sexta-feira, 26 de julho de 2013

AQUELE ABRAÇO!

 
“Atendendo a um pedido do padre Marcos Ferrari e de pessoas da comunidade, o prefeito Ademildo Almeida decidiu solicitar à Secretaria de Administração do Estado da Bahia a realização de nova visita técnica para definir a localização do Ponto Cidadão de Ipirá. Na próxima semana uma equipe do SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) estará na cidade para vistoriar dois imóveis indicados pela Prefeitura.” Texto extraído da nota oficial da prefeitura.

O prefeito agiu com “bom senso” ao atender à solicitação de um conjunto de pessoas da comunidade. Ipirá não é uma exclusividade de poucos, por isso tem sofrido e estagnado com esse controle e administração das oligarquias locais. Impera a vontade e o capricho pessoal. O prefeito mostrou-se flexível, não seria aquela postura marrenta que traduziria a melhor solução.

É preciso que se perceba que o centro de Ipirá está caminhando para ficar obstruído por um trânsito desordenado e atrapalhado. Urge uma solução imediata. E aquele Mercado de Arte? Como cairia como uma luva um Ponto Cidadão naquele recinto superado quanto à finalidade proposta. E a feira do dia de quarta-feira no Centro de Abastecimento que está em crise, depois de uma hora da tarde não tem mais feira. Aquele setor precisa urgentemente de algo que reative aquela área da cidade que está praticamente sem movimento durante a semana. Dentro dos critérios para a instalação do Ponto Cidadão, um que deve ser levado em conta é a necessidade de fomentar em áreas periféricas meios de sobrevivência e desenvolvimento.

É necessário que os administradores ouçam os reclames das ruas. Coisa que a administração do prefeito Diomário deu pouca atenção, principalmente, devido a sua principal marca: a concentração de poder. Só dava ouvidos para dois ou três gatos pingados. Era um puxa das oligarquias. Por isso fez muita lambança.

Uma de suas monumentais lambanças foi quando mudou o nome da Praça da Bandeira. Naquele tempo, ele era puxa da família Martins e bajulava o chefe Delorme Martins, assim sendo, era uma babação que não tinha tamanho, e como serviçal baboso trocou o nome da Praça da Bandeira para agradar ao chefe maior. Por ironia da vida, brigou com o chefe e caiu no colo da outra oligarquia.

Diomário virou prefeito e durante seu mandato, o antigo chefe, cantado e decantado, faleceu, e o antigo apaniguado, que era prefeito, não fez uma única homenagem ao antigo chefe, que ele tanto idolatrava como a maior liderança desta terra. Não colocou o nome nem em uma viela. Mudou o nome da praça quando não deveria fazê-lo. Mostrou um caráter bajulatório. Quando devia ter feito uma homenagem ao antigo chefe não o fez. Não tinha mais porque bajular. O prefeito Ademildo acertou em não ferir a Praça da Bandeira.

terça-feira, 16 de julho de 2013

NA PRAÇA, NÃO!


Está escrito no FAX: “Atende aos pré-requisitos para a instalação do Ponto Cidadão é o imóvel onde funciona a brinquedoteca” assinado: Renata Miranda Savoy – Diretora de Gestão e Qualidade / SAC.

O prefeito Ademildo quer porque quer, na praça, bem antes mesmo da definição do SAC. Por que digo isso? Simples, o próprio FAX, em outro enunciado, expõe isso nas entrelinhas: “para a vista técnica realizada pelos arquitetos do SAC foram apresentados a Brinquedoteca e o Sinebahia.” Isso diz tudo, não apresentaram as outras opções, assim sendo, só poderia ser Chico ou Francisco, ou melhor esclarecendo, na Praça da Bandeira. Observe que esperteza. Nada mais óbvio. Na própria escolha do SAC prevaleceu a vontade e o desejo de quem assim queria e desejava que assim fosse, na Praça.

O governo municipal fez uma Audiência Pública, pois precisava e necessitava dar uma feição popular à escolha do local. Jogo de cena. A Audiência foi montada com a participação de funcionários e comissionados da Prefeitura Municipal de Ipirá. A Audiência Pública foi realizada após a vistoria técnica nos dois pontos apresentados, assim sendo, não definiu a escolha do local coisa nenhuma, este já estava decidido e sacramentado à priori pela vontade de quem queria na Praça e pelos arquitetos que aprovaram a brinquedoteca.

A Audiência Pública não tinha NADA a decidir, o local para a instalação já estava previamente definido pelo poder municipal e pelo SAC, queriam simplesmente homologá-lo e passar a imagem de que a escolha do Ponto Cidadão na Praça da Bandeira tinha sido democrática e popular. A coisa virou farsa. Pura farsa.

Questionado, o governo municipal lançou um ABAIXO-ASSINADO oficial na tentativa de legitimar e dar significado a uma Audiência Pública viciada, manipulada e montada para dar como resultado uma definição pré-estabelecida por uma vontade imperativa. Os participantes da Audiência Pública não estavam escolhendo uma opção, mas referendando uma escolha prévia e para tal estava montado o circo e o poder de decisão dos participantes era inócuo e fantasioso.  O ABAIXO-ASSINADO oficial tornou-se a negação e a descaracterização da Audiência Pública que teve uma decisão tão encomendada, usando e utilizando funcionários como massa de manobra que envergonhou o gestor público. Daí deve teve nascido a idéia do ABAIXO-ASSINADO do prefeito.

Sem correspondência popular o apelo feito para que as pessoas assinem o ABAIXO-ASSINADO do prefeito é o mais vergonhoso possível: “se não for na Praça o SAC não vem.” Paciência, prefeito Ademildo! O governo do Estado é petista. Se isso acontecer V.Exa. está demonstrando que o prestígio do prefeito junto ao governo Wagner é questionável; mais ainda, que o alinhamento prefeito, governador e presidente é uma falácia que não corresponde ao que é propagado. Se isso acontecer, significa que temos um gestor que carece de determinação e de firmeza na defesa dos interesses do povo ipiraense.

A Praça tem que receber um olhar humano que identifique no espaço a racionalidade  que favoreça bem mais a contornos da inteligência humana que ao utilitarismo. O prefeito tem lá seus interesses que o leva a tesar contra setores populares que, também, querem ver o bem de Ipirá. Talvez eu não tenha mais nada a dizer, mas gostaria de apropriar-me de um comentário e plagiar um amigo que disse: “o prefeito Ademildo tem que dá muitas voltas para encontrar a si próprio, ou para encontrar o que quer encontrar.”


quinta-feira, 11 de julho de 2013

O MAIOR MICO ...


Eu estava em casa, quando chegou um amigo, ligado à jacuzada, estando ele muito esbaforido, foi gritando: “Oh, Agildo!” Ele entrou avexado e falando rápido, foi dizendo: “Escreva aí, no dia 10 vai acontecer uma bomba em Ipirá que a cidade vai tremer. Do dia dez não passa. A pessoa que me falou, garantiu e mandou eu apostar o que eu tiver, porque o Fórum vai decidir os processos contra a prefeita.”

Eu fiquei com aquilo martelando na minha cabeça: “Dia 10 de julho é o Dia D”. Até que chegou o dia 10, o dia esperado, e logo pela manhã tudo dentro da normalidade, nada fora dos conformes.  Seria mais um dia de leseira e paradeiro na cidade, se não fosse longínquo pipocar de foguetes; um distante pipocar de foguetes que vai aumentando o barulho à medida que se aproxima do local em que eu estava. Corri para a Avenida: “que diabo é aquilo que vem lá?”

O barulho de foguetes estrondava e balançava a Avenida. Vinha um congregado subindo a César Cabral. Um carro de som à frente, a música de Roberto Carlos sobressaia-se “Só pode ser Jesus”, logo atrás, muitas motos e bandeiras brancas, conseguí visualizar os nomes garrafais escritos nas bandeiras: “CHAPADA” , automaticamente, fiz uma analogia, raciocinando rápido: “Chapada, só pode ser CONEXÃO CHAPADA” e falei alto: “CONEXÃO CHAPADA! só pode ser Marcelo Brandão”. As pessoas ao lado pararam espantadas e eu ciente da certeza transmitida pelo que eu via, ainda disse: “Foi Marcelo Brandão que tomou a prefeitura.”

Tome-lhe pipocar de foguetes: “Pô! Pô! Pôpopo!”, a música de Roberto Carlos vinha estridente: “essa luz, só pode ser você”. Passava carro, passava moto; passava carro, passava moto; mais bandeira; coloquei os óculos, enxerguei o nome com letras menores: “da Sorte”. Parei na real, o nome Chapada não tinha conexão, conectava com “da Sorte”, era “Chapada da Sorte”.

Procurei as pessoas ao meu lado, tinham descido pela avenida e eu fiquei pensando: “Que mico! Desse jeito, as pessoas vão pensar que o Dia D foi o dia que Marcelo Brandão virou prefeito tirando um macaco do poder na tora”, continuei pensando: “Que mico! Que fora da desgraça foi esse que eu dei!” e continuei pensando: “Imagine que Marcelo Brandão foi derrubar um macaco na prefeitura, chegando lá encontrou um mico, ficou com pena e deixou o bichinho lá!”. Isso não virou um mico porque eu não falei com ninguém, agora o que eu quero ver é meu amigo para ele destrinchar a sua conversa, porque sobre a bomba do dia 10 de Julho, eu não entendi nada.

O dia 10 de Julho ainda não estava perdido. Lá vem outro desfile, dessa vez, da prefeitura de Ipirá. Mico é um troço desse! Colocar duas máquinas para desfilar pela cidade com uma faixa de promoção da grande, exclusiva e inusitada conquista. Parece que estava escrito mais ou menos assim, é que passou tão rápido que não deu tempo de copiar: “Máquinas conseguidas devido ao prestígio do prefeito Ademildo, à parceria e ao alinhamento político com o governador Jaques Wagner e com a presidenta Dilma”.

Vários municípios da Bahia receberam essas máquinas, alguns mais de duas. Até adversários políticos fizeram jus ao pleito ou ao presente. O exemplo dá para tirarmos algumas conclusões, uma delas, deixa claro, que o município de Ipirá está bem distante da agenda de obras dos governos estadual e federal no quesito obras relevantes e importantes, estamos situados na esfera de programas assistencialistas, de pequeno vulto, mas com forte apelo eleitoral. Até então, nada que signifique impulso para o desenvolvimento vigoroso e determinante do município, mas, simplesmente, manutenção em um patamar de nível de subsistência sem sair do reino da necessidade.
Que transformem a promessa em obra: saneamento básico; UTI; SAMU; Fábrica de carro; asfalto; SAC; faculdade; Escola Técnica Federal; matadouro; parque de vendas de animais.

O Ipirá da nova gestão é um verdadeiro mico. Vive entre a verdade e o que causa indiscrição irrefletida ou a indignação consentida. Soube, não sei se é verdade ou indiscrição, que a prefeitura comprou terreno a 20 mil reais a tarefa; da mesma forma, soube que a prefeitura perdeu 200 km de asfalto por não ter quem soubesse fazer um projeto. Como é que se vai acreditar numa zorra dessa?

Não soube, eu vi um abaixo assinado da prefeitura para o PONTO CIDADÃO ser na Praça da Bandeira, e anexo, consta um fax de uma “gerente de assunto não sei de que”, “nem pra que”, toda-poderosa, que determina que tem que ser na praça. Uma pessoa que não mora em Ipirá, não conhece os problemas desta cidade, não vivencia dessa realidade, no entanto, vem impor o que ela acha, sem levar em conta aspectos sociais, culturais, econômicos, históricos, tradicionais, estruturais de nossa cidade. E o pior, parece que o prefeito se curva e acata de forma submissa os desígnios dessa gerente.
 
Essa imposição poderá ser o grande mico do gestor atual. Um conhecido perguntando a um vereador como ia o prefeito da cidade, ouviu um solene argumento de que: “o gestor estava aprendendo a administrar; no início, ele mostrava-se marrudo e marrento, mas agora ele estava mais manso e cordato”. Não é fácil modelar um macaco; tarefa boa para uma gerente e vereadores. Esse será o maior mico de Ipirá.

sábado, 6 de julho de 2013

COBRA ENGOLINDO O PRÓPRIO RABO.


A administração do município de Ipirá está no terceiro mandado contínuo nas mãos da macacada. Continuidade e condenação da gestão antecessora do ex-prefeito Diomário. O primeiro fato foi a condenação sem pena nem piedade do grande e belo palco da Praça do Mercado que era o orgulho do ex-prefeito Diomário. O novo administrador passou o xis naquela porcaria e mostrou que aquilo foi dinheiro do povo jogado fora.

Eu tenho a impressão que na “ordem do dia” da nova gestão deve constar a necessidade de eliminar tudo “mal feito” nesta terra, pelo ex-prefeito Diomário. Não sei até onde isso tem fundamento. Mas a brinquedoteca da Praça da Bandeira e á segunda da lista para cair no pau. O gestor Ademildo invocou que aquilo ali tem que acabar para ele colocar um Ponto para tirar documentação. No lugar de criança brincando na praça teremos a fila para documento começando às cinco da manhã e rodeada de subempregados tocando barraquinhas para defender um trocado. Essa pode ser uma visão do futuro. Do futurismo de Ipirá.

Na mesma Praça da Bandeira, quando da reforma de 1 milhão de reais, o ex-prefeito Diomário colocou poucos bancos de madeira de péssima qualidade e inferiores aos que existiam e eram de cimento. Não deu outra, o vandalismo arrancou alguns bancos e a nova administração nem tchum. A praça está ficando sem bancos.

Coisa para dar fim na praça é o que não falta: passeio Copacabana; tanque infestado de mosquito da dengue; o Maconhodromo, um coreto atrás de outro coreto; o Mijador mal localizado, de péssimo gosto, um obtuso escolho em plena praça; postes esquisitos com luminárias ridículas; meio-fio de cimento; falta de acessibilidade; canteiro de terra batida; garagem de caminhões. Tem muito para o novo gestor desmanchar, inclusive se aquela idéia brilhante de que a Praça da Bandeira é perigosa para crianças pela possibilidade de assalto à bancos, só resta dá adeus à creche. Esse é o Ipirá deixado de herança, uma herança perversa e maldita, pelo ex-prefeito Diomário.

Muito diferente do Ipirá do prefeito atual, onde o cidadão sai cedo de “SUA CASA MINHA VIDA” entregue só Deus sabe porque e quando, enfrenta a fila para tirar documentos no PONTO CIDADÃO no fundo da igreja, depois pega o TRANSPORTE COLETIVO PÚBLICO licenciado e  bem licenciado na prefeitura, deslizando nas ruas da cidade  com o ASFALTAMENTO novinho em folha, cheirando a leite, mas sem sentir mal cheiro de esgoto devido ao SANEAMENTO URBANO de 32 milhões de reais que foi feito na cidade, passando pela Praça São José e enxergado uma espetacular e moderna BRINQUEDOTECA no meio daquela praça para o deleite e a algazarra infernal da meninada para encher a paciência das parturientes da Clínica Santa Helena e tudo isso para ir trabalhar na FÁBRICA DE CARRO ELÉTRICO.

Alegre e satisfeito por ter uma quentinha recheada de carne de boi abatido no MATADOURO DE IPIRÁ, se tiver alguma congestão será imediatamente levado, sem demora, pela SAMU para o Hospital de Ipirá e se o caso tiver gravidade para a UTI desse mesmo hospital (que Deus o livre e guarde), onde uma equipe de médicos e enfermeiras do CETEP estará a sua disposição (que Deus o tenha com saúde plena) e estará salvo de qualquer ineficiência desse sistema de saúde pública nacional (não é o caso daqui de Ipirá) e, depois, ainda ter condições de escolher a universidade que porventura queira freqüentar: a ABERTA DO RECÔNCAVO, a da CHAPADA, ou a da UNEB e depois disso ainda ter a CASA DOS ESTUDANTES em Salvador sofredora da maior reforma já vista e imaginada. Isso é a Ipirá Virtual do novo gestor que não cansa de inaugurar obras. Tudo muito bonito e bem falado, alias, pensando bem “ tudo de boca”, porque a nova gestão ainda está num beco sem saída, no beco da Palhocinha.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

6 MESES – 15 DIAS + (X + Y) + PT = PREFEITO ADEMILDO.



“Em uma decisão democrática, ficou definido na manhã dessa terça-feira (18/06), que o Ponto Cidadão de Ipirá vai mesmo ser instalado na praça Roberto Cintra (antiga praça da Bandeira).” Afirma a nota da prefeitura.
 
“O prefeito decidiu abrir votação entre as pessoas presentes à Câmara de Vereadores. Por maioria absoluta a decisão de instalar o equipamento na praça foi mantida.” Continua a nota da prefeitura.
 
“Por maioria absoluta”. Diz tudo. Irretocável, inquestionável, suprema verdade. Na Audiência Pública, quantos votos foram a favor? 50. É bom que se diga, a maioria era de funcionários da Prefeitura que deixaram o trabalho para rezar no querer do chefe. Missa encomendada. 50 votos a favor de ... Não! Não é a favor do Ponto Cidadão! Esse serviço de documentação era prestado em Ipirá na década de 1970; por prestígio e boa vontade do jacu e macaco deixou de ser. “Vamos acabar com este sofrimento, acabar com esta era de atraso”, salientou Ademildo.
 
Tirar documentos em nossa cidade não precisa de votação, toda a população de Ipirá concorda com o referido; 60 mil votos. E essa votação de 50 votos foi prá que? Para a escolha do local, para o Ponto ficar na Praça da Bandeira. Perdeu para 500 assinaturas no Abaixo Assinado para não ser na Praça da Bandeira. Perdeu para os 1000 jovens que abraçaram o prédio da brinquedoteca, que não querem que esta vire ponto de tirar documento e continue como está.
 
O “movimento dos 20 centavos” (Passe Livre) é uma lição para todos os governantes e está mostrando que a vontade do povo é mais significativa que a vontade impositiva de um gestor, mesmo que camuflada, mesmo que disfarçada em decisão de maioria. Não venham dizer que Abaixo Assinado é imposição e vontade de gestor é a salvação auspiciosa e glorificada.
 
O prefeito sabe que tirar documento pode ser em qualquer espaço e área da cidade, não necessariamente no centro, mas ele quer no centro. Por que no centro? Por capricho do prefeito. Pode ser. O gestor não é bobo, ele era vice, virou prefeito por circunstância ou por acordo na calada da noite, mas de uma forma ou de outra não recebeu votação e sente falta desse lastro. Chegou ao cargo de prefeito rebocado pela prefeita. Governa com macacos, não tem respaldo popular, muito menos um programa para governar esse município. E tem mais, sabe que não vem obra de peso para o município de Ipirá neste governo de Wagner.
 
Daí a necessidade de visualização, de aparecer, de mostrar uma  administração que para a população é uma incógnita e uma desconfiança. Será que ele sabe administrar uma cidade? Será que ele está preparado para administrar essa cidade? A população indaga. Aí ele tem que se mostrar a esse público. Na rua do fundo ninguém vê, tem que ser na praça, embora a identidade tirada na praça tenha a mesma validade da tirada em qualquer outro logradouro.
 
O prefeito Ademildo vai destruir o único ponto positivo da reforma feita pelo ex-prefeito Diomário na Praça da Bandeira, a área de lazer no fundo da igreja, que está pronta e funciona a contento. Destrói-se o que está pronto para se fazer tudo de novo na Praça São José. Dinheiro público desperdiçado.
 
A situação urbana de Ipirá merece uma reflexão mais apurada. O centro da cidade está ficando estrangulado pela falta de estacionamento e de organização. A cidade tem que estender seus equipamentos para áreas periféricas como uma forma de desenvolver outros espaços urbanos. A cidade não pode ficar amarrada a espaço limitado e fechado como se fosse o único recinto apropriado, tem que ocupar o espaço que se doa como uma forma de incrementar uma nova zona de influência, de domínio e exploração. A sede da Prefeitura em um extremo, o Centro de Abastecimento em outro e o Estádio de Futebol em lado diverso. Isso é uma necessidade estratégica para desconjuntar o perímetro urbano central.
 
O povo de Ipirá é quem decide; assim tem que ser. Democratismo na base do “faz de conta que o povo decide”, assim não tem que ser.  O movimento de protesto em Ipirá foi um acontecimento de grande êxito, desde quando foi um grito de uma juventude que começa a cobrar os direitos do povo brasileiro, aqui e acolá. Aqui em Ipirá não se grita por 20 centavos, aqui não tem transporte público, mas por causa de 28 bilhões gastos em estádios, numa cidade de saúde horrorosa e uma educação precária, tão precária que um vereador disse que: “escola é como área de traficante, quem entrar morre”. Vê se pode. É daí que vai sair a educação de qualidade da administração do prefeito Ademildo, do PT. A luta é contra a corrupção e contra a PEC 37 que quer tirar o poder de investigação do Ministério Público. Seria deixar que as raposas tomassem conta do galinheiro.

sábado, 15 de junho de 2013

IPIRÁ CAMINHA PARA A PINDAÍBA.


A seca fez o estrago; um estrago daqueles e nunca visto. Estas chuvas invernadas do mês de junho são bem vindas, alívio para dois meses. Em meados de agosto recomeçará a dura vida contra a seca. O grande enfrentamento da desproporcionalidade. O contraditório que tem que ser solucionado.

Interessante é que a promessa de um milho gratuito que o governo mandaria para socorrer o produtor rural não veio, enquanto isso, vereadores digladiavam-se e discutiam quais seriam os nomes favorecidos e quais deveriam ser excluídos da lista. Luta justa; briga justíssima; bem intencionada.

Quem tem condições não pode tirar uma de espertalhão e receber o milho do governo. Aqui não tem lugar para esperteza. O milho gratuito não veio. Veio-me à lembrança o “causo” dos meninos que brigavam para montar no jumento que estava na barriga da mãe. Simplesmente fantástico. O filhote nasceu morto; não comeu o milho do governo.

Veio-me as lembranças dos bons malandros do Rio de Janeiro, que na gaiva ou na boa conversa conseguiam vender o Cristo Redentor ou o Maracanã, ou o bondinho do Pão de Açúcar para o primeiro otário que aparecesse. Era uma arte. Hoje não precisa ter lábia para o convencimento; a coisa acontece no olho, basta ter “olho gordo” para embarcar-se numa canoa furada.

Basta trabalhar 5 minutos na Internet para ganhar 800 reais por mês. E que trabalho? Postar propaganda de um produto. Não precisa saber nada de publicidade, muito menos, vender o tal produto, desde quando, nenhum trabalhador-investidor comprou o dito-cujo e não vai ser preciso comprar. É jogo financeiro; dinheiro vivo. Fazer propaganda de algo que não é para vender! Entenda um troço desse!

É assim mesmo! Trabalhador sem qualificação em publicidade passa a ser agente e com salário maior do que o do mercado. É salário de executivo de multinacional: 5.000 reais por dia! Também, pudera, esse é o garimpeiro da rede, pesca peixe! É uma empresa capitalista diferente: gosta de dá e não explora mais-valia, muito pelo contrário, faz o milagre da reprodução e distribuição. É um veio de ouro mágico e milagroso.

Falando em ouro, veio-me a lembrança um sujeito que apareceu aqui em Ipirá conhecido por “Gordo da Ovelha” que tinha um canal com São Paulo, um grandessíssimo pagador de farras para os amigos, “um mão aberta.” Gastou, pagando, quase um milhão de reais nas suas estripulias. O dinheiro pegava picula no seu bolso e escorria-lhe pelos dedos, também, o dinheiro não era seu, aliás, nunca foi. Ipirá gemeu, não teve para quem apelar.

A mão aberta agora é uma empresa americana. Paga salários de marajá e só exige uma postagemzinha de divulgação; copia e cola, só isso. Não tira o couro e o osso do empregado; não suga mais-valia e o empregador não precisa vender o produto para ganhar mais, basta procurar e achar mais empregados para fazer propaganda e ficar rico. Todos vão ficar ricos, até o olho ficar mais gordo e com o “olho gordo” todos entram na pirâmide. Não tem para quem apelar. Ninguém sabe onde fica essa tal empresa. Quem vai chamar a polícia para grampear uma empresa lá na casa do chapéu, nos Estados Unidos?

O malandro carioca que vendia o bondinho de Santa Teresa, não, esse bastava um grito: “Seu guarda foi esse aqui!” e o guarda mostrando a força da autoridade brasileira dizia: “Teje preso, vagabundo!” Eu tenho até saudades dos malandros daquele tempo; eram laboriosos, criativos e bons de lábia; chegavam a ser românticos. Ganhavam e perdiam na conversa. Hoje, só se ganha. Não tem guarda para se apelar, então, sem ter para quem fazer um apelo, fica-se com vergonha de dizer que perdeu, mesmo tendo perdido.

O prefeito de Ipirá, Ademildo Almeida, do PT, é que não deixa ninguém perder. Nem que ele não tenha nada com o caso ele toma partido e resolve o problema. Com o pessoal da Embasa de Ipirá foi assim. O pessoal já pode fazer de conta que o salário já está no bolso; pode comprar fiado e pagar antecipado que o problema já está resolvido. É assim que se faz! É assim que se age!

Aproveitando a disposição do prefeito Ademildo Almeida, do PT, de resolver calote dos outros, até calote de campanha dos macacos, não custa nada lembrar que os proprietários de ônibus que trouxeram os alunos para as escolas, no mês de janeiro 2013, para a rede estadual, não receberam um centavo ainda. Seis meses sem nenhum centavo. Trabalho de trinta dias e nenhum centavo.

Inclusive os proprietários estão achando que receberam um calote daqueles que deixa o sujeito desconjuntado. Não, prefeito, não é da pirâmide! Também não, não é do malandro do Rio! Muito menos, da empresa americana! Foi de uma empresa contratada pelo governo do Estado da Bahia e esses proprietários de ônibus já estão com as mãos na cabeça e não tem para quem apelar.

Só resta V. Exa., Prefeito! Justamente V. Exa. que não tem culpa no cartório, dê uma forcinha ao pessoal. Se não fosse V. Exa. Ipirá estaria estropiado e na pindaíba. Veja bem, V. Exa. sem conexão com a Chapada, está vendo a boa malandragem que encosta na prefeitura e no Estado, na pirâmide, na Embasa, no São João, na licitação, nas ovelhas, na garagem, no pátio da prefeitura para arrancar uma lasca. Isso, não! V. Exa. não vai deixar que os trabalhadores percam. Não vai deixar. Não é possível que a pirâmide tenha dominado a tudo e a todos nesta bendita terra!

 

sábado, 8 de junho de 2013

IPIRÁ NA PIRAMBEIRA.


Ipirá é um município que corre perigo; está à beira do abismo... do abismo das dificuldades. Corre perigo de empobrecer ainda mais. Está em situação de risco e precariedade; falando sem meia-volta, desliza para o abismo de uma crise econômica sem precedentes. As ameaças estão vivas, latentes e se encontram em posição de ataque. Ipirá tem três ameaças na corcunda:

Primeiro, a seca. Estas chuvas de inverno, no mês de junho, não minoram as dificuldades, simplesmente, abrandam temporariamente uma crise. A partir de agosto entraremos na constante, intensa e cruenta realidade do semi-árido que vem acabando com a economia rural de Ipirá, numa sequência de cinco anos sem previsão de término. A permanência da seca significa o baque total da produção da zona rural de Ipirá. Serão necessários 20 anos para uma recuperação em patamares anteriores.

Segundo, a pirâmide, que já levou 5 milhões de reais do município de Ipirá, com um retorno de 20%, numa situação duvidosa, insegura e de risco absoluto. Um aplicador da pirâmide diz que ganha 15 mil reais por mês para postar alguns minutos de propaganda pela Internet. Isso é salário de funcionário de nível superior em muita empresa de porte. Que beleza! Cada investimento de 3 mil reais dá um retorno mínimo de 800 reais e em quatro meses o investimento já está reembolsado. Que felicidade!

Numa economia capitalista é fato inusitado, além do mais, o produto de publicidade é tão bom que nenhum dos funcionários-investidores adquiriu este produto aqui em Ipirá. É uma transação puramente financeira. A pirâmide é uma trapaça bem arquitetada, onde milhares perdem para poucas e espertas cabeças ganharem. Caso eu esteja errado, que não estou, o desemprego no sistema capitalista estaria sanado, pois seria uma forma milagrosa de todo trabalhador virar investidor, ganhar bem acima do salário mínimo sem contratempo. O capitalismo encontrando a perfeição.

Esse dinheiro faz falta em qualquer economia. Se ele não for retornado, Ipirá pagará um preço altíssimo pela sangria de sua economia por um golpe sujo. No momento em que a pirâmide deixar seus aplicadores a ver navios será um duro golpe na economia do município paralisado e esgotado. A pirâmide tem um poder de sedução pela facilidade com que se apresenta e esse encantamento já conseguiu sugar de Ipirá cinco milhões e nessa atuação não tem um olho gordo que não fique cativo de um mundo tão fácil e atraente. Caminhamos para o esgotamento de uma economia num só lance; obscuro e sujo.

O terceiro ponto é a gestão pública. O que pode fazer por Ipirá o poder público municipal? Tudo, quase tudo ou nada. Se qualquer gestor for ineficiente, incapaz e incompetente e não tiver um projeto de governo. Adeus, Corina! É o encontro do atoleiro em qualquer município. Ipirá tem este ferrão na carne com administrações dos jacus e macacos.

O Poder Público pode dar um empurrão fatal em Ipirá; nas palavras e palavrórios: o prefeito Ademildo Almeida, do PT, fêz um pedido à deputada Neusa Cadore, que esta conseguisse indústrias para Ipirá junto ao governo do Estado. Pedido feito. O gestor parece que não sabe que o governo estadual negou dois galpões à Paquetá em nossa cidade, coisa de duzentos empregos, e sugeriu que a empresa utilizasse galpões vazios em Riachão ou Itapetinga.

Declaração do prefeito Ademildo Almeida, do PT: ”Não quero marcar minha administração em Ipirá só por fazer melhorias na infra-estrutura da cidade e melhorar a vida do homem do campo. Quero marcar nossa passagem como gestor de Ipirá com um grande investimento na educação do município, para mudar as vidas das pessoas para melhor e ajudar as famílias a formar cidadãos e ter um futuro melhor.”

Melhorar a vida do homem do campo com a situação de seca não é nada fácil. Se falhar na apresentação de obras de infra-estrutura, a válvula de escape para a melhor administração do mundo será dizer que fez a melhor educação em um município do Brasil. Palavrórios e palavras.

Como? Com quem? Com professor macaco? Com direção escolar exclusiva de macacos? Com diretores apontados de dentro do grupo dos macacos por vereadores? Qual é o interesse dos vereadores: ensino de qualidade ou a questão eleitoreira?

Se o gestor não tiver clareza quanto a isso, o que Ipirá deve esperar da educação dessa gestão? Governar para macacos não é a mesma coisa que governar para Ipirá. Esse é o grande perigo porque passa Ipirá. Palavras que vendem ilusões e que refletem muito bem os vendedores de ilusão. Ipirá bate cabeça entre a realidade e o virtual. Estamos na beira do abismo. Quem vai empurrá Ipirá ladeira abaixo: a seca, a pirâmide ou a gestão pública?