sexta-feira, 21 de junho de 2013

6 MESES – 15 DIAS + (X + Y) + PT = PREFEITO ADEMILDO.



“Em uma decisão democrática, ficou definido na manhã dessa terça-feira (18/06), que o Ponto Cidadão de Ipirá vai mesmo ser instalado na praça Roberto Cintra (antiga praça da Bandeira).” Afirma a nota da prefeitura.
 
“O prefeito decidiu abrir votação entre as pessoas presentes à Câmara de Vereadores. Por maioria absoluta a decisão de instalar o equipamento na praça foi mantida.” Continua a nota da prefeitura.
 
“Por maioria absoluta”. Diz tudo. Irretocável, inquestionável, suprema verdade. Na Audiência Pública, quantos votos foram a favor? 50. É bom que se diga, a maioria era de funcionários da Prefeitura que deixaram o trabalho para rezar no querer do chefe. Missa encomendada. 50 votos a favor de ... Não! Não é a favor do Ponto Cidadão! Esse serviço de documentação era prestado em Ipirá na década de 1970; por prestígio e boa vontade do jacu e macaco deixou de ser. “Vamos acabar com este sofrimento, acabar com esta era de atraso”, salientou Ademildo.
 
Tirar documentos em nossa cidade não precisa de votação, toda a população de Ipirá concorda com o referido; 60 mil votos. E essa votação de 50 votos foi prá que? Para a escolha do local, para o Ponto ficar na Praça da Bandeira. Perdeu para 500 assinaturas no Abaixo Assinado para não ser na Praça da Bandeira. Perdeu para os 1000 jovens que abraçaram o prédio da brinquedoteca, que não querem que esta vire ponto de tirar documento e continue como está.
 
O “movimento dos 20 centavos” (Passe Livre) é uma lição para todos os governantes e está mostrando que a vontade do povo é mais significativa que a vontade impositiva de um gestor, mesmo que camuflada, mesmo que disfarçada em decisão de maioria. Não venham dizer que Abaixo Assinado é imposição e vontade de gestor é a salvação auspiciosa e glorificada.
 
O prefeito sabe que tirar documento pode ser em qualquer espaço e área da cidade, não necessariamente no centro, mas ele quer no centro. Por que no centro? Por capricho do prefeito. Pode ser. O gestor não é bobo, ele era vice, virou prefeito por circunstância ou por acordo na calada da noite, mas de uma forma ou de outra não recebeu votação e sente falta desse lastro. Chegou ao cargo de prefeito rebocado pela prefeita. Governa com macacos, não tem respaldo popular, muito menos um programa para governar esse município. E tem mais, sabe que não vem obra de peso para o município de Ipirá neste governo de Wagner.
 
Daí a necessidade de visualização, de aparecer, de mostrar uma  administração que para a população é uma incógnita e uma desconfiança. Será que ele sabe administrar uma cidade? Será que ele está preparado para administrar essa cidade? A população indaga. Aí ele tem que se mostrar a esse público. Na rua do fundo ninguém vê, tem que ser na praça, embora a identidade tirada na praça tenha a mesma validade da tirada em qualquer outro logradouro.
 
O prefeito Ademildo vai destruir o único ponto positivo da reforma feita pelo ex-prefeito Diomário na Praça da Bandeira, a área de lazer no fundo da igreja, que está pronta e funciona a contento. Destrói-se o que está pronto para se fazer tudo de novo na Praça São José. Dinheiro público desperdiçado.
 
A situação urbana de Ipirá merece uma reflexão mais apurada. O centro da cidade está ficando estrangulado pela falta de estacionamento e de organização. A cidade tem que estender seus equipamentos para áreas periféricas como uma forma de desenvolver outros espaços urbanos. A cidade não pode ficar amarrada a espaço limitado e fechado como se fosse o único recinto apropriado, tem que ocupar o espaço que se doa como uma forma de incrementar uma nova zona de influência, de domínio e exploração. A sede da Prefeitura em um extremo, o Centro de Abastecimento em outro e o Estádio de Futebol em lado diverso. Isso é uma necessidade estratégica para desconjuntar o perímetro urbano central.
 
O povo de Ipirá é quem decide; assim tem que ser. Democratismo na base do “faz de conta que o povo decide”, assim não tem que ser.  O movimento de protesto em Ipirá foi um acontecimento de grande êxito, desde quando foi um grito de uma juventude que começa a cobrar os direitos do povo brasileiro, aqui e acolá. Aqui em Ipirá não se grita por 20 centavos, aqui não tem transporte público, mas por causa de 28 bilhões gastos em estádios, numa cidade de saúde horrorosa e uma educação precária, tão precária que um vereador disse que: “escola é como área de traficante, quem entrar morre”. Vê se pode. É daí que vai sair a educação de qualidade da administração do prefeito Ademildo, do PT. A luta é contra a corrupção e contra a PEC 37 que quer tirar o poder de investigação do Ministério Público. Seria deixar que as raposas tomassem conta do galinheiro.

sábado, 15 de junho de 2013

IPIRÁ CAMINHA PARA A PINDAÍBA.


A seca fez o estrago; um estrago daqueles e nunca visto. Estas chuvas invernadas do mês de junho são bem vindas, alívio para dois meses. Em meados de agosto recomeçará a dura vida contra a seca. O grande enfrentamento da desproporcionalidade. O contraditório que tem que ser solucionado.

Interessante é que a promessa de um milho gratuito que o governo mandaria para socorrer o produtor rural não veio, enquanto isso, vereadores digladiavam-se e discutiam quais seriam os nomes favorecidos e quais deveriam ser excluídos da lista. Luta justa; briga justíssima; bem intencionada.

Quem tem condições não pode tirar uma de espertalhão e receber o milho do governo. Aqui não tem lugar para esperteza. O milho gratuito não veio. Veio-me à lembrança o “causo” dos meninos que brigavam para montar no jumento que estava na barriga da mãe. Simplesmente fantástico. O filhote nasceu morto; não comeu o milho do governo.

Veio-me as lembranças dos bons malandros do Rio de Janeiro, que na gaiva ou na boa conversa conseguiam vender o Cristo Redentor ou o Maracanã, ou o bondinho do Pão de Açúcar para o primeiro otário que aparecesse. Era uma arte. Hoje não precisa ter lábia para o convencimento; a coisa acontece no olho, basta ter “olho gordo” para embarcar-se numa canoa furada.

Basta trabalhar 5 minutos na Internet para ganhar 800 reais por mês. E que trabalho? Postar propaganda de um produto. Não precisa saber nada de publicidade, muito menos, vender o tal produto, desde quando, nenhum trabalhador-investidor comprou o dito-cujo e não vai ser preciso comprar. É jogo financeiro; dinheiro vivo. Fazer propaganda de algo que não é para vender! Entenda um troço desse!

É assim mesmo! Trabalhador sem qualificação em publicidade passa a ser agente e com salário maior do que o do mercado. É salário de executivo de multinacional: 5.000 reais por dia! Também, pudera, esse é o garimpeiro da rede, pesca peixe! É uma empresa capitalista diferente: gosta de dá e não explora mais-valia, muito pelo contrário, faz o milagre da reprodução e distribuição. É um veio de ouro mágico e milagroso.

Falando em ouro, veio-me a lembrança um sujeito que apareceu aqui em Ipirá conhecido por “Gordo da Ovelha” que tinha um canal com São Paulo, um grandessíssimo pagador de farras para os amigos, “um mão aberta.” Gastou, pagando, quase um milhão de reais nas suas estripulias. O dinheiro pegava picula no seu bolso e escorria-lhe pelos dedos, também, o dinheiro não era seu, aliás, nunca foi. Ipirá gemeu, não teve para quem apelar.

A mão aberta agora é uma empresa americana. Paga salários de marajá e só exige uma postagemzinha de divulgação; copia e cola, só isso. Não tira o couro e o osso do empregado; não suga mais-valia e o empregador não precisa vender o produto para ganhar mais, basta procurar e achar mais empregados para fazer propaganda e ficar rico. Todos vão ficar ricos, até o olho ficar mais gordo e com o “olho gordo” todos entram na pirâmide. Não tem para quem apelar. Ninguém sabe onde fica essa tal empresa. Quem vai chamar a polícia para grampear uma empresa lá na casa do chapéu, nos Estados Unidos?

O malandro carioca que vendia o bondinho de Santa Teresa, não, esse bastava um grito: “Seu guarda foi esse aqui!” e o guarda mostrando a força da autoridade brasileira dizia: “Teje preso, vagabundo!” Eu tenho até saudades dos malandros daquele tempo; eram laboriosos, criativos e bons de lábia; chegavam a ser românticos. Ganhavam e perdiam na conversa. Hoje, só se ganha. Não tem guarda para se apelar, então, sem ter para quem fazer um apelo, fica-se com vergonha de dizer que perdeu, mesmo tendo perdido.

O prefeito de Ipirá, Ademildo Almeida, do PT, é que não deixa ninguém perder. Nem que ele não tenha nada com o caso ele toma partido e resolve o problema. Com o pessoal da Embasa de Ipirá foi assim. O pessoal já pode fazer de conta que o salário já está no bolso; pode comprar fiado e pagar antecipado que o problema já está resolvido. É assim que se faz! É assim que se age!

Aproveitando a disposição do prefeito Ademildo Almeida, do PT, de resolver calote dos outros, até calote de campanha dos macacos, não custa nada lembrar que os proprietários de ônibus que trouxeram os alunos para as escolas, no mês de janeiro 2013, para a rede estadual, não receberam um centavo ainda. Seis meses sem nenhum centavo. Trabalho de trinta dias e nenhum centavo.

Inclusive os proprietários estão achando que receberam um calote daqueles que deixa o sujeito desconjuntado. Não, prefeito, não é da pirâmide! Também não, não é do malandro do Rio! Muito menos, da empresa americana! Foi de uma empresa contratada pelo governo do Estado da Bahia e esses proprietários de ônibus já estão com as mãos na cabeça e não tem para quem apelar.

Só resta V. Exa., Prefeito! Justamente V. Exa. que não tem culpa no cartório, dê uma forcinha ao pessoal. Se não fosse V. Exa. Ipirá estaria estropiado e na pindaíba. Veja bem, V. Exa. sem conexão com a Chapada, está vendo a boa malandragem que encosta na prefeitura e no Estado, na pirâmide, na Embasa, no São João, na licitação, nas ovelhas, na garagem, no pátio da prefeitura para arrancar uma lasca. Isso, não! V. Exa. não vai deixar que os trabalhadores percam. Não vai deixar. Não é possível que a pirâmide tenha dominado a tudo e a todos nesta bendita terra!

 

sábado, 8 de junho de 2013

IPIRÁ NA PIRAMBEIRA.


Ipirá é um município que corre perigo; está à beira do abismo... do abismo das dificuldades. Corre perigo de empobrecer ainda mais. Está em situação de risco e precariedade; falando sem meia-volta, desliza para o abismo de uma crise econômica sem precedentes. As ameaças estão vivas, latentes e se encontram em posição de ataque. Ipirá tem três ameaças na corcunda:

Primeiro, a seca. Estas chuvas de inverno, no mês de junho, não minoram as dificuldades, simplesmente, abrandam temporariamente uma crise. A partir de agosto entraremos na constante, intensa e cruenta realidade do semi-árido que vem acabando com a economia rural de Ipirá, numa sequência de cinco anos sem previsão de término. A permanência da seca significa o baque total da produção da zona rural de Ipirá. Serão necessários 20 anos para uma recuperação em patamares anteriores.

Segundo, a pirâmide, que já levou 5 milhões de reais do município de Ipirá, com um retorno de 20%, numa situação duvidosa, insegura e de risco absoluto. Um aplicador da pirâmide diz que ganha 15 mil reais por mês para postar alguns minutos de propaganda pela Internet. Isso é salário de funcionário de nível superior em muita empresa de porte. Que beleza! Cada investimento de 3 mil reais dá um retorno mínimo de 800 reais e em quatro meses o investimento já está reembolsado. Que felicidade!

Numa economia capitalista é fato inusitado, além do mais, o produto de publicidade é tão bom que nenhum dos funcionários-investidores adquiriu este produto aqui em Ipirá. É uma transação puramente financeira. A pirâmide é uma trapaça bem arquitetada, onde milhares perdem para poucas e espertas cabeças ganharem. Caso eu esteja errado, que não estou, o desemprego no sistema capitalista estaria sanado, pois seria uma forma milagrosa de todo trabalhador virar investidor, ganhar bem acima do salário mínimo sem contratempo. O capitalismo encontrando a perfeição.

Esse dinheiro faz falta em qualquer economia. Se ele não for retornado, Ipirá pagará um preço altíssimo pela sangria de sua economia por um golpe sujo. No momento em que a pirâmide deixar seus aplicadores a ver navios será um duro golpe na economia do município paralisado e esgotado. A pirâmide tem um poder de sedução pela facilidade com que se apresenta e esse encantamento já conseguiu sugar de Ipirá cinco milhões e nessa atuação não tem um olho gordo que não fique cativo de um mundo tão fácil e atraente. Caminhamos para o esgotamento de uma economia num só lance; obscuro e sujo.

O terceiro ponto é a gestão pública. O que pode fazer por Ipirá o poder público municipal? Tudo, quase tudo ou nada. Se qualquer gestor for ineficiente, incapaz e incompetente e não tiver um projeto de governo. Adeus, Corina! É o encontro do atoleiro em qualquer município. Ipirá tem este ferrão na carne com administrações dos jacus e macacos.

O Poder Público pode dar um empurrão fatal em Ipirá; nas palavras e palavrórios: o prefeito Ademildo Almeida, do PT, fêz um pedido à deputada Neusa Cadore, que esta conseguisse indústrias para Ipirá junto ao governo do Estado. Pedido feito. O gestor parece que não sabe que o governo estadual negou dois galpões à Paquetá em nossa cidade, coisa de duzentos empregos, e sugeriu que a empresa utilizasse galpões vazios em Riachão ou Itapetinga.

Declaração do prefeito Ademildo Almeida, do PT: ”Não quero marcar minha administração em Ipirá só por fazer melhorias na infra-estrutura da cidade e melhorar a vida do homem do campo. Quero marcar nossa passagem como gestor de Ipirá com um grande investimento na educação do município, para mudar as vidas das pessoas para melhor e ajudar as famílias a formar cidadãos e ter um futuro melhor.”

Melhorar a vida do homem do campo com a situação de seca não é nada fácil. Se falhar na apresentação de obras de infra-estrutura, a válvula de escape para a melhor administração do mundo será dizer que fez a melhor educação em um município do Brasil. Palavrórios e palavras.

Como? Com quem? Com professor macaco? Com direção escolar exclusiva de macacos? Com diretores apontados de dentro do grupo dos macacos por vereadores? Qual é o interesse dos vereadores: ensino de qualidade ou a questão eleitoreira?

Se o gestor não tiver clareza quanto a isso, o que Ipirá deve esperar da educação dessa gestão? Governar para macacos não é a mesma coisa que governar para Ipirá. Esse é o grande perigo porque passa Ipirá. Palavras que vendem ilusões e que refletem muito bem os vendedores de ilusão. Ipirá bate cabeça entre a realidade e o virtual. Estamos na beira do abismo. Quem vai empurrá Ipirá ladeira abaixo: a seca, a pirâmide ou a gestão pública?

 

sábado, 1 de junho de 2013

O RIO E AS LÁGRIMAS.


Cem dias de governo. Independente 3 x 3 União em jogo de 180 min. Prefeito 4 x 4 Vereadores, com um prefeito em suspensão e quatro vereadores suspensos, em jogo cheio de armação. O prefeito foi vaiado pela torcida do União. Não é nenhuma novidade; faz parte do jogo dos jacus e dos macacos.

Como seria bom se esta seca tivesse somente cem dias de governo; seria ótimo! Pois que, o império da seca tem mais de cinco anos em constante ação, acabando com tudo. O catingueiro está sem dá prosa e nem a quem reclamar; não tem apelo, nem santo que faça milagre. Nos céus, são ouvidos moucos; em Brasília, é conversa fiada. Essa estiagem está estorricando a terra, dizimando rebanhos, impedindo a produção e dilapidando patrimônio. Sem muita delonga, está acabando com a zona rural do município de Ipirá. Olha que esta situação já vem espezinhando há anos e de forma inclemente. Este aperto que o produtor esperava para agosto 2013 começou em março 2013, não existe previsão para acabar nem a seca, nem o aperto, mas para acabar a zona rural não precisa nem fazer previsão. O aperto do prefeito só tem cem dias.

Cem dias de governo e o prefeito agindo com seu staff no beco da Palhocinha verificando in loco o que está sendo feito para o bem do município. Esse beco poderá ser nossa salvação, principalmente para quem tem medo daquele dito popular: “beco sem saída” e além do mais, nada melhor do que aquele outro dito popular: “quem engorda o boi é o olho do dono.” Daí só deve sair coisa boa.

Ruim mesmo está na região do Rio do Peixe e adjacências que sofrem absurdos, não com os cem dias de governo, mas com os cinco anos de seca, sendo assim, o Rio do Peixe, sem esquecer adjacências, ficou num beco sem saída, porque não tem nem boi para engordar os olhos do dono. Veja que situação! Se o prefeito não olhar para esse beco estará tudo perdido. A perdição do Rio do Peixe não é de hoje, nem de ontem, sem virar beco, não foi visto pelos cem dias, nem na manhã seguinte.

Nesses cem dias de governo, significativo para o beco, nada promissor para o rio, assim sendo, muito pouco para adjacências. Enquanto o império da seca desmantela a zona rural, tem gente que desmantela a fortaleza do paço municipal e afunda nos tacógrafos dos ônibus municipais, que estavam estacionados no pátio da prefeitura, que virou e vira estacionamento privado e pago quando o Axé Vavá tem festa grande. Parece que é roubo encomendado de gente do meio. Jacu e macaco é problema para o município de Ipirá, tanto na elite que gosta da fatia gorda, como na malandragem que come sobejos da mesa. Em cem dias de governo, isso ainda não pode ser considerado desmando com a coisa pública. Desmando é não lembrar que o Rio do Peixe existe em cem dias de governo. Assim pensa o rio.

O Rio do Peixe é um rio sem prestígio. Não tem prestígio, mas é passagem de água, que é um bem essencial para regiões que sofrem impacto da seca. É mais fácil fazer uma viagem à lua do que uma barragem no rio. Água corre livre, sem barreiras, barragem, impedimento e água vai para o mar, a terra fica estorricada. Governo de cem dias não corre livre, não tem tempo para ver a água, está preso no beco, buscando saída, não vê a água que escorre, nem a terra estorricada. Que sorte! Nada melhor do que um governo de cem dias, num beco.

Governo de cem dias quando se livra do beco cai na praça. O rio fica com água na boca, não pode ser beco, muito menos praça. É chato não ser visto em cem dias no beco. A saída é a praça, principalmente se a praça foi reformada tem pouco tempo. Reforma-se o que foi reformado. Termina-se uma obra faz-se outra. A brinquedoteca da praça é uma porcaria feita pelo antecessor Diomário, dinheiro jogado fora. Pouco importa, vamos jogar dinheiro dentro, no Ponto Cidadão. Ipirá não tem outro local para funcionar esse ponto, só tem a praça. Macaco constrói, macaco destrói. No Rio do Peixe não adianta nem pensar. Na praça vai ficar visto e revisto, até para as barracas que vendem café, mingau e bolo. A praça será um cortiço. O Rio do Peixe não serve nem para cortiço.

Que triste sina a do Rio do Peixe, não serve para nada. Não serve para cortiço, muito menos para Ponto Cidadão, nem mesmo para ser rio, só porque não é beco, nem praça. O governo dos cem dias pede para a deputada Neusa Cadore conseguir fábricas para Ipirá. O governo estadual negou dois galpões para a fábrica de Ipirá. Vixe qui probrema! Ainda bem que nem uma fabriquinha não vem para Ipirá nem a pau. Imagine que situação! No local das fábricas, o ex-prefeito Diomário construiu casas populares, se chegar uma fabriquinha, aí o governo de cem dias vai ter que desfazer a obra do antecessor. Isso tudo é coisa de prefeito que quer ficar preso no beco, sem ouvir o povo antes de fazer a obra.

Um conselho: prefeito Ademildo Almeida, do PT, faça ponto no Rio do Peixe, não é nada demais, ademais com esse ponto, V. Exa. tornar-se-á mais cidadão, pois poderá contemplar a terra árida e observar bem observado que a terra está virando deserto e um rio seco que não tem nem ao menos uma lágrima para derramar por uma Ipirá que se depaupera. Enquanto o prefeito está num beco, Ipirá cai em ruína na zona rural. Quem sabe se V.Exa. não vai chegar à conclusão que devemos esperar a chuva! Viva o beco!

sábado, 25 de maio de 2013

QUEM TEM RAZÃO: O PROFESSOR OU O VEREADOR?


O professor quer melhoria nas condições de trabalho, busca meios para uma boa qualidade de ensino e de apredizagem. Só isso. É essa a essência da exigência e do querer de quem exerce a profissão de educar as gerações mais novas nesta terra. Só isso. Esse é o ângulo da questão. Se os vereadores, também, defendem a educação de qualidade, nada melhor, porque estão em consonância com o mesmo objetivo da categoria dos professores.

A educação dos dias atuais é por demais complexa e os professores sozinhos não dão conta desta situação, havendo uma necessidade premente da democratização da escola para a participação dos pais, alunos, professores, funcionários e diretores. A gestão democrática é a única saída para esta situação; passando por um processo de aprimoramento, até chegarmos ao ponto de debater e escolher projetos educacionais nascidos nessa base de participação livre e democrática. A construção democrática de um projeto pedagógico para a unidade escolar é um fator decisivo. A escolha democrática desse projeto por quem vivencia a realidade da escola é essencial. Não é sem fundamento que os grandes mestres e pedagogos defendem a gestão democrática como caminho para melhorar a educação. Aí vem o vereador e diz que não é por aí. Já não entendo mais nada.

O vereador é taxativo: “Não funciona a gestão democrática da forma que foi implantada. Sou contra. Declaro meu voto contra; duzentas vezes votarei contra” Com essas palavras fechou qualquer possibilidade de diálogo, ao tempo que disse: “Diálogo tem que ser feito pela qualificação dos diretores, podemos fazer educação com qualidade com capacitação de diretores e professores”. Demarcou os meios e os fins.

Está resolvido. Educação de qualidade por decreto. Quem está nesta área sabe que não é por aí, além do mais as justificativas do vereador são corriqueiras: “Vi o fracasso que foi durante esse período de gestão democrática; a farra que foi com diretor liberando professor sem botar falta porque precisava de voto para a próxima eleição; dinheiro público era gasto com farra dentro de um colégio, uso de drogas, bebida alcoólica, tenho a filmagem.” Isso não é uma característica do diretor eleito, poderá acontecer com qualquer tipo de diretor: eleito, indicado, sorteado, apontado, caído do céu, etc e tal.

O vereador sem querer dizer o que quer realmente, fica naquela situação desconfortável e argumenta: “Não sou contra o processo democrático, sou contra a forma que tem e que foi instaurado e que negou e cortou o direito do executivo punir os irresponsáveis.” A eleição de diretor não dá direito ao diretor roubar o dinheiro da escola, ele não possue imunidade e está sujeito aos agravos da lei.

A categoria dos professores não tem dúvidas: o ensino de qualidade passa pela escolha democrática da direção da escola e de um projeto pedagógico. O governo de Diomário avançou nesse sentido. Não há dúvida quanto a isso. O vereador continua na dúvida e diz: “Sou a favor que as indicações sejam do quadro, agora tem que ser indicação do gestor (prefeito) que vai indicar professor concursado para ser o gestor escolar e que não se comprometer com a comunidade escolar (professores).”

O diretor por melhor qualificado que seja se não tiver apoio dos segmentos que fazem a escola na construção da atividade educativa não alcançará grandes resultados. A escola tem que evoluir tendo por base um projeto pedagógico participativo na construção e na execução. Isso é fato vivenciado na prática por que tem como profissão ser educador. Se indicação fosse a condicionante bastaria indicar os melhores pedagogos para dirigir as unidades escolares e estaríamos no paraíso. O problema é complexo e sem a participação e parceria dos segmentos que vivenciam e fazem a escola não haverá melhoria na educação. O diretor indicado não tem possibilidade de fomentar essa elaboração por falta de envolvimento e de legitimidade para tal construção. A gestão democrática na prática é um processo de aprimoramento, de desenvolvimento e sua tendência é evoluir como modelo participativo, e assim deve ser.

O vereador corrigindo uma fala equivocada de outro vereador, citou:” LEI não tem jeito, LEI se cumpre, é LEI, é indicação e quem fez foi o vereador Jaildo. LEI é para se obedecer.” Outro vereador citou: “ É LEI votada por esta casa e que o prefeito não pode fazer nada, não pode encaminhar um novo projeto e revogar esse projeto, que tem um ano de prazo, se for feito vamos provocar uma questão jurídica”.

Chegou onde o vereador queria: "VAMOS OBEDECER A LEI." Não conheço o texto da LEI, mas suponho que a LEI deve sacramentar que DIRETOR DE ESCOLA é cargo de confiança do EXECUTIVO.

Estou querendo entender: a LEI coloca o cargo de Diretor das Escolas como cargo de confiança. Não é isso? Confiança de quem? Do Executivo ou do Legislativo? A LEI deve ser clara: do Executivo o prefeito indica; do Legislativo os vereadores indicam.

Não é assim? LEI é para ser obedecida. Essa LEI determina o loteamento das escolas entre os vereadores? Se não tem isso, os vereadores não devem burlar a LEI, que foi feita para ser obedecida. Em que artigo da Lei consta que são os vereadores que têm que indicar os diretores? Eu só quero compreender essa LEI, porque a LEI tem que ser obedecida até pelos que a fizeram.

Se a LEI reza que é o Executivo quem indica os seus cargos de confiança, por que os vereadores não querem respeitar a LEI que eles fizeram? LEI se cumpre. Por que os vereadores não querem cumprir sua própria LEI? O prefeito fazendo indicações é cumprir a LEI. Tem algum artigo que diz que vereadores indicarão os diretores de escola como o único direito do vereador: fazer indicações de cargos? Se não tem nada disso, o Legislativo está usurpando a LEI, ou eu estou enganado?

Se não tem nenhum artigo falando em nomeação por vereadores, não dá para entender a lista das escolas em mãos de vereadores para indicarem os diretores e vices. Vamos obedecer a LEI. Os vereadores não podem ludibriar a LEI, com armação sub-reptícia e vegonhosa, porque o fundamento essencial de quem faz a LEI é obedecê-la, até por descarrego de consciência e não ser demagogo e incoerente.

Está nas mãos do prefeito do PT, Ademildo Almeida. A LEI permite que o gestor faça as indicações para os gestores das escolas dentro de sua lógica e de sua consciência para objetivar o ensino verdadeiro e da boa educação. V. Exa. já foi professor e conhece o valor da educação de qualidade e voltada para a liberdade humana. Tem momentos em que a pessoa não pode enganar a si próprio e a sua história. Prefeito Ademildo Almeida, do PT, não seja “um boneco ventríloquo” para sancionar listas de diretores confeccionadas por vereadores em cima da perna, sem critério, sem responsabilidade e no provimento do interesse pessoal.

Quero parabenizar ao presidente da Câmara de Vereadores de Ipirá, Aníbal Aragão, que demonstrou elegância, maturidade e espírito democrático quando acatou e permitiu a apresentação teatral e a manifestação da categoria dos professores no seu espírito de liberdade e respeito, desta forma, contribuindo para que tenha acontecido uma das reuniões mais calorosas, palpitantes e vivas na Casa da Cidadania de Ipirá.

Sem desmerecer ninguém, eu acho previdente as colocações do vereador Deteval Brandão, quando afirma que: “O diálogo não está fechado com a APLB, que é momento de ouvir e conversar, que existem pressões políticas, mas que não tem nada definido e que não houve nenhuma indicação ainda.” É uma posição coerente, porque o que está em pauta é a educação de jovens e adultos em Ipirá, que merece ou não ter uma educação melhor para sua juventude? Eis a questão.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

ABRAÇO DE TAMANDUÁ.


O prefeito de Ipirá, Ademildo Almeida, do PT, estava sendo ameaçado de afastamento pelos vereadores, mesmo sem haver indícios relevantes e consistentes. O prefeito ficou receoso e temeroso com o fato, não pensou duas vezes, ajoelhou e rezou na cartilha dos vereadores. Foi escancarado o “trem da alegria” na área da educação.

O prefeito Ademildo, do PT, mostrou o lado doca; demonstrando uma fragilidade gritante e os vereadores ficaram robustecidos e confiantes diante de um prefeito que não segura com firmeza qualquer posição ou decisão tomada, estribuchando-se num vai-e-vem constante. Os vereadores sabem que o prefeito não governa com minoria na Câmara e saíram na correria para arranjar diretor de escola. É um “Deus nos acuda.” É uma verdadeira farra.

Teve vereador oferecendo diretoria de escola a migué, chegando ao ponto de telefonar para uma pessoa e perguntar: “Você não quer uma diretoria de escola?” e o indagado respondeu: “Não, obrigado! É uma questão de princípio.” Esta conversa foi e está gravada no celular. É um leilão ou um cabide de emprego? É isso que é justo e que está correto, prefeito? É por aí que deve caminhar a educação de Ipirá? É esta a solução para uma educação de qualidade? O que vai melhorar na educação de Ipirá com esse festival de ofertas, parecendo uma liquidação comercial?

O prefeito Ademildo cedeu. Interessante é que as causas do provável afastamento não desapareceram num passe de mágica, continuam no mesmo patamar, embora engavetadas, para o próximo ataque. O prefeito poderá virar refém da Câmara, a não ser que ceda, ceda, ceda cada vez mais, justamente naquela questão que ele faz questão de dizer que não cederá por hipótese alguma. Vá devagar prefeito que o rei do jogo de xadrez poderá virar o cavalo da grande batalha.

Não importa que a educação seja prejudicada. O que vale é o interesse eleitoreiro dos vereadores, que têm que garantir salários para cabos eleitorais que defendam seus interesses nas escolas. Para onde vai um troço desse? Esse troço que estou falando é a educação das crianças e jovens de Ipirá.

Com tudo isso e por tudo isso, o município de Ipirá é o grande derrotado; tristemente derrotado. É justo que Ipirá não tenha maca, ou lençol limpo, ou remédio no hospital, mas que na campanha eleitoral o dinheiro público saia pelo ralo para bancar o candidato oficial do grupo que está no poder? É justo isso?

É justo que o grupo que está fora do poder, e até mesmo o que detém o poder, tome dinheiro emprestado para bancar suas candidaturas e depois, o eleito, se ache no direito de tirar o dinheiro da prefeitura para cobrir o que gastou na campanha? O dinheiro público paga a eleição antes e depois. É justo isso? É justo parar o município por seis meses para pagar o dinheiro emprestado da campanha? É justo que o cidadão ipiraense pague IPTU para que esse dinheiro seja reembolso de campanha? Esse é o grande mal-estar dessa terra. É assim que Ipirá é estuprada.

É justo que o dinheiro público de Ipirá seja fatiado entre espertalhões do grupo político vencedor, seja lá quem for, enquanto o município está atolado na seca e no empobrecimento? Vou fazer um Raio X para você entender essa engrenagem. A prefeitura é uma fazenda que não tem tempo ruim, ou seja, não tem seca. A prefeitura tem 18 filés-mignon, falando em português, o melhor quinhão, o mais desejado e apreciado. Têm uns 50 macacos e uns 50 jacus que matam o pai e a mãe por um filé desse. Toda briga politiqueira de Ipirá está em torno disso. Quem vai “comer”, “papar”, “mamar” esse filé?

Vamos ao filé: (vou colocar meus valores para ver se a transparência tem a coragem de divulgar o valor real) 1. Contrato para coleta do lixo, 250 mil reais/ mensal – 2. Contrato da informática, 900 mil reais/ anual (quase passa) – 3. Contrato do transporte escolar, 250 mil reais/mensal – 4. Locação de carros, 30 mil reais/mensal – 5. Aluguel de casas, 50 mil/ mensal – 6. Contrato gasolina, 1 milhão/ anual – 7. Segurança eletrônica, 84 mil reais/ anual – 8. Segurança particular, 60 mil reais/anual – 9. Contrato de remédios, 1 milhão/ anual – 10. Empreiteiras, 500 mil/ mensal – 11. Fornecedores: Supermercado, 140 mil/ mensal – 12. Material de Construção, 300 mil/ mensal – 13. Frigorífico, 80 mil reais – 14. Papelaria, 40 mil/ mensal – 15. Publicidade e Marketing, 800 mil/ anual – 16. Contratar bandas São João, 60 mil/tarefa – 17. Contrato Programa de Rádio, 120 mil/ anual. 18. Carro-pipa 150 mil reais/ mensal (temporário)

Agora é a vez da macacada. A jacuzada fica arruinada para desbancar a macacada e chegar a sua vez de dividir o bolo. Não tem santo. Essa é a elite de espertalhões que briga pela prefeitura e que lucra com a politicagem de Ipirá. São os marajás que são os grandes beneficiados com a politicagem desta terra. Basta que algum prefeito mal intencionado coloque 10% de comissão/mensal para sair abarrotado. Ainda bem que isso não acontece em nosso município, porque todos os prefeitos de Ipirá saíram pobres e lisos. Não é átoa que essa gente se envolve na campanha, é tudo “por amor a Ipirá.”

Entre os assalariados também tem seus marajás. Um casal de médicos na condição de lideranças e filiados ao grupo percebem 30 mil cada/ mensal – 60 mil os dois. Os médicos da jacuzada estão esperando a sua vez de pegar essa bolada, basta colocar os macacos para fora. Tem mais marajá: Assessor Especial Técnico em Planejamento, 60 mil/ anual. Esse é uma espécie de químico em conta de prefeitura. Veja que nome de marajá bonito: Mestre em Saúde Coletiva para Acompanhamento e Assessoria em Programas e Projetos junto à Secretaria Municipal de Saúde no período de 26/3 a 31/12/2013, valor 24 mil reais, prazo 26 dias. É assim que o sistema rumina seus apaniguados enquanto o município está entregue ao descaso, com ruas sujas, obras mal feitas, hospital sem coisas básicas, educação de faz-de-conta, a miséria se alastrando. Quer mais do que isso?

Ah! Sim! A fazenda que não tem tempo ruim, também tem o seu lado chupa-molho: são os trabalhadores que ganham o salário mínimo e aqueles profissionais que estão com os salários defasados. Pena que o vereador Arnor do Sindicato, do PT, ainda ache que o prefeito Ademildo, do PT, vá governar ouvindo as organizações sociais porque ele deu a sua palavra na posse. O Sistema, meu nobre vereador, não vai deixar. A APLB que o diga. Ipirá é quem perde.


sábado, 18 de maio de 2013

Bahêaaaa versus Esporte Clube Ipirá.


Ipirá precisa do teu olhar e não sabe como atrair tua atenção. Coisa tão difícil para uns, fácil para outros. O Esporte Clube Bahia está em crise! É um tormento. O mundo desabou. É protesto em cima de protesto. Parece que o mundo ficou pelo avesso. Uma derrota de sete é insuportável e dolorida. Dolorido vira “bicho-brabo” e geme.

Ipirá está em crise! É um tormento silencioso. Cada qual viva e rumine o seu martírio. Tudo perfeitamente dentro da ordem do universo. É a letargia que revira o “brabo-bicho”. O ser humano é sui generis.

A crise no município de Ipirá tem origem: está no tempo; na secura do tempo, que seja bem dito. Já devíamos ter aprendido essa lição. O catingueiro conhece isso de sobra, está acostumado e amansado. A estiagem está aí, persiste por cinco anos seguidos. O ano da seca fica mais longo, demora mais e consome mais. As trovoadas não tiveram a sequência necessitada e precisa.

As trovoadas vieram no início de novembro; boas e providenciais chuvas, mas vieram e sumiram. Naquele instante fizeram águas e alimentos para o rebanho. Com o sumiço e o sol escaldante, o rebanho voltou a sentir a escassez de comida. As chuvas de inverno são insuficientes para fazerem comida brotar do solo com fartura. A famigerada e conhecida seca continua; a previsão de chuvas é para novembro; notícia nada alvissareira. A seca tem continuidade com fome de carcaça de gado.

A seca estende suas presas sobre o município e trava; nesse entrave, atravanca e impede que o município tenha qualquer crescimento. Ipirá está paralisado e em crise. Sua profundidade atinge, em cheio, o setor produtivo do município. Qualquer município sem produção já era, ou melhor, já foi para o beleléu. A crise de Ipirá é profunda e tem o impacto estremecedor de filme de terror. É a vertigem do moribundo em pleno leito do desespero. É a esmolaria com a cuia na mão em busca de cartão virtual de algum programa.

A quebra do setor econômico produtivo rural atinge a economia como um todo. A tabuada de Aritmética é simples e exata: 2+2=4; todo mundo entende. Um pacote de feno estava sendo vendido no chiqueiro das ovelhas, esta semana, por R$ 14,00. Uma vaca alimentando-se só para subsistir come um fardo por dia, custo de 14 reais; em um mês 420 reais; dois meses 840 reais; em três meses R$ 1.260,00. A vaca que custava R$ 1.300,00, hoje custa 650 reais. Multiplique por 10 cabeças. Multiplique por 100 reses. Essa é a matemática do esgotamento, do fracasso e da falência.

A crise atingiu o município de Ipirá em cheio. Sem recurso para manter o gado o produtor fica sem saída e entra em desespero. A falência do pequeno produtor é a vereda mais próxima. Ipirá está com a faca no pescoço em processo de inanição. Gado fraco, sem comprador deprecia o preço. Não tendo comprador, manter gado fraco com ração, custo elevado; fica inviabilizada a pecuária de Ipirá. Carimbo batido: zona rural inviável, a cidade que se cuide.

Não tem município que sobreviva sem um setor produtivo forte e alvissareiro. Em Ipirá são 6.813 propriedades rurais sem auto-sustentabilidade, mergulhando no caos. As unidades de produção na zona rural estão deficitárias e sem recursos. Ipirá mostra suas entranhas com necroses econômicas e chagas sociais.

O poder municipal em Ipirá é um poder oligárquico (poder de grupo / familiar) apoiado e sustentado nesses setores de proprietários rurais. Esse poder oligárquico não dispensa a atenção necessária para o atendimento às questões vitais da zona rural. Cada seca retrata o nosso bendito reino de necessidade. Os proprietários rurais dão apoio maciço e irrestrito às oligarquias que dominam o município e que pouco realiza em benefício de economia rural produtiva de Ipirá.

É triste, mas é relevante atiçar as memórias dos ipiraenses para o papel maciço e inoperante da gestão oligárquica na questão da zona rural. O governo Antônio Colonnezi não disse para que veio, foi mais irresponsável do que se imagina, construiu um matadouro sem planejamento, completamente improvisado e que nunca funcionou. Da gestão do prefeito Luís Carlos 500 obras no tempo do Brasil 500 anos; ah, se fosse verdade! Estaríamos na beira do céu, porque com esse governo o matadouro de Ipirá não deu cabo de um garrote. Estaca zero. Em seguida, vem o débil governo de Diomário, precário nas obras, previdente nas obras “meia-boca” e mergulhado no lamaçal da Assistência Social, não teve a vergonha de construir um ridículo chiqueiro para vender animais e o matadouro continuou abatendo o que abatia antes: nada.

As administrações das oligarquias ipiraenses (jacu/macaco) desonram e envergonham essa terra. Perambulam pela periferia dos problemas, com remendos e arremedos de obras na zona urbana. Dão a entender que quantidade de obras é o objetivo demarcado; não atacam os problemas pelo ponto essencial, vital, substancial, necessário e inevitável para fazer Ipirá progredir por conta própria e com os calos de suas mãos. Empurraram Ipirá para o buraco.

O município de Ipirá está nas mãos do vice que virou prefeito, Ademildo Almeida. Sua administração herdou uma herança riquíssima, afortunada e soberba das oligarquias ipiraenses: a irresponsabilidade de Antônio Colonnezi; o engodo de Luis Carlos e o descaso de Diomário. Agora é sua vez de conduzir os destinos do município.

O problema da zona rural como um todo, não por atacado e olhando só para o assentamento, passa por atender as suas necessidades: água (perenizar rios e grandes e médios açudes), transporte (estradas vicinais adequadas), logística (matadouro e parque de vendas), produção (orientação técnica), sem palma forrageira não se cria no semi-árido, esse é o bê-a-bá do produtor. Ficar atento a isso é melhor do que fazer reforma “meia-boca” de um milhão nas praças de Ipirá, como fêz a administração passada. Sabemos que o prefeito Ademildo está preocupado com o São João, mas depois, quem sabe! Se o prefeito não passa a se preocupar com Ipirá! Com a Ipirá falida. E você?