bem! Nosso grupo tem boas candidaturas para vencer essas eleições, a candidatura da pré-candidata Dinina é um excelente nome. Meus amigos! Vamos mudar de conversa e vamos jogar o jogo do balanço do caminhão.

- Não vamos mudar de conversa coisa nenhuma! Vamos mudar de jogo, mas a pergunta é uma só: quem é seu candidato a prefeito? – indagou uma liderança.

Deram um canto de carroceria no deputado Jura, que no aperto e sem saída, voltou a falar:

- Bem! O que eu queria dizer aos amigos da macacada é que a candidatura que eu defendo dentro de nosso grupo da macacada é a candidatura de Di.

O deputado Jura foi interrompido pela liderança-mor que foi dizendo:

- Não gagueje deputado Jura, quem é o seu candidato a prefeito? E vamos para um novo jogo, agora é o xadrez.

- É isso que eu ia dizer, eu já estava no Di, quando fui interrompido, mas retornando onde eu fui interrompido, justamente no Di, e agora eu vou dizer para os amigos macacos, com toda a minha fidelidade que a candidatura que eu apoio é Dy...

O deputado Jura não conseguia pronunciar a palavra e estava diante de um cheque-mate no xadrez colocado pelo ex-prefeito Dió, que não dizia uma palavra, mas não tirava os olhos da boca do deputado Jura, que tinha os olhos na direção da placa: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo.” O deputado Jura complementou:

- Como eu estava dizendo, a candidatura que tem o meu apoio no nosso grupo da macacada é a candidatura do pré-candidato Dydudi, que é um jovem empresário e nós vamos derrotar aquela jacuzada. Agora, definitivamente, a vice é Dinina?

O ex-prefeito e grande liderança Dió não deu uma palavra, mas passou um rabo de olho e um vereador alcançado pela mensagem, deu um pinote e foi dizendo:

- Não, nada disso! A vice é para alguém da jacuzada que é para a gente bater o martelo.

O deputado Jura encurralado no canto do curral, em seu melhor momento como deputado, quando tinha conseguido a sua primeira obra, o tão falado e esperado asfalto, para o seu município, depois de dez mandatos, e com o apoio e cobrança de uma pré-candidata que estava ao seu lado em todos os momentos difíceis e aprazíveis e, seu prestígio dentro do grupo dos macacos era tão pequeno que nem a vice ele tinha o direito de indicar na chapa.

- Deputado Jura! Agora que estamos conversado, seu vídeo vai viralizar na rede, fique com esse matadouro aí no seu gabinete até o mês de abril, que é quando o prefeito Marcelão tá dizendo que vai inaugurá-lo; não se preocupe não, que ele é obediente – falou um grande líder.

O Matadouro de Ipirá ficou numa situação difícil; estava sequestrado e sendo obrigado a assistir a uma reunião da macacada, onde ele observou que o deputado Jura era figura decorativa e tinha apito surdo dentro do grupo da macacada, onde era minoria. O deputado Jura olhou para o matadouro e disse:

- Seu Matadouro de Ipirá! Eles mim colocaram na parede, eu não esperava que meus amigos macacos fizessem isso comigo e eu falei o que não queria falar. E agora eu faço o quê?

O Matadouro de Ipirá como bom conselheiro foi dizendo:

- Suspenda o pedido do asfalto e jogue o jogo que V. Exa. sabe jogar, o jogo da política; V. Exa. é um cracaço nesse jogo e deve saber que no time que o ex-prefeito Dió for treinador, V. Exa. não senta nem no banco de reservas.

- Obrigado, seu matadouro! Agora, guarde segredo dessa nossa conversa, não comente para ninguém, que isso não vai ficar desse jeito, não vai não. Ô secretário! Faça-me um favor, vire esse quadro do ‘Manda quem pode...’ para a parede.  
    
Suspense: Veja que situação: a novelinha tá de correria, querendo chegar ao mês de março 20 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa? O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

FLUXOGRAMA MATA A COBRA E MOSTRA O PAU



Faz três anos que a bomba de um poço artesiano no povoado Umburanas, no município de Ipirá, não funciona. O ex-administrador Chiquinho vem cobrando insistentemente ao poder municipal e nenhuma ação foi tomada no sentido de solucionar o problema.

O problema que é sério e crucial para a comunidade não está tendo uma atenção responsável da prefeitura municipal, que prefere a chacota ao enfrentamento da questão.

“Ora, levou doze anos sem funcionar e ele nunca cobrou!” ou mesmo “este ano, no choque de obras da nossa administração consta dois poços artesianos para o povoado Umburanas” ou “isso não está no nosso programa de governo.”

Não é dessa forma que se resolve os problemas da comunidade, afinal de contas, não é brincadeira, são necessidades reais da população. O administrador Marcelo Brandão não realiza o que o povo precisa. É uma tristeza.

FLUXOGRAMA não mente, não inventa, nem cria invencionices, tem por base, exclusivamente, o programa de governo do atual gestor. Suas promessas de campanha, que estão registradas no livrinho da campanha.

São dezenove promessas. Quantas o prefeito Marcelo Brandão cumpriu? O prefeito realiza o que diz?
1.   Criação do Sopão, em nossa terra. A Secretaria de Desenvolvimento Social vai criar um espaço em região central da cidade e lá instalar o Sopão, com muito asseio, qualidade e sabor.        
     è(E aí. Vamos tomar o sopão do prefeito?)

2.   Construiremos um grande açude nas proximidades da sede do município, para criatório de peixes de qualidade. Ficará garantido às cadastradas o acesso a pesca, diária e regulada, e o sustento da família.
         è (Seu cadastro está em dia?)

3.   Instalar ao longo do governo em todas as localidades do interior um Módulo de Lazer, que serão construídos de uma quadra poliesportiva e um parque de diversões, o que dará opção de entretenimento ao cidadão.
    è(Em qual localidade isso foi feito?)

4.   Será construído o Parque da Cidade, com pistas de corrida, praça de malhação, quiosques com produtos naturais e saudáveis, área de lazer e parque infantil, para garantir o lazer e malhação com tranqüilidade. 
  è(Onde fica?)

5.   Terá destaque o Caminho da Caboronga. Embelezar todo o trajeto até aquela fonte, tornando aprazível o passeio. No percurso será montado um espaço para piquenique, com mesas e bancos sob o verde da mata, e mais um posto mantido pelo poder público com um profissional permanente para prestar primeiros socorros e informações turísticas. 
   è(Essa é de tirar o sono!)

6.   O Monte Alto, será objeto de requalificação com vistas ao lazer e ao turismo, o que vai aumentar as opções no município.
è(Sem comentários)

7.   Construiremos na Praça Roberto Cintra, a Concha Acústica de Ipirá. O espaço terá capacidade para cerca de mil pessoas e será palco para a música, oteatro, o folclore, enfim, a cultura e a arte.
è(Os moradores da Praça da Bandeira agradecem ao prefeito por não realizar essa obra)

8.   Central de Merendas. 
è(Onde funciona?)

9.   O estádio municipal José Luiz dos Santos terá manutenção continua e será iluminado com refletores, cujos postes serão removidos para uma área quenão prejudique o jogo e a visão do campo. 
 è(Esses quatro postes foram tão bem fincados pela macacada, que nem Satanás tira)

10.                    Criaremos imediatamente uma bem estruturada Feira de Animais em Ipirá.
è(Hoje está pior do que a mudança feita pela macacada para o Parque de Exposição)

11.                    Reformulação do trânsito, com acompanhamento de profissional habilitado.
è(Aconteceu realmente?)

12.                    Colocar à disposição da comunidade, já a partir dos primeiros dias do próximo governo, dois ônibus que farão linhas circulares na sede do município, totalmente gratuito.
è(O povo que espere!)

13.                    Construiremos ao longo do governo e em áreas estrategicamente planejadas 06 (seis) açudes de grande porte.
è(Fez quantos?)

14.                    Estudos para alcançarmos a perenização do Rio do Peixe.
è(A água continua indo para o mar)

15.                    É compromisso da nova administração a aquisição de um ônibus para a instalação do Ipirá Bus Couro. Esse veículo, em parceria com uma agência de viagem em Salvador, vai transportar diariamente comerciantes varegistas da área de artefatos de couro, da capital baiana para visitação e compras às fábricas de tais artefatos em Ipirá. 
è(Pense numa conversa mole!)

16.                    Tornaremos viável através de empresas privadas da área de engenharia e pavimentação o Projeto Estradas. Esse projeto visará reconstruir toda malha rodoviária do município. 
è(Só conversa)

17.                     Fazendo o saneamento básico e pavimentação de todas as pequenas ruas, vielas e becos desta cidade, com recursos próprios, dada a urgência do serviço, dentro do projeto Viver Bem. 
è(Pega na mentira)

18.                    O programa Morar Melhor. O programa prevê a reforma básica dos imóveis residenciais de pessoas carentes, cuidados elementares de higiene com a construção de sanitários. O Morar melhor vem acompanhado, quando necessário, do projeto ”Tá Rebocado”, que vai garantir o reboco das paredes dos imóveis.
è(Tá rebocado, piripicado que ele não fez isso)

19.                     A nossa administração criará o núcleo de transporte de pacientes, com acompanhamento de auxiliares de enfermagem, para centralizar a saída de veículos.
è(Ele fez isso?) Na sua contagem, das 19 ações ele fez quantas?

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

É DE ROSCA. (55)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 55 (mês de dezembro 2018)(atraso de um ano e 2 meses) (um por mês)

O prefeito Marcelão estava concentrado em seu gabinete. Estava de olho em dez espigas gigantes de milho transgênico, com 1 metro de comprimento cada uma e colocadas em cima da mesa em sua frente. O prefeito Marcelão olhava para aqueles dez milhões e imaginava: “Ai se eu te pego!”; os dez milhões colocou os olhos nos olhos do prefeito e pensou: “Assim você mim mata”; o prefeito completou: “Se eu te pegar, eu vou botar o candidato Dydudy prá correr.”

Neste exato momento, entrou alguém apressado em seu gabinete e esbaforido deu uma triste notícia:

- Prefeito Marcelão! O Matadouro de Ipirá está atolado no asfalto da Praça da Bandeira e vai morrer se não tiver socorro.

- Tenha calma! Mim diga com precisão: é no meu asfalto de prefeito ou no asfalto do deputado Jura? Eu preciso saber disso, mas vamos lá.

O prefeito chegou rápido ao local do atoleiro no asfalto. Esse asfalto nem tinha começado a ser feito e já estava dando o maior burburinho na cidade. “O centro da cidade vai virar a maior confusão por causa do asfalto conseguido pelo prefeito e pelo deputado, a população tem que ter paciência!” Mas, uma pergunta não quer calar: “Quem conseguiu o asfalto foi o prefeito Marcelão ou o deputado Jura?” Essa dúvida machadiana martelava na cabeça das pessoas, sem uma resposta precisa.

O prefeito Marcelão observava a situação, quando seu celular tocou: “Prefeito Marcelão! Aqui é o candidato Dydudy. Não dê o alvará para o asfalto no centro da cidade. Aqui, nessa cidade, só tem jacu e macaco e sempre foi assim, um pede e o outro despede; um consegue e o outro desconsegue; e como sempre não vem nada para o município; sempre foi assim e assim será.”

Solicitado pelo prefeito, o candidato Dydudy compareceu ao local da confusão na Praça da Bandeira. O prefeito Marcelão foi indagando:

- Candidato Dydudy o que está acontecendo?

- Prefeito Marcelão! Eu sou candidato porque essa eleição está mais mole do que papa d’água com farinha seca pra menino cagão. O problema é que o deputado Jura fez um vídeo com o vice-governador sem a minha presença, nem a dos líderes Dió e Toinho, isso é uma grande sacanagem com o nosso grupo, por isso não dê o alvará do asfalto.

- Candidato Dydudy! Você tem muito que aprender na política. Vai vencer essas eleições quem asfaltar o centro da cidade, isso é um fato impactante. Eu consegui 4 km de asfalto com recursos próprios e o deputado Jura conseguiu 1 km de asfalto com o vice-governador e o deputado Jura não dá prego sem estopa, ele não vai asfaltar uma rua de graça, ele vai querer indicar a candidatura do seu grupo, porque ele sabe que essa obra tem impacto na população. Por isso você não saiu na foto.       

- Você disse uma verdade, prefeito Marcelão! Eu comparo o deputado Jura ao meu Vitória, que tem a camisa lisa, não tem um título nacional e o deputado não tem uma obra nessa terra, só tem uma dúzia de cabide de emprego no Ciretran e Núcleo, agora vem pra cá atrapalhar e melar a candidatura do grupo para prefeito com esse asfalto. Não assine esse alvará, prefeito Marcelão.

- É candidato Dydudy, imagine a situação! O deputado Jura colocou o vídeo do asfalto; eu na qualidade de melhor prefeito dessa terra coloquei o áudio do asfalto e o PT tá dizendo de boca que o asfalto foi um pedido deles. Durma com um barulho desse. A sua candidatura não está no vídeo, nem no áudio, nem na boca, sinceramente, eu não entendo como você quer ganhar essa eleição. Corra enquanto é tempo.

- Prefeito Marcelão! Eu não corro nem de assombração medonha que venha atrás de mim. Há muito tempo já estou separando muito real numa poupança para a campanha, não quero ajuda de ninguém; vou governar do jeito que eu quero e pode vim quente que eu estou fervendo. Passe bem!

- Ôxe! O que foi que deu nesse candidato Dydudy? Eu não perguntei nada e ele dá um pinote desse jeito. Olha aí minha cara de preocupado com a candidatura do grupo deles!

Neste exato momento, aparece o deputado Jura na confusão do asfalto do centro da cidade. Abraçando todo mundo e comentando alegremente: “Esse asfalto ficou muito bonito, deu uma cara de progresso para nossa terra; é a modernidade chegando à nossa terra. Eu vou dizer uma coisa aqui pra vocês, se não fosse a perseverança e a determinação da candidata Dinina eu não tinha conseguido esse asfalto. Essa candidata Dinina merece uma chance para administrar esse município, espero que o nosso grupo entenda a força dessa candidata.”

O prefeito Marcelão continuava com aquela ‘cara de preocupado’ com a candidatura do grupo adversário, olhou nos olhos do Matadouro de Ipirá e foi dizendo:

- Seu Matadouro de Ipirá! Vossa Pessoa está atolado, se vire nos trinta, porque em abril Vossa Pessoa vai funcionar de qualquer jeito e isso é palavra de prefeito e digo mais, vou fazer uma pesquisa e se eu não estiver bem na fita eu vou apoiar quem trouxe o asfalto para o centro da cidade.

O Matadouro de Ipirá estava atolado, arrombado, lascado e o pior, sendo obrigado a ouvir esse mi-mi-mi de betume que atola o município e a população comendo H da fajutice do jacu e macaco.   
  
Suspense: Veja que situação: a novelinha tá de correria, querendo chegar ao mês de março 20 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa? O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.